Alexandre Ferreira

Ficou conhecido com a personagem Carlos da Purificação, na telenovela "Anjo Selvagem", uma produção da Fealmar... Março na Janela Urbana é com o actor Alexandre Ferreira! Este jovem actor de 30 anos, já esteve em tudo o quanto enquadra a representação. Desde televisão a tele-filmes, de cinema a spots...

Ficou conhecido com a personagem Carlos da Purificação, na telenovela “Anjo Selvagem”, uma produção da Fealmar… Março na Janela Urbana é com o actor Alexandre Ferreira! Este jovem actor de 30 anos, já esteve em tudo o quanto enquadra a representação. Desde televisão a tele-filmes, de cinema a spots publicitários, até voz de rádio, ele não para. Actualmente o Alexandre está dividido entre a televisão e os palcos e deu-nos esta oportunidade de ficarmos a saber um pouco mais sobre ele… Atentos!!

Janela Urbana: Quando tudo começou? O gosto pela representação? O “click”?

Alexandre Ferreira: Lembro-me perfeitamente quando tudo começou. Eu estava na quarta classe, era sexta feira e eu era o puto gordo, muito estudioso e muito tímido da turma e a professora fez-nos representar o conto da Sopa de Pedra e eu fui designado para o papel do frade que anda de casa em casa a pedir coisas para a sopa. Lá fui eu à procura das coisas para a sopa e de repente reparo que todos os meus colegas estavam a rir e atentos ao que eu estava a fazer e lembro-me que fiquei boquiaberto a pensar “O que é que foi? Ah! Fixe!” E a partir daí nunca mais parei.

Entre os meios para representação, qual preferes e porquê: Televisão, Teatro, Cinema?

Eu acho que um actor deve fazer tudo, não só nos meios em que trabalha, como nos papéis que desempenha, como na vida. Esta é uma profissão mágica, que tem o dom de nos fazer crescer e com isso crescer a qualidade do nosso trabalho também. No outro dia ouvi uma pessoa a dizer o que para mim define isto tudo: um actor deve fazer teatro, tem que fazer televisão e merece fazer cinema. Eu adoro no teatro o aspecto do evento irrepetível da coisa, da comunhão que existe entre o público e o espectador. Eu estou ali à frente deles e eles ali à minha frente. Eu dou-lhes tudo o que tenho para lhes dar e eles a mim e estamos juntos a viver aquele momento. Adoro o ritmo alucinante da televisão, especialmente novelas. Acho que o pessoal preza pouco os actores de televisão, infelizmente, porque é um tipo de trabalho muito duro em que tudo é para ontem, onde os graus de adrenalina são elevadíssimos. E gostava de fazer mais cinema, porque é grande, o actor pode explorar mais os pormenores do comportamento humano que se tornam invisíveis no cinema e no teatro, para além de ser a mais provável oportunidade de um actor fixar o seu trabalho para a posteridade, mas eu gostava de fazer mais cinema sobretudo pela exploração da representação em pormenor. Em cinema a camara apanha tudo e um piscar de olhos pode querer dizer tanta coisa. Por outro lado, seguindo a opinião do grande actor Kevin Spacey, no teatro a responsabilidade de contar a história é maior por parte do actor. Já no cinema e na televisão o actor é mais uma peça na intrincada maquinaria ao serviço da história contada pelo realizador.

Define-te em uma palavra…

Persistente.

Qual ou quais os projectos em que esta a participar agora?

Estou a acabar a carreira da peça Morangos Com Açúcar – Ao ritmo da amizade, dentro em breve começa a passar a minha participação na série Diário de Sofia e há um muito interessante projecto teatral no ar.

Qual o teu maior sonho? Para além de “world peace”

Conseguir realizar alguns dos meus sonhos como escrever, realizar, encenar, ensinar, representar até morrer e ajudar Portugal a tornar-se um país próspero e moderno.

Relativamente, às novas tecnologias, tens um blog. Achas que este sistema é importante como meio de comunicação/informação?

Acho importantíssimo. Recomendo vivamente a toda a gente que tenha algo para dizer ou mostrar que crie um blog ou um website. Eu utilizo o meu blog para fazer divulgação do meu trabalho, mas estou a pensar em criar um vlog com curtas feitas por mim, um blog de textos e outro de crítica cultural. Eu já pouco vejo televisão, toda a informação que obtenho é através da internet. Sou viciado em descobrir coisas novas. É um mundo. Eu estava para escrever que é o futuro, mas acho que o futuro já cá está.

Que hobbys tens?

Ver os meus colegas a representar. Sou verdadeiramente obcecado pela minha profissão. Não me lembro quem, mas alguém disse: “arranja um emprego que gostes e não trabalharás um só dia”, e eu nesse sentido, sou muito afortunado. Mas também tenho alguns prazeres secretos, como ler (muito, muito, muito), compor musica, arranhar as teclas e a guitarra, escrever e descobrir o que não conheço.

Agora um pouco mais sobre ti… diz-nos:

  • Uma cor: Vermelho
  • Um sentimento: Amor
  • Um número: 20
  • Uma anedota: Um homem muito peludo vai a um médico que é belfo: “Senhor doutor, do que é que eu padeço? Óoooo…. Padece um ussinho!”
  • Um animal: Pinguim
  • Uma peça de roupa/acessório indispensável: Uma t-shirt azul velhinha do Oceanário com o boneco de uma lontra a nadar de costas com calções com coraçãozinhos estampada.
  • Um doce: Gelados da Ben & Jerry (desculpem a publicidade, mas são mesmo bons os sacanas dos gelados deles)

www.alexandreferreira.blogspot.com

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