<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?> <rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/" ><channel><title>Janela Urbana &#187; Zoom</title> <atom:link href="http://janelaurbana.com/go/zoom/feed" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://janelaurbana.com</link> <description>Fusão de Cultura Urbana</description> <lastBuildDate>Thu, 17 May 2012 15:43:08 +0000</lastBuildDate> <language>en</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <generator>http://wordpress.org/?v=3.3.2</generator> <item><title>Valerio Spada</title><link>http://janelaurbana.com/2012-01-17-entrevista-valerio-spada.html</link> <comments>http://janelaurbana.com/2012-01-17-entrevista-valerio-spada.html#comments</comments> <pubDate>Tue, 17 Jan 2012 10:14:39 +0000</pubDate> <dc:creator>Isabel Santos</dc:creator> <category><![CDATA[Zoom]]></category> <category><![CDATA[Entrevistas]]></category> <category><![CDATA[Valerio Spada]]></category><guid isPermaLink="false">http://janelaurbana.com/?p=6627</guid> <description><![CDATA[Valerio é um dos mais promissores fotógrafos italianos dos últimos anos. Nasceu em 1972 em Milão e, após muitos trabalhos na área da moda e da publicidade, ganhou recentemente o grande prémio do Photography Book Now 2011 com o Gomorrah Girl...]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div class="wide"><img class="alignnone size-full wp-image-6628" title="valeriospada-gomorrahgirl" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2012/01/valeriospada-gomorrahgirl.jpg" alt="" width="689" height="567" /></div><p><strong>Esta semana apresento-vos <a href="http://www.valeriospada.com/" target="_blank">Valerio Spada</a>, a quem, recentemente, tive a oportunidade de entrevistar. Valerio é um dos mais promissores fotógrafos italianos dos últimos anos. Nasceu em 1972 em Milão e, após muitos trabalhos na área da moda e da publicidade, ganhou recentemente o grande prémio do <em><a href="http://photographybooknow.blurb.com/2011/winners" target="_blank">Photography Book Now 2011</a></em> com o seu ultimo trabalho denominado <em><a href="http://www.valeriospada.com/?show=4" target="_blank">Gomorrah Girl</a></em> composto de uma compilação de fotografias de temática controversa, ilustrando a realidade da população, mais concretamente a das jovens adolescentes que habitam os bairros críticos de Nápoles onde a Mafia ainda reina&#8230;</strong></p><p><strong>Conta-nos lá, quem é Valerio Spada?</strong> Esta pergunta foi a que me bloqueou durante meses e é a razão pela qual demorei tanto tempo a responder à tua entrevista. Para dizer a verdade não te sei responder, é muito difícil&#8230; A única coisa que te posso dizer é aquilo que faço: faço fotografia.</p><p><strong>Que personalidades mais te inspiraram no percurso da tua carreira como fotógrafo?</strong> Posso nomear alguns, desde fotógrafos a outras pessoas relevantes para mim, como <a href="http://www.jimgoldberg.com/" target="_blank">Jim Goldberg</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Duane_Michals" target="_blank">Duane Michals</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Luc_Delahaye" target="_blank">Luc Delahaye</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Jimmy_Scott" target="_blank">Jimmy Scott</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Roberto_Goyeneche" target="_blank">Roberto Goyeneche</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Larry_Clark" target="_blank">Larry Clark</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ernst_Ludwig_Kirchner" target="_blank">Ernst Ludwig Kirchner</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Carmelo_Bene" target="_blank">Carmelo Bene</a> ou <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Andrea_Pazienza" target="_blank">Andrea Pazienza</a>.</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-6629" title="valeriospada-gomorrahgirl-book" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2012/01/valeriospada-gomorrahgirl-book.jpg" alt="" width="689" height="689" /></p><p><strong>Quando e como começaste a trabalhar no projecto <em>Gomorrah Girl</em>?</strong> Este projecto começou em 2008 e prolongou-se até 2011, quando comecei a visitar frequentemente uma zona do norte de Nápoles e a permancer ali por um longo periodo de tempo.