Geraldine

Fomos ao encontro da menina/moça Geraldine, um espaço dedicado ao mobiliário de design retro, característico dos anos 1950-60-70, à roupa e aos adereços dessa época, disponíveis tanto para venda como para aluguer e a tantas outras coisas mais.

Fomos ao encontro da menina/moça Geraldine, um espaço dedicado ao mobiliário de design retro, característico dos anos 1950-60-70, à roupa e aos adereços dessa época, disponíveis tanto para venda como para aluguer e a tantas outras coisas mais. Um ambiente intimista onde a possibilidade de aplicação de conceitos e ideias é bastante orgânica e ínfima.

Falem-nos um pouco mais do conceito/manifesto da Geraldine.
A Geraldine não é uma loja, não é um bar, não é um restaurante, não é uma sala de concertos nem um cinema ou oficina, mas tudo o que se passa nestes sítios pode acontecer também na Geraldine. A Geraldine está cheia de objectos, vive dos objectos mas o que pretende oferecer não é material. A Geraldine é um somatório de tudo o que está dentro do espaço e da maneira como está disposto e da forma como é apresentado. Tal como a sala onde os tripulantes da Enterprise mergulhavam nas suas memórias holográficas, a Geraldine fornece experiências aos seus visitantes que não têm só que ver com o passado, mas com o uso criativo que se pode fazer de todo um imaginário colectivo que ainda circula pelas nossas cabeças.

Quem é a Geraldine e como surgiu esta ideia?
A Geraldine é um espaço privado que reconstitui ambientes domésticos referentes ao período que poderia ir dos anos 1950 até 1970. Como se estivéssemos a entrar num outro tempo, a Geraldine proporciona espanto, estranheza e curiosidade. Inicialmente mais estritamente vocacionada para servir e compor cenários dedicados a sessões fotográficas e filmagens para cinema, o espaço atraía de tal maneira os seus visitantes/utilizadores que foi sendo requisitado para diversas actividades que não faziam inicialmente parte do seu programa. A Geraldine com gosto tudo acolheu e virou assim um espaço que é multifuncional sem perder o seu forte carácter vintage nem a sua personalidade de “casa”.

Quem está por de trás da Geraldine?
Por detrás da Geraldine estão Eduardo Duarte e Liz Vahia, que iniciaram este projecto em 2008 a partir das suas colecções particulares de objectos vintage, adicionando outros que foram adquirindo através das mais diversas formas e aos poucos foram construindo a casa da Geraldine.

Que actividades promove a Geraldine?
A Geraldine tem actividades permanentes ligadas ao aluguer do espaço, dos dos móveis, objectos de decoração e guarda-roupa para sessões fotográficas (comerciais ou privadas), filmagens ou eventos particulares. Aparte disso, a Geraldine usa também o espaço para workshops em diversas áreas (fotografia, reciclagem, penteados, etc.), assim como ciclos de cinema ou sessões de contadores de histórias. A Geraldine apoia também alguns artistas visuais que têm o seu trabalho exposto na Geraldine de forma temporária ou permanente.
A Geraldine aceita também marcações de eventos privados que podem passar por comemorações de datas especiais, cocktails, reuniões ou apresentações de projectos.
Quando estamos muito cheios, a Geraldine promove um leilão e é possível levar para casa a cadeira onde se senta, por exemplo.

A Geraldine está em Lisboa, alguma razão especial para a escolha da capital?
A Geraldine está em Lisboa porque os seus fundadores fixaram-se em Lisboa de forma permanente. E como valorizamos o centro da cidade e a vivência nos bairros, a Geraldine está instalada no centro de Lisboa.

É possível uma Geraldine noutras cidades portuguesas e noutras capitais europeias?
Claro. Gostaríamos muito de ter uma Geraldine no Porto, onde projectos menos “públicos” em termos de espaço têm mais tradição. Aliás, já vimos no Porto uma casa que daria a Geraldine perfeita…

Qual a reacção de quem visita a Geraldine pela primeira vez?
Há dois grandes grupos de reacções na primeira visita à Geraldine. Há os que ficam fascinados e passeiam por todo o lado, mexem e perguntam, e há os que se sentem desconfortáveis em estar num lugar privado desconhecido. Felizmente já são raros os últimos. O próprio espaço já por si faz uma triagem do seu público.

Não sendo um espaço convencional, como uma qualquer loja de rua, como é feita a propagação da Geraldine?
A Geraldine ainda crê que a sua melhor publicidade é o boca a boca, o passa palavra. E não só de impressões, mas de opiniões fundamentadas de quem frequentou alguma actividade na Geraldine e saiu muito satisfeito.

Hoje apetece-nos dar um passeio, beber um café, podemos ir à Geraldine? Ou temos de agendar visita?
A Geraldine já arranjou um horário nocturno para quem quer trazer amigos e conhecer a Geraldine. Durante o dia estamos mais em modo de trabalho, à noite disponibilizamos um tempo para falar com quem nos visita. (Consultar os horários na página web)

Curiosos?

Eles estão na Tv. Da Glória, 18-1º, Lisboa (Metro: Restauradores) Ou então passem pelo site! (http://geraldine-lisboa.com/)

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