Tommy Hilfiger

Este ano é marcado pelos 25 anos da marca Tommy Hilfiger e, com a sua vinda a Portugal pela primeira vez, tive a oportunidade de entrevistar Tommy Hilfiger, conhecer um pouco a sua carreira e o que representam estes 25 anos para si.

A celebração é assinalada com a abertura da sua primeira loja oficial no Centro Comercial Colombo, em Lisboa, onde o designer e empresário esteve presente no âmbito da sua digressão europeia. Uma visita ao Museu da Moda e do Design – MUDE – ao qual doou uma peça da sua autoria, bem como uma competição organizada em parceria com a Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa.

Inspirado no conceito “Classic American Cool”, o criador foi desenvolvendo a marca perpetuando aquilo que acredita ser o património e a cultura do Sonho Americano, baseando a sua colecção em peças que primam pelo estilo betinho, onde podemos sempre contar com o corte simples e limpo das suas criações, utilizando tecidos clássicos como a fazenda, madras e a flanela.

Assim, Tommy desafiou os alunos finalistas da Licenciatura e de Mestrado do curso de Design de Moda a executarem a sua interpretação do estilo característico da marca, mas conferindo-lhe um toque tradicional Português. Carina Azevedo foi a vencedora da competição, ganhando um estágio de 3 meses no Departamento Criativo da sede da marca Tommy Hilfiger. O criador justificou a sua escolha referindo a capacidade da jovem designer em compreender a imagem e o conceito da marca, antecipando o futuro das suas colecções.

Com a sua vinda a Portugal pela primeira vez, tive a oportunidade de entrevistar Tommy Hilfiger, conhecer um pouco a sua carreira e o que representam estes 25 anos para si. A primeira sensação que tive ao entrar na sala, onde o criador me esperava, foi que também esta ilustrava todo o conceito da marca: as fotografias da família Hilfiger, as cores reminiscentes da bandeira do seu país e a colecção Primavera-Verão que vestia a sala com um toque clássico e aprumado, bem presente na marca ao longo destes anos.

Nestes 25 anos, qual foi o ponto determinante para o seu sucesso? Ser considerado um óptimo criador ou um prestigiado empresário?
Ambos. Se uma pessoa é extremamente criativa necessita desenvolver as suas capacidades de gestor ou, então, precisa de alguém a seu lado que esteja dentro do mundo dos negócios.

A moda muda constantemente e a capacidade de apresentar uma colecção exemplar, superando-se, mas ao mesmo tempo manter-se fiel a si próprio é uma tarefa complicada. Como consegue gerir este desafio e como vê a evolução na indústria?
É sempre um desafio. Se a marca não tiver uma história, um conceito, tem-se que começar de um patamar inferior. Contudo, caso tenha, é mais fácil evoluir desde que não se desenvolva [a marca] através de um caminho completamente diferente do conceito inicial.

Como se sente passados 25 anos, quando vê tantas pessoas a “usar” o seu estilo de vida e a sua atitude?
Muito orgulhoso! Considero-me um perfeccionista logo quero dar sempre o melhor aos meus clientes, tentando fazer um trabalho superior cada estação. Visualizo certos detalhes, modificando e melhorando os mesmos.

Que diferenças é que lhe parecem mais evidentes entre a Europa e os Estados Unidos, em termos de moda?
Bem, há alguns anos atrás, a Europa era completamente diferente dos Estados Unidos, notando-se uma diferença dramática. Agora, a moda é global, apesar das pessoas não optarem por usar roupa somente de designers, mas adaptando diferentes estilos à sua personalidade.

Qual foi a sua estratégia para estes mercados?
O meu objectivo quando pretendi expandir a marca para a Europa foi igual ao que adoptei quando comecei nos Estados Unidos. Queria introduzir um estilo Americano clássico e betinho, com um toque pessoal e quis que o conceito fosse global. Por vezes ajusto as minhas colecções consoante o país, isto porque a Alemanha, por exemplo, procura roupas com um visual mais pesado, enquanto em Espanha preferem cores mais fortes e tecidos mais finos.

“Moda, arte, música e entretenimento” são os vértices da marca Hilfiger. Hoje em dia estar relacionado com uma dessas áreas é fundamental para entrar neste mercado, tendo em conta o número de figuras públicas que lançam as suas próprias linhas de roupa. Acredita que, devido à crise económica actual, o mediatismo é um elemento fundamental para ser bem sucedido?
Acho que é importante deter uma espécie de marketing ímpar, embora isso no final não seja (muito) importante. É necessário apresentar uma colecção com roupas fantásticas a um óptimo preço. Mais, é preciso que elas sirvam a todas as pessoas, que pareçam extraordinárias, que assentem bem e a um preço acessível.

O que representa para si esta colecção?
As roupas desta colecção representam um leque variado de clientes. Temos uma linha mais jovem, também para crianças, e outra mais adulta.

Citando: “Celebrar estes 25 anos é agridoce. Não quero que acabe, mas por outro lado estou ansioso e expectante pelos próximos 25”. Dito isto, quais são as suas perspectivas quanto ao futuro?
Quero divertir-me tanto como me diverti até hoje. Quero fazer peças diferentes, expandindo a Tommy Hilfiger enquanto marca, aperfeiçoando-a. Desenvolver uma linha de mobiliário, fazer campanhas de marketing e publicidades únicas, continuando a evoluir cada vez mais.

No final da nossa conversa, apresentou-me algumas peças da próxima colecção Primavera-Verão 2011, todas com o seu cunho clássico e betinho, mas conceptualmente mais maduras, com um corte exímio e moderno. Ainda perguntou se eu queria tirar uma fotografia com ele, quem sabe também eu aparecerei nos quadros da família Hilfiger.

www.tommy.com

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