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Rui: Camisa LACOSTE; óculos CARRERA
Rui: Camisa LACOSTE; óculos CARRERA
Passámos uma tarde na piscina com o Rui Maria Pêgo.

O Rui Maria Pêgo é um pequeno fenómeno de popularidade: tem mais de 30 mil seguidores no Facebook e uma legião igualmente numerosas de fãs que o segue no Twitter e no Instagram. Quisemos saber porque razão tem direito a tanta atenção e convidámo-lo para experimentar a piscina do Hotel NH Liberdade connosco. Rui Maria Pêgo é fixe e não dizemos isto só porque alinhou quando sugerimos que se atirasse vestido para dentro da piscina numa tarde fria e chuvosa de Junho. Peguem nos insufláveis e mergulhem connosco.

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Fotografia: Nian Canard assistida por Miguel Mota
Styling: Simonne Doret
Modelos:Yulia Popova (Best Models) e Maria Pereira

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Rui: Camisa LACOSTE, calções LION OF PORCHES; sapatos MIGUEL VIEIRA; óculos CARRERA e relógio CASIO (do próprio)
Rui: Camisa LACOSTE, calções LION OF PORCHES; sapatos MIGUEL VIEIRA; óculos CARRERA e relógio CASIO (do próprio)

JURB: Fala-nos um pouco do teu percurso.

RMP: Nasci e a partir daí tem corrido bem. Comecei o Curto-Circuito aos 19 anos. Ganhei um casting nacional e fiquei cerca de três anos no programa.  Nessa altura, comecei também a fazer rádio na Radar. Depois fui convidado para fazer as manhãs da SW TMN. A partir daí comecei a fazer coisas na televisão.  Por volta de 2011 deixei de apresentar o Curto-Circuito, mas além desse programa fiz outros de daytime, com música ao vivo, o “Achas Que Sabes Dançar”, todos os festivais de Verão e coisas assim do género. Depois acabei por ficar só na rádio, voltei a fazer muita publicidade de voz, o que foi muito bom, e há pouco tempo mudei para a Mega Hits. E depois há o Canal Q, onde tenho uma rubrica, o “Ministério da Cultura”, no “Inferno”.

Yulia: Body MIGUEL VIEIRA; sapatos ZILIAN
Yulia: Body MIGUEL VIEIRA; sapatos ZILIAN

JURB: E se tivesses de optar entre televisão e rádio?

RMP: Não consigo optar. Obviamente, há uma energia diferente na televisão. As pessoas normalmente começam na rádio e acabam na televisão e comigo aconteceu o contrário: comecei na televisão e acabei na rádio. Gosto de uma maneira diferente da televisão. A rádio tem outras coisas. É uma forma de comunicação muito mais pura. A televisão distrai muito, tem demasiadas coisas associadas. Na rádio, a tua mensagem passa de uma forma mais directa. Quando queres comunicar uma coisa, a rádio consegue ter um impacto maior. É quase como se eu entrasse à força. Tu não tens tantos julgamentos porque não estás a ver nada, portanto aceitas e ouves com mais atenção, ou não. Ou ouves ou não ouves. Em televisão, podes ter uma ideia pré-concebida muito mais rapidamente e podes mudar de canal. Na rádio, durante dois ou três segundos estás a tentar perceber quem é que é, depois percebes quem é que é e o que está a dizer. As coisas forçam-te a escutar com mais atenção.

 

JURB: Paralelamente a tudo isto…

RMP: Tenho a  Moda! Começou agora. Este foi o primeiro dia da Moda, mas gostei.

 

JURB: Estás a pensar fazer disto carreira?

RMP: Estou, acho que não há modelos suficientemente baixos. Tenho 1,68m e acho que isso pode ser um nicho.

