Ricardo Dourado

É designer de moda e apresenta semestralmente na ModaLisboa desde 2004. Lecciona no CITEX, onde é responsável pela formação de “Design de Streetwear e Sportswear” e “Planificação de portfólio”. Desenvolve a colecção masculina da marca Hydrogen para a empresa Onara e a colecção própria da Eical...

Natural de Cabeceiras de Basto, Ricardo Dourado forma-se em Design de Moda no CITEX. O seu atelier encontra-se no centro do Porto, onde são desenvolvidos projectos para a Industria têxtil e do calçado. Apresenta semestralmente na ModaLisboa desde 2004. É docente no CITEX, onde é responsável pela formação de “Design de Streetwear e Sportswear” e “Planificação de portfólio”. Desenvolve a colecção masculina da marca Hydrogen para a empresa Onara e a colecção própria da Eical. Em Janeiro de 2008, associa-se à empresa têxtil LCD-INOV & DESIGN, dirigindo o departamento de design. Encontrá-mo-lo na 30ª edição da ModaLisboa e quisemos conhecer um pouco mais este jovem designer.

Janela Urbana: Em primeiro lugar, fala-me um pouco desta colecção. Em que te inspiraste?

Ricardo Dourado: Parto sempre de objectos com uma identidade forte e desconstruo-os. Posteriormente, pego nos fragmentos e, ainda que tenha em atenção a sua identidade própria, atribuo-lhes uma outra visão/perspectiva.
Esta base conceptual teve como ponto de partida o uniforme com características austeras e formais, em articulação com um look mais cool e street com influências do Oriente descontextualizadas.

Como tem sido o teu percurso na ModaLisboa?

Bem…A minha primeira participação na Semana de Moda de Lisboa deu-se há 4 anos. Pessoalmente sinto que tem sido um percurso positivo, de consolidação de um projecto, embora sinta que a evolução é maior na vertente de designer do que no resultado das minhas colecções.

Como vês estas 30 edições da ModaLisboa?

Penso que muito tem sido feito nestes últimos anos dentro dos orçamentos reduzidos de que a ModaLisboa dispõe, fruto de parcerias públicas e privadas. Dentro destas limitações é, sem dúvida um esforço digno, na divulgação dos criadores nacionais. Ainda há pouco tempo, estive em Madrid, na Cibelles, e senti-me orgulhoso de fazer parte do projecto ModaLisboa.

Como começou o teu percurso enquanto designer de moda?

A minha formação teve início no CITEX, no Porto, sendo que nessa altura já tinha mais ou menos definido o que gostaria de fazer. A partir daí participei em vários concursos e tive a oportunidade de estagiar com a Lidija Kolovrat, cujo trabalho muito aprecio. Aí pude experimentar e desenvolver aquele que é hoje o meu trabalho, sem barreiras ao nível da liberdade criativa. É já num momento anterior à minha primeira participação na ModaLisboa que surge o projecto “Ricardo Dourado”.

Consideras mais difícil ingressar actualmente na moda, face à crise económica que se faz sentir?

Sinceramente não. Penso que há uma enorme procura de criativos por parte das empresas e clientes, fruto do grande dinamismo deste sector. Difícil é mesmo manter-se com algo que nos distinga uns dos outros.

Quais os teus ídolos na moda portuguesa?

Lidija Kolovrat, pelas razões já referidas e Luís Buchinho pela aposta em volumetrias pouco comuns no panorama da moda nacional.

Quais os teus manequins preferidos? Como os escolhes?

Gosto muito de trabalhar com a Rita Gonçalves e a Milena. Quanto ao processo de selecção, dou as directrizes ao Paulo Gomes, que na maior parte dos casos, já sabe o que procuro, sendo que a ultima palavra é sempre minha.

Achas que os portugueses vestem-se bem?

Não. Hoje em dia, os portugueses estão de tal forma influenciados pelas imagens passadas pelas grandes marcas do pronto-a-vestir que se esquecem do seu gosto pessoal e criatividade.