</p><p><strong>O tema foi escolhido de forma intencional ou aconteceu por acaso? </strong>O tema não foi escolhido casualmente. Um dia parti para Nápoles e ali encontrei sempre vários motivos para voltar. Foi muito difícil ter que acabar com as viagens ao sul uma vez que tive que começar a dar forma ao livro, mas era necessário.</p><p><strong><em>Gomorrah Girl</em> é um livro que tem como base uma história verdadeira e que nos conta através de imagens um incidente trágico, mas não só&#8230; Escondida, existe uma outra situação que queres indirectamente mostrar, podes contar-nos um pouco desta história dentro da história? </strong>É um retrato da força e da beleza das jovens adolescentes que vivem em Scampia, Scondigliano, Secondigliano, Forcella, Piscinola entre outras áreas desfavorecidas de Nápoles.</p><p><strong>Quando decidiste participar no grande prémio do <em>Photography Book Now 2011</em>, quais eram as tuas expectativas? </strong>Honestamente, não eram altas, por uma questão de estatística talvez&#8230; Lembro-me que vi na altura que as inscrições eram cerca de 2000 no momento e os trabalhos eram realmente bons. Pensei que fosse verdadeiramente improvável vencer. Pensei mesmo que o livro não tinha sequer chegado à sede do concurso ou que tivesse chegado com muito atraso. Sou sincero, tenho uma relação amor/ódio com este livro&#8230; Algumas vezes não gosto dele mas depois outras em que penso que é o livro mais interessante e belo alguma vez feito, portanto penso que as minhas expectativas seguiam muito o ritmo destes sentimentos na altura.</p><p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/28218876?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0&amp;color=ffffff" frameborder="0" width="460" height="259"></iframe></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://janelaurbana.com/2012-01-17-entrevista-valerio-spada.html/feed</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Samsung + H&amp;M + 8 Bloggers, dá nisto!</title><link>http://janelaurbana.com/2011-11-14-samsung-hm-8-bloggers-da-nisto.html</link> <comments>http://janelaurbana.com/2011-11-14-samsung-hm-8-bloggers-da-nisto.html#comments</comments> <pubDate>Mon, 14 Nov 2011 10:30:18 +0000</pubDate> <dc:creator>Janela Urbana</dc:creator> <category><![CDATA[Zoom]]></category> <category><![CDATA[Bruno Rosa]]></category> <category><![CDATA[H&M]]></category> <category><![CDATA[Joana Moreira]]></category> <category><![CDATA[Joana Oliveira]]></category> <category><![CDATA[José Cabral]]></category> <category><![CDATA[Kenton Thatcher]]></category> <category><![CDATA[Maria Guedes]]></category> <category><![CDATA[Nuno Lago]]></category> <category><![CDATA[Pepa Xavier]]></category> <category><![CDATA[Pureza Fleming]]></category> <category><![CDATA[Rodolfo Morgado]]></category> <category><![CDATA[Samsung]]></category> <category><![CDATA[Susana Rodrigues]]></category> <category><![CDATA[Tiago da Costa Miranda]]></category><guid isPermaLink="false">http://janelaurbana.com/?p=6118</guid> <description><![CDATA[Foi de uma parceria inédita entre a Samsung e a H&#038;M que nasceu esta ideia: juntar 8 bloggers nacionais de moda e lifestyle para vestir o papel de modelos e posar para a câmara do reconhecido fotógrafo Kenton Thatcher, com styling do Nuno Lago com roupa e acessórios H&#038;M. O papel principal cabe ao telemóvel Samsung Galaxy S II, em versão BRANCA, mostrando que pode ser visto como um acessório de moda.<div class="recommended"><div class="block-title">Recommended for you</div><div class="recommended-item"> <a href="http://janelaurbana.com/2011-11-11-making-of-samsung-e-hm-juntam-se-a-bloggers-nacionais-em-photoshoot-exclusivo.html" class="recommended-photo" rel="bookmark"><img width="135" height="90" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2011/11/photosamsung_brunorosa_makingof.jpg" class="attachment-mini wp-post-image" alt="photosamsung_brunorosa_makingof" title="photosamsung_brunorosa_makingof" /></a> 11/11/2011<h2><a href="http://janelaurbana.com/2011-11-11-making-of-samsung-e-hm-juntam-se-a-bloggers-nacionais-em-photoshoot-exclusivo.html" rel="bookmark">Making of: Samsung e H&#038;M juntam-se a bloggers nacionais em photoshoot exclusivo</a></h2></div><div class="recommended-item"> <a