Insight – Moda com sabor a sal

Poder-se-ia caracterizar a Insight pela sua ligação ao surf e skating, pelo acentuado sotaque australiano ou estilo irreverente. Mas tudo isto só banalizaria uma marca que de comum não tem nada. E engana-se quem pensa que apenas vamos falar de roupa.

Poder-se-ia caracterizar a Insight pela sua ligação ao surf e skating, pelo acentuado sotaque australiano ou estilo irreverente. Mas tudo isto só banalizaria uma marca que de comum não tem nada. E engana-se quem pensa que apenas vamos falar de roupa.

Nascida nas praias do norte australiano, a marca que inicialmente se dedicava à criação de pranchas rapidamente se começou a preocupar em como o fazer com estilo. Desde prints a t-shirts, passando por calções, Drew Down, Director Criativo e um dos fundadores da marca, recorda os primeiros passos para o lançamento do que mais tarde seria um verdadeiro estilo de vida. As razões eram simples: criar um look confortável que os surfistas pudessem usar tanto na cidade como na praia e, consequentemente, que esse look os ajudasse a ter maior sucesso com as raparigas citadinas. “Nós queríamos roupas que pudéssemos usar na cidade”, explica o designer, “com um look mais urbano mas que ainda fosse muito próprio”.

Com o cenário australiano bem presente em pano de fundo, a criatividade e a  espontaneidade tomaram a liderança da marca. “Na Insight é tudo tão rápido e criativo, é um constante [go,go,go]conta Laura May, Senior Designer de roupa feminina, “cada um tem a sua energia e está sempre em constante movimento que nem sabes o que pode sair dali!”. Também ela resultado desta receita de sucesso – não tivesse esta começado como designer apenas um mês depois de ter colaborado numa colecção -, reconhece ainda a importância das viagens que faz para melhor compreender cada mercado.   Já para Drew Down esta influência australiana está noutro pormenor. “Nós temos várias culturas na Austrália, desde países da Europa ocidental e oriental, da Ásia e muita gente do Médio Oriente” indica o designer, “ por isso temos como que uma [snapshot] do mundo”. Com influências globais, para o fundador da marca, esta é um reflexo não só da sua equipa como do país que a viu nascer. “Tu és aquilo que vestes”, termina Drew Down.

Mas não pensem os aficcionados do surf que os criadores da Insight deixaram de apanhar ondas. Ainda a produzir algumas pranchas, a vertente mais empresarial ligada à moda foi uma resposta à vontade de se abranger a outras áreas “irmãs” do surf. “É mais interessante porque, com roupa, podemos  criar tudo”, explica Drew Down, “o número de pessoas que podes alcançar com o negócio de roupa é muito superior que o mundo do surf profissional”.  E assim foi. Hoje, para além de surfistas, a marca abrange também o mundo dos skaters e da arte de garagem. “Há muita gente a colaborar”, esclarece o director criativo, “e os meus outros parceiros, como o Steve Gorrow, estão muito envolvidos com a cena de arte e música”. Num movimento “natural” para os criadores da marca, a Insight lançou-se, então, no patrocínios de artistas e desportistas – como o recente contracto com o legendário skater Jamie Thomas –  e ainda no apoio de exposições de arte e outras iniciativas.

E se o público, bem como os vendedores, ficam preocupados com o facto de estas ligações ao mundo do surf, skate ou arte de garagem poderem limitar o tipo de possíveis compradores, tanto Drew Down e Laura May sabem como responder. “Essa é a parte mais importante”, diz o Director Criativo, “a forma como temos evitado isso é não entrando muito profundamente em qualquer um desses panoramas”. Mantendo-se “à margem” de cada uma destas áreas, a Insight foca-se nos tecidos, nas lavagem e nas silhuetas, permitindo que a marca se mantenha mais “multi-dimensional”.

Já para Laura May, encarregue de criar uma identidade feminina na marca, o processo é bastante diferente. Apontando para os mais diversificados públicos femininos, há uma transversalidade que os reúne na própria designer. “Quando fiquei envolvida no projecto pediram-me que pusesse o meu estilo e a minha personalidade nas roupas”, explica Laura May, “e de facto eu sou a rapariga que sai com os surfistas e os skaters, por isso não foi nada complicado para mim”.

“Nós queríamos roupas que pudéssemos usar na cidade com um look mais urbano mas que ainda fosse muito próprio.”

A chamar pelas namoradas ou amigas dos fãs destes desportos, e também pelas que simplesmente gostam desse estilo, Laura May usa principalmente ícones musicais que, tal como acontece com as roupas, mais gosta e a influenciam. Com uma ideia sólida do tipo de rapariga que usa Insight, a designer tem agora uma missão: “O meu objectivo é criar um culto!”. “Quero fazer colaborações, quero começar um programa de artistas de garagem para a secção feminina”, continua a explicar a designer, “e arranjar mais caras e uma imagem mais sólida para que as pessoas tenham mais possibilidades de ficarem interessadas e participativas.”

Em Portugal a apresentar a nova colecção – de profundas influências de Sonic Youth e Sex pistols e em tons de um romântico meio obscuro – a marca revela planos. Com Portugal como o mercado de maior crescimento a nível europeu nos últimos dois anos, Drew Down não esconde a possibilidade de abrir uma Concept Store por cá. “Será diferente” diz o designer, “não será apenas um outlet mas mais um conceito”. Enquanto a única loja oficial da Insight em Bali não ganha uma gémea portuguesa, só basta aos fãs procurar nas representantes nacionais que se espalham por todo o país.

www.insight51europe.com

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