Wolke Bos P/V 2011

O WOLKE BOS é um colectivo de jovens designers de moda que se associam com a intenção de criar uma nova perspectiva nacional na área da moda e partir de uma plataforma sazonal e projectos em desenvolvimento.

Voltando atrás, ao passado, é necessário o novo, o desconhecido, o sereno, um espaço sem manchas, sem marcas. A nossa atenção é desviada para o que desconhecemos, para o escuro, para as áreas genuínas, estremes, para as florestas da amazónia, para montanhas tropicais, para florestas nuvigenas, para África. Lugares menos tocados, inalterados, munidos de ecossistemas fortes, ricos de matéria, saudáveis. Vemos estas áreas como próximas potências, como novo mundo. Apropriamo-nos da aura que transmitem, do incógnito, do por descobrir, do distante, do natural, da essênciada origem, do tribal novo e escuro. Observamos o inicio da vida, o solo por tocar, como Futuro, relutantes à industrialização e consequente alienação da humanidade ao mundo.

O conceito passa para a criação, assente no manifesto e nos “Seis de Antuérpia” que visa salientar o Novo, o consistente, o interessante/belo e todos os esforços e dedicação necessários para os alcançar, de modo que o processo do trabalho/do criar, seja dirigido ao acto de trazer matéria relevante ao mundo.

Associado a uma dinâmica cultural, não como evento único, mas como uma sequência de estádios, seguindo o objectivo comum de exposição e visibilidade de trabalho. Experienciando a adesão e o tempo de encubação de um projecto na área moda face ao panorama actual.

Em 1981, um grupo de seis designers de moda de influência avantgard terminam a sua formação na Royal Academy of Fine Arts em Antuérpia. 1988 Antuérpia adequire um lugar notavél e uma conotacão distinta,forte, promissora e Nova na área de moda a nível mundial. Isto devido à necessidade de uma resposta, impulsionada pelos “Seis de Antuerpia”.

1964, na Grã- Bretanha foi publicado no jornal “ The Guardian” um manifesto de quatrocentos signátarios, reprovando o conceito de Design Gráfico exercido até a altura e advogando uma nova percepção, uma nova postura que destacava uma dimensão humanista à teoria de design gráfico. Em 2000, “First Things First” é rescrito admitindo a indiferença que lhe foi dirigida durante quase quatro décadas. Ken Garland foi o mentor do manifesto inicial e da sua republicação.

Reconhecendo a presença do mesmo sentimento face à diminuida importancia dada ao artistico do Design vimos o Manifesto “frist things first” como o formato ideal a utilizar para melhor autenticar as nossas opiniões e reprovações ao ambiente instalado na Moda nacional.

No dia 6 de Novembro, o Lófte, no Porto, será anfitrião desta apresentação, onde oito designers de moda apresentarão as suas propostas para a temporada Primavera/Verão 2011. São eles: Alexandre Marrafeiro, Daniela Barros, Hugo Costa, Estelita Mendonça, Rafael Costa, Diana Matias, Joana Ferreira e Andreia Oliveira.

Mais informações, no Facebook do colectivo…

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