A vista da minha janela: Olavo Rocha

A rocha ergue-se algures no atlântico. Lá, criei um púlpito generoso em altura e virtuoso em amplitude. Lá, posso assistir a toda a inquietação da natureza, ao eco dos gritos que sobem o vale como um rio que nasce no mar e escala montanhas.

O Olavo enviou-nos a vista da sua janela para Câmara de Lobos, na Madeira.

“A rocha ergue-se algures no atlântico.
Lá, criei um púlpito generoso em altura e virtuoso em amplitude.
Lá, posso assistir a toda a inquietação da natureza, ao eco dos gritos que sobem o vale como um rio que nasce no mar e escala montanhas.
Lá, posso ser novamente outro.
Lá, o pão come-se a ver o mar. Aqui, não.”

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