Modalisboa Vision: Lidija Kolovrat

Lidija Kolovrat imaginou como seria se um super-herói entrasse num café no Alentejo e como é que ele apareceria. Provavelmente, de capote alentejano. Para esta colecção Outono/Inverno 2014, este traje de três camadas foi o ponto de partida, evoluindo em várias peças. Uma “ruralidade” nobre e sofisticada, enfatizando uma vertente mais urbana. Lidija apresenta-nos silhuetas com sobreposições e formas amplificadas como os músculos de um super-homem. O acessório revela-se numa metáfora de funcionalidade e diversão. Os padrões transformam as personagens num misto de personalidades, assim como o contraste de Mickey Twin – poderoso, mesmo com a sua pequena estatura.

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Qual a Visão que antecedeu a sua colecção?
Inspirei-me na ideia dos super-heróis. Como é que eles são? Hoje, no mundo contemporâneo, criamos vários super-heróis e queremos sempre saber sempre, como é o próximo super-herói, como é que ele é, como é que ele parece, visualmente ou psicologicamente, quais as qualidades de um super-herói que consideraste em cada época e, como a moda, isto é algo do momento. O que é que um super-herói podia usar? Um casaco, ou esta cor, ou aquele padrão. É esta a minha visão.

Qual a Visão para o futuro da sua marca?
Eu penso que nós podíamos desenvolver através de pequenas séries e sítios especiais, talvez ter um loja online. Temos peças que são bastante comerciais que realmente surpreendem e tem muita procura. Talvez pequenas colecções especiais. Temos agora uma pequena equipa que trabalha comunicação e essa pode ser desenvolvida. Eu nunca comuniquei muito, acabo por estar mais dentro do atelier e agora, creio que temos mais consciência dessa necessidade. Nacionalmente e internacionalmente.

Qual a tua Visão da moda em Portugal?
Há uma necessidade muito grande dos criadores conhecerem o ser target, para quem é a marca deles. Como se diz em inglês, “You need to know what is your asset”, qual é a tua mais-valia, quais os teus pontos-chave, seja criativamente ou comercialmente. Em Portugal, nos últimos anos, estamos como num rio que passa por tudo. De um lado, estamos a lutar para preservar e continuar criativos e depois, ao mesmo tempo o mercado vira para todos os lado. É um mercado que não tem muito poder de compra. Por exemplo, eu tenho o tailor-made e acabo por vestir mais pessoas de idade, com peças por medida.

Fotografia: Modalisboa/Rui Vasco

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