O que achas do nosso projecto, especialmente agora que participaste na 1ª edição do Janela Urbana Live at’YRON?

Gostei bastante de fazer parte deste evento de divulgação de novos talentos, especialmente por ter tido a oportunidade de desenvolver um lado mais plástico e que tem um pouco a ver com aquilo que disse acerca da base conceptual do meu trabalho. Gosto especialmente de arte contemporânea e no Janela Urbana Live estive no limbo entre uma coisa e outra.

www.ricardodourado.blogspot.com

Janela Urbana: Em primeiro lugar, fala-me um pouco desta colecção. Em que te inspiraste ?
Ricardo Dourado: Parto sempre de objectos com uma identidade forte e desconstruo-os. Posteriormente, pego nos fragmentos e, ainda que tenha em atenção a sua identidade própria, atribuo-lhes uma outra visão/perspectiva.
Esta base conceptual teve como ponto de partida o uniforme com características austeras e formais, em articulação com um look mais cool e street com influências do Oriente descontextualizadas.

JU: Como tem sido o teu percurso na ModaLisboa?
RD: Bem…A minha primeira participação na Semana de Moda de Lisboa deu-se há 4 anos. Pessoalmente sinto que tem sido um percurso positivo, de consolidação de um projecto, embora sinta que a evolução é maior na vertente de designer do que no resultado das minhas colecções.

JU: Como vês estas 30 edições da ModaLisboa?
RD: Penso que muito tem sido feito nestes últimos anos dentro dos orçamentos reduzidos de que a ModaLisboa dispõe, fruto de parcerias públicas e privadas. Dentro destas limitações é, sem dúvida um esforço digno, na divulgação dos criadores nacionais. Ainda há pouco tempo, estive em Madrid, na Cibelles, e senti-me orgulhoso de fazer parte do projecto ModaLisboa.

JU: Como começou o teu percurso enquanto designer de moda?
RD: A minha formação teve início no CITEX, no Porto, sendo que nessa altura já tinha mais ou menos definido o que gostaria de fazer. A partir daí participei em vários concursos e tive a oportunidade de estagiar com a Lidija Kolovrat, cujo trabalho muito aprecio. Aí pude experimentar e desenvolver aquele que é hoje o meu trabalho, sem barreiras ao nível da liberdade criativa. É já num momento anterior à minha primeira participação na ModaLisboa que surge o projecto “Ricardo Dourado”.

JU: Consideras mais difícil ingressar actualmente na moda, face à crise económica que se faz sentir?
RD: Sinceramente não. Penso que há uma enorme procura de criativos por parte das empresas e clientes, fruto do grande dinamismo deste sector.
Difícil é mesmo manter-se com algo que nos distinga uns dos outros.

JU: Quais os teus ídolos na moda portuguesa?
RD: Lidija Kolovrat, pelas razões já referidas e Luís Buchinho pela aposta em volumetrias pouco comuns no panorama da moda nacional.

JU: Quais os teus manequins preferidos? Como os escolhes?
RD: Gosto muito de trabalhar com a Rita Gonçalves e a Milena. Quanto ao processo de selecção, dou as directrizes ao Paulo Gomes, que na maior parte dos casos, já sabe o que procuro, sendo que a ultima palavra é sempre minha.

JU: Achas que os portugueses vestem-se bem?
RD: Não. Hoje em dia, os portugueses estão de tal forma influenciados pelas imagens passadas pelas grandes marcas do pronto-a-vestir que se esquecem do seu gosto pessoal e criatividade.

JU: O que achas do nosso projecto, especialmente agora que participaste na 1ª edição do Janela Urbana Live at’YRON?
RD: Gostei bastante de fazer parte deste evento de divulgação de novos talentos, especialmente por ter tido a oportunidade de desenvolver um lado mais plástico e que tem um pouco a ver com aquilo que disse acerca da base conceptual do meu trabalho. Gosto especialmente de arte contemporânea e no Janela Urbana Live estive no limbo entre uma coisa e outra.

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