href="http://janelaurbana.com/2009-04-17-beat-da-punk.html" class="recommended-photo" rel="bookmark"><img width="134" height="90" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2010/03/hugocosta1.jpg" class="attachment-mini wp-post-image" alt="Fotografia: Ricardo Mateus" title="Beat Da Punk" /></a> 17/04/2009<h2><a href="http://janelaurbana.com/2009-04-17-beat-da-punk.html" rel="bookmark">BEAT DA PUNK</a></h2></div><div class="recommended-item"> <a href="http://janelaurbana.com/2012-02-11-world-press-photo-2012-os-vencedores.html" class="recommended-photo" rel="bookmark"><img width="140" height="90" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2012/02/PN1_1-140x90.jpg" class="attachment-mini wp-post-image" alt="A foto vencedora, de Samuel Aranda retrata uma mulher tem nos braços um parente ferido, dentro de uma mesquita usada como hospital de campo por manifestantes contra o governo do presidente Ali Abdullah Saleh, durante confrontos em Sanaa, Iémen, a 15 de outubro de 2011." title="PN1_1" /></a> 11/02/2012<h2><a href="http://janelaurbana.com/2012-02-11-world-press-photo-2012-os-vencedores.html" rel="bookmark">World Press Photo 2012: os vencedores</a></h2></div></div> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Foi de uma parceria inédita entre a <strong>Samsung e a H&amp;M</strong> que nasceu esta ideia: juntar <strong><a href="http://janelaurbana.com/2011-11-11-making-of-samsung-e-hm-juntam-se-a-bloggers-nacionais-em-photoshoot-exclusivo.html">8 <em>bloggers</em> nacionais de moda e <em>lifestyle</em></a></strong> para vestir o papel de modelos e posar para a câmara do reconhecido fotógrafo <strong><a href="http://www.kentonthatcher.com/" target="_blank">Kenton Thatcher</a></strong>, com <em>styling </em>do <strong>Nuno Lago</strong> com roupa e acessórios <strong>H&amp;M</strong>. O papel principal cabe ao telemóvel <strong>Samsung Galaxy S II</strong>, em versão <strong>BRANCA</strong>, mostrando que pode ser visto como um acessório de moda.</p><div class="wide"><img class="alignnone size-full wp-image-6120" title="Grupo" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2011/11/Grupo.jpg" alt="" width="689" height="891" /></div><p>Os <em>bloggers</em> convidados foram o <strong>Tiago da Costa Miranda</strong> do <a href="http://andthisisreality.blogspot.com/" target="_blank">&#8230; And this is Reality</a>, <strong>Pureza Fleming</strong> do <a href="http://fashionistaaddict.blogspot.com/" target="_blank">Fashion Rules</a>, <strong>Susana Rodrigues</strong> do <a href="http://thestilettoeffect.blogspot.com/" target="_blank">The Stiletto Effect</a>, <strong>Pepa Xavier</strong> do <a href="http://www.fashionaporterbypepa.com/" target="_blank">Fashion-à-Porter</a>, <strong>Maria Guedes</strong> do <a href="http://mariaguedeslisboa.clix.pt/" target="_blank">Stylista</a>, <strong>Rodolfo Morgado</strong> do <a href="http://www.labdailyblog.com/" target="_blank">Lab Daily</a>, <strong>José Cabral</strong> d’<a href="http://oalfaiatelisboeta.blogspot.com/" target="_blank">O Alfaiate Lisboeta</a> e o <strong>Bruno Rosa</strong> da Janela Urbana foram os protagonistas deste <em>photo shoot</em> que, durante um dia, viveram a experiência de estarem do outro lado da câmara.</p><p>Num <em>post</em> anterior, demos a conhecer os <em>bloggers</em> convidados através <em><a href="http://janelaurbana.com/2011-11-11-making-of-samsung-e-hm-juntam-se-a-bloggers-nacionais-em-photoshoot-exclusivo.html">making of</a></em> deste <em>photo shoot</em>&#8230;</p><p>Os “modelos” foram vestidos com peças da colecção de Outono/Inverno 2011-12 da H&amp;M, caracterizada por um <em>look</em> inspirado na natureza em tons neutros sendo que o <em>styling</em> esteve a cargo de <strong>Nuno Lago</strong> e da própria H&amp;M. O Samsung Galaxy S II Branco foi o acessório indispensável nesta produção de moda ou não fosse o <em>must-have</em> da estação.</p><p><strong>Kenton Thatcher</strong> foi o fotógrafo convidado. Reconhecido mundialmente pelo seu trabalho na fotografia de publicidade e retratos, Kenton já fotografou nomes como Pierce Brosnan, José Mourinho e Cristiano Ronaldo, entre outros.