Fotografias de Malick Sidibé no Palácio das Galveias

Integrada nas actividades paralelas do doclisboa – VIII Festival Internacional de Cinema, e em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa, inaugurou no dia 28 de Setembro na Galeria do Palácio Galveias em Lisboa, uma exposição com 85 fotografias de Malick Sidibé. Os trabalhos do fotógrafo maliano estarão expostos até ao final de Outubro, com entrada livre.

Nascido em 1936 em Soloba, uma aldeia a 300 km da capital do Mali, Bamako, estudou Desenho e Design de Joalheria, distinguindo-se desde logo pelo seu talento para o desenho. Em 1962 abre o seu próprio estúdio e, desde então, o seu trabalho têm-lhe grangeado diversos prémios internacionais.

Até 1940, os africanos, sobretudo os das zonas rurais, não aceitavam ser fotografados, muitos acreditavam que o fotógrafo conseguia vê-los nus através da lente e que isso os faria ficar sem alma. Graças ao trabalho de fotógrafos índigenas como Malick Sidibé a fotografia começou a ser aceite em África. Após várias décadas de trabalho no seu estúdio, Sidibé fotografou “todos os que eram alguém” em Bamako, captando as suas expressões, as suas roupas e trabalhando em harmonia com os “modelos”. Os seus retratos e fotografias documentais são testemunho do desenvolvimento cultural e social do Mali pós-colonial. Hoje em dia Malick é considerado o mais importante fotógrafo africano vivo.

O fotógrafo maliano, que empresta este ano uma das suas fotografias ao cartaz do doclisboa, foi o vencedor do Prémio Photo España Baume & Mercier 2009. Em 2008 foi distinguido com o prémio do Centro Internacional de Fotografia de Nova Iorque, em 2007 coube-lhe o Leão de Ouro da Bienal de Veneza, e em 2003 com o Prémio Hasselblad (Suécia), em 2003.

Palácio Galveias
Campo Pequeno, Lisboa

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