Rui: T-shirt SCOTCH & SODA; jeans DIESEL; sapatos CLAE | Yulia: T-shirt e calções SCOTCH & SODA; sapatos ALEKSANDAR PROTIC X DKODE; óculos LINDA FARROW
Rui: T-shirt SCOTCH & SODA; jeans DIESEL; sapatos CLAE | Yulia: T-shirt e calções SCOTCH & SODA; sapatos ALEKSANDAR PROTIC X DKODE; óculos LINDA FARROW

JURB: Voltando à questão,  paralelamente, dedicas-te às redes sociais…

RMP: Nunca foi uma coisa premeditada. Comecei a ter Twitter quando ainda muito pouca gente em Portugal o usava e porque a determinada altura, o fórum do Curto-Circuito morreu e nós não tínhamos maneira de falar com as pessoas. Então, achei que era giro começarmos a usar aquela tecnologia nova.  A produção não tinha muito dinheiro para criar um novo fórum do Curto-Circuito ou um novo site. Nessa altura – estávamos em 2009 – comecei a ganhar muitos followers e com o tempo apercebi-me do impacto que isso tinha e que estava, paralelamente, a criar outro “programa”. Hoje em dia, acontece as pessoas pararem no meio da rua para me dizerem “Rui, adoro o teu Facebook,” como se fosse um programa”. A primeira vez que isso me aconteceu fiquei um bocado “estás a brincar comigo? Foi só uma coisa que eu disse”. O que eu acho é que antigamente ainda não tínhamos muito a noção do impacto do Facebook. Quer dizer, os meus primeiros estados no eram aquelas coisas ridículas de “Rui is studying”, que toda a gente fez no início, e com o tempo apercebi-me que era uma forma eficaz de causar um impacto qualquer. Hoje em dia é menos inocente do que era antes.

 

JURB: De facto, tens causado algum impacto…

Algum, mas a culpa não é só minha. No meu caso, há um efeito perverso. Eu não tenho o impacto que tenho só por minha causa. A minha notoriedade é exagerada para aquilo que eu faço, que é um programa de regresso a casa numa rádio para miúdos. Nunca fiz programas com grande relevância do ponto de vista de audiências, mas quando estou a negociar alguma coisa, é um factor importante. Percebi também que havia uma curiosidade acrescida pelo meu background familiar, o que é normal, mas usufruo disso, em tudo, para o bem e para o mal. O impacto que eu causo é sempre ampliado por esse background. Tenho as senhoras de 70 anos a discutir comigo porque estou a dizer mal da Sara Norte. Num mundo normal, uma pessoa que faz o que eu faço não teria de lidar com isso. Tu podes gostar dos conteúdos que eu produzo, mas a tua avó não, porque supostamente não sabe quem eu sou.

 

JURB: Tens seguidoras com 70 anos?

RMP: Tenho e comentam de uma forma muito particular. Às vezes dizem que eu sou muito mau e perguntam como é que posso tratar assim as pessoas. Não digo nada de especial mas, para alguém que tem 70 anos, se calhar é um exagero e ficam profundamente chocadas. Aquilo que faço é normal noutros países, mas como os portugueses têm muito pouca capacidade de gozar com eles próprios, levam a mal.

Yulia: Gabardine RED VALENTINO
Yulia: Gabardine RED VALENTINO

JURB: Vês-te a fazer um programa de humor?

RMP: Gostava, mas acho que não sou só isso. Tenho a sorte de conseguir fazer mais coisas. Por outro lado, quando és só uma coisa, é mais fácil direccionares-te . Acho que é preciso uma bagagem enorme. Há uma coisa que pode vir a acontecer mas não é para já,  porque, lá está, o facto de haver pessoas que sabem quem eu sou sem fazerem parte do universo interno para quem eu falo, fazem com que isso me fragilize. Tenho de ter cuidado, porque a dada altura, alguém me pode querer bater porque não-sei-quê. Já recebi ameaças de morte e essas coisas todas. Faz parte. Há imensas pessoas que fazem o que eu faço, mas em mim é um exagero porque tenho 24 anos e só mandei uma boca.

