Exit Through the Gift Shop

Esta semana falo-vos de um documentário, que se por acaso ainda não tiveram oportunidade de ver, sugiro vivamente que o façam, uma vez que retrata uma das mais polemicas mas também mais interessantes artes do nosso tempo através da visão de Banksy, um dos mais controversos e talentosos artistas...

Esta semana falo-vos de um documentário, que se por acaso ainda não tiveram oportunidade de ver, sugiro vivamente que o façam, uma vez que retrata uma das mais polemicas mas também mais interessantes artes do nosso tempo através da visão de Banksy, um dos mais controversos e talentosos artistas urbanos que nunca mostra a cara.

Conheço relativamente bem as obras de Banksy, os temas que aborda, a técnica que trabalha e a mensagem que pretende disseminar. Surpreendeu-me saber que dirigia um filme mas não o facto de não falar directamente da sua pessoa. Contando a história de Thierry Guetta, um maníaco da câmara de vídeo de nacionalidade francesa, Banksy tenta fazer uma crítica bastante forte ao mundo da arte em geral através da arte que melhor conhece e concebe, a “street art”.

A meu ver o filme é dividido em três partes emocionalmente muito diferentes. Na primeira parte conhecemos Thierry Guetta, a sua vida familiar, o seu trabalho, a sua paixão obsessiva pela câmara de vídeo e o que o fez afeiçoar tanto àquele instrumento audiovisual. A sua entrada no mundo da arte urbana é de facto compreensível no sentido em que esta é, mais que todas as outras, uma arte efémera e é importante a sua documentação imediata, seja por fotografia ou por vídeo. “Street art as a short life span so it needed documenting (…)” *

A segunda parte do filme descreve-nos a aproximação de Thierry aos exponenciais da “street art” internacional Banksy e Shepard Fairy e a conhecer o “modus operandi” dos mesmos, que trabalham à margem da lei e que lutam contra o elitismo e contra o mercado das artes massivamente explorado, procurando disseminar a arte de forma igual para todos. É nesta fase que Thierry é incitado tanto por Banksy como por Shepard a realizar o seu primeiro filme com as suas captações da arte de rua que vinha a compilar ao longo dos anos e que rapidamente se tornou um sucesso não obstante a crítica negativa por parte dos seus impulsionadores que o aconselharam a seguir o trabalho que tinha iniciado algum tempo antes na área da arte urbano. Este conselho foi decisivo para a vida de Thierry.

A parte final do filme relata a forma como Thierry reagiu aos conselhos de Banksy e Shepard. Estes, não sabiam que tinham acabado de criar um “monstro”, ou melhor “ Mr. Brainwash”. Se todo o filme até este ponto nos parecia uma simples documentação e relato da arte urbana contemporânea como arte para todos e Thierry uma pessoa sensível e receptiva a este tipo de arte, a partir deste momento tudo muda.

A parte final não conto, deliciem-se!

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