Example à conquista da Europa

Depois de arrasar no Reino Unido com vendas superiores a 500 mil unidades de singles muito devido ao primeiro lugar que atingiu no top de músicas mais tocadas na rádio, Example chega à Europa Continental. O disco "Playing in the Shadows" tem edição prevista para Outubro.

Depois de arrasar no Reino Unido com vendas superiores a 500 mil unidades de singles  muito devido ao primeiro lugar que atingiu no top de músicas mais tocadas na rádio, Example chega à Europa Continental. O disco “Playing in the Shadows” tem edição prevista para Outubro.

Os nomes em torno de Example são sonantes: colaborações com Skream (um dos nomes mais importantes da cena dubstep), a partilha de palcos com Lily Allen e Faithless, estreia discográfica pela editora de Mike Skinner (The Streets), e na edição de 2011 de Glastonbury foi cabeça-de-cartaz no Palco John Peel.

Example sente alguma inveja daqueles sortudos que sabem exactamente o que querem fazer desde os seus 18 anos – e que vão atrás dessa vontade. Isso nunca lhe aconteceu. Cresceu a ouvir Nirvana, Motown e Michael Jackson. Na escola, no oeste londrino, passou para Wu-Tang Clan, Jay-Z e Slick Rick. Na faculdade, havia de servir de MC a festas de garagem, gravar infindáveis mixtapes e dar voz a vários programas de rádios pirata – mas a música tinha sempre um papel secundário em relação ao desejo de fazer filmes.

Durante um ano, esteve em sets de rodagem de filmes, na Austrália – «para evitar as torturas de Londres» –, e passou algum tempo a fazer voz-off e a produzir material promocional para a Paramount Comedy, mas só aos 21 anos é que Example começou a levar a música realmente a sério. O primeiro álbum era apenas hip-hop, já que era só isso que conhecia. Vendeu 100 mil cópias. “Tornou-se uma cena de culto”, considera. “Mas não representa aquilo que sou”.

No seu segundo álbum, o artista trabalhou com 25 produtores para conseguir terminar 14 canções. Fizeram 40 demos e acabaram por deitar fora metade. Example estava a aprender, e a aprender depressa, o que era certo e errado para si.

Em 2011 é a vez de “Playing in the Shadows”, em que cada canção é pessoal; cada palavra está cravejada de emoções verdadeiras. É um disco desconcertantemente transparente.

Aqui está o vídeo oficial de “Changed the way you kissed me”

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