Martin Kullik

Martin Kullik veio para Portugal com apenas 10 anos e agora, aos 23, define o seu statement na moda em Portugal e desde 2003 que vagueia pelas ruas de Lisboa desenvolvendo o seu trabalho tanto como designer e produtor de moda, e manequim.

Martin Kullik veio para Portugal com apenas 10 anos e agora, aos 23, define o seu statement na moda em Portugal.

Desde 2003 que vagueia pelas ruas de Lisboa desenvolvendo o seu trabalho tanto como designer de moda, assim como produtor (stylist) e manequim.

Os seus trabalhos em produção são normalmente sombrios, acompanhado de contrastantes cores claras. Adequam-se perfeitamente ao conhecido, porém vago “alternativo”. Já fez inúmeras produções para a DIF, NStyle, Parq, Hot, entre outras.

Janela Urbana: Nasceste na Alemanha. O que te trouxe a Portugal?
Martin Kullik: Vim para Portugal aos dez anos de idade. Os meus pais tinham vindo a Portugal, mais precisamente ao Algarve, anos consecutivos e surgiu uma paixão que mais tarde nos trouxe para viver.

Tornaste-te então aos dez anos, quase português…
Foi ao longo dos anos, e por ter vivido metade da minha vida em Portugal, que se estabeleceu uma mistura de influências culturais. Passaram cerca de 13 anos, dos quais passei seis no Algarve, quatro no Porto e três em Lisboa.

A moda para ti era um sonho? O que te trouxe à “indústria dos trapos”?
A moda nunca foi o meu sonho e penso que nunca o será. Tudo começou quando fomos viver para o Porto, onde eu era suposto continuar a estudar na escola alemã e aperfeiçoar e alargar o meu leque de línguas. No entretanto não haviam vagas. Houve um timing para encontrar um novo curso, a moda foi a alternativa.

Dedicas-te à produção/styling e ao design de moda. A que te dedicas mais?
Iniciei-me na área do design de moda, integrei, durante um ano, o trabalho com Lidija Kolovrat. Nessa altura conheci o Francisco Vaz Fernandes da Parq Magazine, na altura ele ainda estava na DIF e desenvolvi um trabalho para eles. O feedback foi positivo. Assim entrei na área do styling e da produção de moda. Hoje estou mais dentro da área da produção do que propriamente do design de moda. Acho que nunca foi muito do meu interesse o design e a concepção das peças, mas sim interpretar a forma como elas podem funcionar umas com as outras, a sua interligação.

Então foi nessa altura que descobriste este talento, a produção/styling…
Eu acho que é um hobbie-talento (risos), que tem sido muito bem desenvolvido.

Em Portugal já contas com um leque simpático de clientes…

Comecei com a DIF, e mais tarde veio acrescentar a Nstyle e a Parq. Nesta última, fui recentemente convidado para assumir o cargo de editor de moda.

Editor de moda é um novo cargo para ti e um cargo importante no teu percurso…
Sim, foi um alto, um novo degrau.

Qual o trabalho que guardas na tua memória como “O trabalho”?
Este mês (Julho), editei o meu 10º editorial na DIF. Foi um trabalho que inicialmente foi desenvolvido para Metal Magazine, mas houve alguma discordância. Entretanto, adequava-se a uma edição especial sobre super-heróis da DIF. Este foi um dos trabalhos que eu especialmente gostei de fazer, apesar de ainda não ter sido o meu auge, “bombou”!

Achas que esse trabalho define-te?
Sim, de certa forma. Todos os trabalhos definem-me como algo diferente, porque todos são conceitos diferentes. Creio que um dia haverá um trabalho que me defina a 100%! São diversos, underground, sofisticado, urbano, desleixado, depende do meu estado de espírito.

Já trabalhaste com muitas pessoas. Há alguma pessoa que gostasses especialmente de trabalhar?
Colaboro com várias pessoas que são muito próximas, e em termos de trabalho funciona. No final de Agosto vou fazer o lançamento do meu blog, ainda é desconhecido, e à partida dai iniciarei colaboração com outras revistas europeias. Nesta fase estou a estabelecer contactos. É com o tempo, que vou encontrar e juntar as pessoas que gostarei de trabalhar.

Mas com certeza terás algum ídolo…
Não. Eu compreendi durante a minha formação, que esse era o objectivo, de empurrar-nos para tal, encontrarmos um ídolo e colocar um alvo nesse spot como algo a atingir. Durante este tempo de trabalho prático coloquei esse assunto de parte. Não faz sentido fazer alvo, porque isso é uma ilusão. Se eu disser que quero muito fazer um editorial com Terry Richardson, um dia poderei fazer e poderá não ser tão bom como um trabalho do Alexander Koch, com quem gosto muito de trabalhar. Os ídolos não são por nomes, mas sim por equipas.

O mercado da moda é um mercado limitado, do qual tu deténs, de certa forma, um nicho desse mercado. Qual a tua ideia do mercado português?
O mercado português e o estrangeiro não são tão diferentes. Os trabalhos editoriais continuam a ser pouco (ou não) pagos. Estamos a falar de revistas relativamente novas e com um budget reduzido. Na área do styling, temos que complementar com trabalhos comerciais, como publicidade, catálogos ou televisão. Estão a chegar cada vez mais projectos interessantes, estou curioso.

www.shoes4142.blogspot.com

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