Modalisboa’33: Filipe Faísca

Entrevista realizada ao criador Filipe Faísca, na 33ª edição da Modalisboa.

A colecção que apresentou era uma colecção de antagonias: estruturado/fluído, cabedal/transparências. Donde surgiu a inspiração?

GEOgraphic é uma colecção de inspiração africana mas sem se focar só em África. A influência esteve presente nos tecidos feitos à mão do Norte de África, usados para colocar em cima das mesas, feitos em palha. Fez-se então uma pesquisa de design têxtil e usou-se uma ráfia de viscose usada para fazer tecidos à mão. Eu quis entender o que é que poderia haver de Punk em África.

Qual foi a maior inovação nesta colecção? O que fez que nunca tinha feito?

Os tecidos feitos à mão, todos os pretos e brancos, e o uso da mousseline e cabedal.

O que deixou nos rascunhos?

(pausa) Bem, pergunta difícil. Acho que consegui levar tudo até ao último limite. Nada que me ocorra agora.

Qual o tipo de mulher destas suas roupas?

Uma mulher easy e sexy em vestidos de cocktail. Os vestidos compridos são sempre mais difíceis de vestir. Que consiga combinar com um blusão e ir para o trabalho.

Modelo do momento?

Milena Cardoso.

Que designers está curioso para ver nesta ModaLisboa?

Aleksandar Protic.

E a nível internacional?

As colecções de Verão que mais gostei, que vi todas, foi Céline. Também gosto muito do trabalho de Riccardo Tisci para a Givenchy e ultimamente Balmain também, muito rock&roll.

Peça chave da sua colecção?

(pausa) Talvez o último look, o petite robe noir.

Tags from the story
,

Deixa-nos o teu comentário: