DDiarte

Juntos desde 1999, estes artistas criaram a DDiArte, que se dedicava à pintura, realizando exposições colectivas e individuais, assim como pinturas em tectos de igrejas da sua autoria. Eles são Diamantino Jesus, Zé Diogo e Ricardo Cecílio...

Juntos desde 1999, estes artistas criaram a DDiArte, que se dedicava à pintura, realizando exposições colectivas e individuais, assim como pinturas em tectos de igrejas da sua autoria.

Diamantino Jesus nasceu em Fevereiro de 1969, na Ilha da Madeira. Desde a infância demonstrou grande interesse pela arte, revelando enorme talento para a pintura e desenho. Após a licenciatura em Arte e design pela Universidade da Madeira foi estudar dois anos de restauro em Pamplona, Espanha.

Zé Diogo nasceu em Março de 1966, na ilha da Madeira. Desde muito cedo revelou talento para a pintura e desenho assim como grande interesse por ciência e tecnologia. Licenciou-se em Engenharia Química pelo IST em Lisboa.

Em 2003, surgiu o interesse pela fotografia digital, e convidaram o Ricardo Cecílio para fazer parte da equipa, produzindo obras de grande qualidade, algumas das quais premiadas a nível internacional.

Janela Urbana: Os DDiarte são uma junção de três artistas, como base… podem apresentar-se assim como também a Ddiarte?

Zé Diogo: Sim podemos dizer que somos três artistas que formam a DDiarte, o Zé Diogo e o Diamantino Jesus na área da fotografia digital e composição das imagens e o Ricardo Cecílio com os seus fantásticos penteados e maquilhagens feitos nos nossos modelos.

O vosso tipo de arte é singular. Juntam vários tipos de artes, métodos e transformam-nos em peças únicas… podes-nos explicar esse processo?

Quase todas as nossas imagens de facto passam por varias fases, após nos surgir uma ideia e discuti-la entre nós, fazemos pesquisas sobre o assunto, desenhamos um projecto e procedemos a castings para a escolha dos modelos que irão participar na nossa obra, escolha de cenários e guarda roupa, penteados e maquilhagens. Depois passamos a fase das sessões fotográficas, aos modelos, objectos, cenários etc., que podem ser em estúdio ou no exterior. Tudo é passado para o computador e com o Photoshop tudo é aperfeiçoado e composto como nós imaginamos inicialmente durante semanas e mesmo muitos meses até atingir o nível de qualidade que exigimos a nós próprios.

A foto-montagem é algo que nós achamos muito interessante… e isso é algo muito característico no vosso trabalho… (parabéns). Qual a vossa opinião e razões de uso desse método?

Antes de começarmos nesta “aventura” da fotografia, tínhamos um atelier de pintura, em que os temas mais pintados eram muito parecidos com as imagens que produzimos neste momento.

Tudo começou há 4 anos em que decidimos experimentar as novas tecnologias da informática e das câmaras digitais… “e porque não produzir algo parecido com as nossas pinturas, com estas novas ferramentas!?!?” e assim foi, com muitas horas de experimentação e muitas noites em claro, aprendemos tudo à nossa custa sem qualquer tipo de curso em qualquer das áreas em questão. Hoje tornou-se um enorme prazer produzir o que fazemos, todos os dias produzimos, para nós não há fins de semana.

Ouvimos dizer que já ganharam alguns prémios… querem falar-nos um pouco sobre os mais importantes?

Como já é habitual na nossa ilha, o reconhecimento do trabalho de muitos artistas vem sempre primeiro do estrangeiro para depois alguém reparar em nós, e connosco não foi excepção.

O nosso primeiro prémio foi em Paris, pela revista PHOTO / Cegetel, uns meses após começarmos, e que foi muito importante para nós pois foi um indicador que íamos no bom caminho. Ao longo destes 4 anos, esta revista nomeia as nossas imagens como das melhores entre milhares de concorrentes. Mas os mais importantes foram a medalha de ouro Gaudi e duas de bronze em Barcelona nas duas Bienal com o mesmo nome a que concorremos, assim como em 2006 a European Newspaper Award – Award of Excellence com uma capa que fizemos na revista de Diário de Noticias da Madeira. Mas para nós um grande “prémio” foi a Colecção Berardo nos ter descoberto e adquirido 20 obras em grande formato e ter feito uma grande exposição no continente.

Vocês estão sediados na Madeira, uma ilha de arte, cultura e bastante sucesso. Quais os prós e contras de desenvolverem o vosso trabalho numa ilha?

Os prós são muito poucos, temos cenários naturais fantásticos o que é sempre bom para as nossas imagens.
Os contras são imensos, começando na dificuldade em encontrar os modelos certos que se prestem a fazer o que nós queremos, pois muitas vezes temos que ser nós próprios a fazer esse papel, a acessibilidade a certos materiais para construir cenários, a grande falta de adereços que necessitamos.

As mentalidades que ainda abundam na ilha e que não compreendem as nossa arte, que nem a considera como tal. A dificuldade em apresentar certas imagens que produzimos e que nunca foram apresentadas porque sabemos que iriam ferir muitas susceptibilidades, mas que estão guardadas para uma oportunidade foram da região.
Estarmos de certo modo afastados do que se passa a nível da arte que está a acontecer na actualidade.

Gostaríamos que pensassem na DDiarte enquanto…

  • Um local: Lagoa dos Ventos, na Madeira
  • Um planeta: Plutão, por ser o único planeta que nem sempre está na faixa do Zodíaco por onde se deslocam todos os outro
  • Uma inspiração: David Lachapelle
  • Um objecto: câmara fotográfica
  • Um cd: Fado em Mim – Mariza
  • Um filme: O Piano

E já agora, uma pergunta mais… íntima. O que acharam da Janela Urbana enquanto uma edição de divulgação cultural?
Achamos que é mais um excelente meio de divulgação de arte e dos artistas que pode chegar a milhões de pessoas.

www.ddiarte.com

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