“O João e as MagaSessions”

Bernardo Palmeirim dos Nome Comum conta-nos a experiência que mais o marcou.
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por Bernardo Palmeirim (Nome Comum)
Há uns anos tive um projecto de canções em inglês chamado The Grey Blues Bend, cuja proto-versão teve o João Lobo na bateria. Conheci-o era ele muito novo: o Norberto Lobo tocava guitarra solo na banda e trouxe o João, com quem tinha andado na escola. Já nessa altura tocava(m) belissimamente, já em posse de uma sempre genuína atitude de busca. Mas entretanto o João foi estudar bateria para Amesterdão e, portanto, passados estes anos, foi para mim uma alegria especial vê-lo tocar a solo nas MagaSessions. As MagaSessions são serões de Domingo organizados por uns amigos, que abrem as portas de sua casa a diferentes músicos para que possam partilhar o seu trabalho, um pouco a lembrar o espírito dos happenings dos anos 60. E foi neste ambiente intimista e de espírito livre que o João mostrou da melhor forma a sua íntima relação com a bateria. É um músico especial, o João. Com ritmos apenas, foi criando o que me soaram a autênticas canções, dotando as peles, pratos, e os pequenos objectos que o circundavam de uma voz, eloquentemente expressiva e claramente sua. Já tinha saudades de ouvir bateria assim, e escusado será dizer que mexeu comigo.