 

JURB: Então, o que te vês a fazer no futuro?

RMP: A apresentar o Festival da Canção. Gostava porque é triste e gostava de dar alguma alegria. Gostava de fazer um programa tipo “Daily Show”. Era o meu sonho, mas sei que Portugal tem uma actualidade muito pouco interessante e que não te dá conteúdos todos os dias. Há quem tente: o programa no qual eu entro no Canal Q, o “Inferno”, é uma espécie de “Daily Show”. Gostava de fazer talk-shows, tanto em rádio, como em televisão. Em rádio é muito mais difícil porque tens uma ditadura da playlist, mas gostava de fazer isso e acho que tenho capacidade. Mas o mercado português é muito ingrato e muito pequeno:ou fazes reality shows ou a dada altura fazes programas com os quais não te identificas para ganhar dinheiro.

Yulia: Vestido MANOUSH; colar H&M; óculos LINDA FARROW | Rui: calças e t-shirt SCOTCH & SODA; óculos MYKITA
Yulia: Vestido MANOUSH; colar H&M; óculos LINDA FARROW | Rui: calças e t-shirt SCOTCH & SODA; óculos MYKITA

JURB: Como “Ministro da Cultura”, o que achas que faz falta no panorama cultural português?

RMP: Sentido de humor! Há muito pouco sentido de humor, mesmo por parte das pessoas da própria cultura. Eu percebo e acho que há muito pouco apoio, mas ao mesmo tempo acho que, olhando para outros países, existe um espírito de união muito maior e a comunidade produz mais bens culturais do que cá. Cá, acho que estamos um bocado à espera que pingue qualquer coisa e depois vamos queixar-nos se não pingar, mas há pessoas que todos os dias produzem com nada e depois vão lá fora, ganham prémios e quando voltam, são óptimos. Parece um bocado frase feita, mas é verdade. Em Portugal, a Cultura é um parente pobre, mas também não há uma iniciativa dos próprios criadores de cultura que potencie isso.

Bikini BILLABONG; Board Shorts BILLABONG; sapatos DIESEL; pulseira BY MALENE BIRGER (na BE CODE); óculos CARRERA | Rui: Blazer GANT, calções HENRY COTTON'S; sapatos CLAE; óculos CARRERA | Yulia: Bikini BILLABONG, Board Shorts BILLABONG, sapatos MIGUEL VIEIRA, clutch PATRIZIA PEPE (na Be Code) e colar NÃOSÓROUPA
Maria: Bikini BILLABONG; Board Shorts BILLABONG; sapatos DIESEL; pulseira BY MALENE BIRGER (na BE CODE); óculos CARRERA | Rui: Blazer GANT, calções HENRY COTTON’S; sapatos CLAE; óculos CARRERA | Yulia: Bikini BILLABONG, Board Shorts BILLABONG, sapatos MIGUEL VIEIRA, clutch PATRIZIA PEPE (na Be Code) e colar NÃOSÓROUPA

O NH Terrace Bar fica no topo do NH Liberdade e é uma boa sugestão para aproveitar os dias de sol e os finais de tarde na cidade. No entanto, ficou provado que quando o tempo está mau, também nos conseguimos divertir lá. O hotel possibilita o acesso a visitantes à sua piscina panorâmica por um preço diário de 25€ por pessoa, com a proposta de um dia bem passado nesta piscina exclusiva com uma vista única sobre a cidade. A piscina está aberta todos os dias da semana e na zona lounge do NH Terrace Bar, existe um menu para refeições ligeiras. Para um final de dia entre amigos, o NH Liberdade preparou também uma carta de cocktails com caipirinhas, mojitos, entre outras bebidas refrescantes. Queremos repetir.

Agradecimentos: Best Models, Mascarilha – Artigos para festaNH Liberdade e aos seus hóspedes noruegueses que nos ajudaram a encher os insufláveis.

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