Cristina Branco – O diferente ritmo do fado

Com uma carreira que se estende para lá de uma década, Cristina Branco regressa aos palcos com um novo trabalho. Intitulado “Não há só tangos em Paris”, a artista marcou para dia 28 deste mês a estreia de uma viagem que transporta o seu público através do Atlântico.

Com uma carreira que se estende para lá de uma década, Cristina Branco regressa aos palcos com um novo trabalho. Intitulado “Não há só tangos em Paris”, a artista marcou para dia 28 deste mês a estreia de uma viagem que transporta o seu público através do Atlântico.

Surgido da vontade de misturar o tango e o fado, o resultado é um álbum que a cantora resume numa palavra: viagem. “É como um grande transatlântico que parte de Buenos Aires, pára por Lisboa e atraca, idílicamente, em Paris”, explica Cristina Branco. “É uma viagem à volta do fado, da descoberta”. Travessia essa semelhante à dos imigrantes argentinos a caminho de Paris que, para a artista, inspira a ligação existente entre os dois estilos musicais. “Há imensos tangos que parecem fados e vice-versa” diz Cristina Branco. O que não deixa estranhar que este trabalho, tal como outros, seja cantado em português, inglês, francês e espanhol.

Para além de caras já bem conhecidas de anteriores projectos, conta ainda com a presença de outros artistas que se estreiam nos seus trabalhos. Com nomes como António Lobo Antunes, Mário Laginha, Vasco Graça Moura, entre outros,e referências a Amália, Baudelaire ou Jaques Brel, a “lição que retiro é a de humildade”, diz a fadista. “Perante tanta criatividade, sinto-me humilde”.

Denominada de “enfant terrible” do fado, pela sua ousada mistura do género com jazz e outros estilos musicais diferentes, para Cristina Branco a sua música reflecte a interpretação que esta tem do fado. A compreender a ligação originária dos vários estilos músicais, não receia aproximá-los e ver o resultado. “É a minha própria forma de cantar fado” diz a artista.

Resta, então, aguardar por dia 31 de Março para assistir à apresentação de “Não há só tangos em Paris” em palco no Teatro São Luiz, e até lá degustar o album que é bem capaz de tornar a espera insuportável.

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