</p><p>O Samsung Galaxy S II é um <em>smartphone</em> de grande sucesso em Portugal, que com um design absolutamente apaixonante que, agora apresenta-se vestido de branco! Este telemóvel concilia todas as características únicas e diferenciadoras do Samsung Galaxy S II original com um novo <em>look</em>, ainda mais <em>stylish</em> e <em>fashion</em>.</p><p>O <em>photo shoot</em> oficial do Galaxy S II Branco realizou-se no passado dia 2 de Novembro, no Studio 3.11, na Lx Factory.</p><p>Vejam os resultados e fiquem a conhecer um pouco melhor sobre cada um&#8230;</p><div id="attachment_6122" class="wp-caption alignnone" style="width: 689px"><img class="size-full wp-image-6122" title="Bruno Rosa" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2011/11/BrunoRosa.jpg" alt="" width="689" height="1033" /><p class="wp-caption-text">Bruno Rosa / Janela Urbana</p></div><p>O <strong>Bruno </strong>é o autor da Janela Urbana. Há 9 anos atrás, junto com alguns amigos decidiu criar um projecto de comunicação digital que, em 2005, transformou-se na Janela Urbana. Nasceu nos Açores, estudou Produção de Moda e Design de Comunicação. É um apaixonado pelas áreas da moda e tendências urbanas.</p><div id="attachment_6123" class="wp-caption alignnone" style="width: 689px"><img class="size-full wp-image-6123" title="Maria Guedes" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2011/11/MariaGuedes.jpg" alt="" width="689" height="1041" /><p class="wp-caption-text">Maria Guedes / Stylista</p></div><p><strong><a href="http://mariaguedeslisboa.clix.pt/" target="_blank">Maria Guedes</a></strong> é <em>fashion adviser</em> que tem como missão transformar guarda-roupas de lixo em guarda-roupas de luxo &#8211; NUNCA ESQUEÇAM ESTE NOME! Formou-se em <em>Fashion Studies</em> na Parsons, a conceituada escola de moda em Nova Iorque. É ainda a autora do livro<em> <a href="http://www.wook.pt/ficha/tanta-roupa-e-nada-para-vestir/a/id/1876057" target="_blank">&#8220;Tanta roupa e nada para vestir&#8221;</a></em>, um sucesso que ajuda os leitores a para reformular o seu guarda-roupa e o seu visual. Desde 2009 que mantém o <em>blog</em> <strong>Stylista</strong>, que segue o conceito do seu livro.</p><div id="attachment_6124" class="wp-caption alignnone" style="width: 689px"><img class="size-full wp-image-6124" title="Pepa Xavier" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2011/11/PepaXavier.jpg" alt="" width="689" height="1033" /><p class="wp-caption-text">Pepa Xavier / Fashion-à-Porter</p></div><p>A <strong><a href="http://www.fashionaporterbypepa.com/" target="_blank">Pepa</a></strong> é formada em Comunicação pela Universidade Católica e pela Universidade de Florença, e mestrada pelo IADE em Comunicação e Imagem. Na sua experiência, tem consigo o gabinete de imprensa internacional da Modalisboa e um estágio na revista Elle. Desde 2009 dá-nos a conhecer todos os seus conselhos, peripécias e experiências através do seu blog <strong><a href="http://www.fashionaporterbypepa.com/" target="_blank">Fashion-à-porter</a></strong>.</p><div id="attachment_6125" class="wp-caption alignnone" style="width: 689px"><img class="size-full wp-image-6125" title="Pureza Fleming" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2011/11/PurezaFleming.jpg" alt="" width="689" height="1024" /><p class="wp-caption-text">Pureza Fleming / Fashion Rules</p></div><p>Ficámos a conhecer a <strong><a href="http://fashionistaaddict.blogspot.com/" target="_blank">Pureza</a></strong> neste dia e ficámos a saber que esta menina com uns olhos arrebatadores já passou pela área da publicidade, como <em>copywriter</em>! Actualmente é <em>stylist,</em> jornalista de moda freelancer &#8211; colabora com a Parq e foi editora de moda da Rua de Baixo - e <em>blogger</em>. No <strong><a href="http://fashionistaaddict.blogspot.com/" target="_blank">Fashion Rules</a></strong>, apresenta-nos diariamente <em>posts</em> sobre moda, tendências, dá-nos dicas sobre <em>looks</em> casuais, descontraídos e divertidos&#8230; Ah! E está a tirar o curso de instrutora de Iôga! Em breve, a aceitar marcações!!!</p><div id="attachment_6126" class="wp-caption alignnone" style="width: 689px"><img class="size-full wp-image-6126" title="Rodolfo Morgado" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2011/11/RodolfoMorgado.jpg" alt="" width="689" height="1033" /><p class="wp-caption-text">Rodolfo Morgado / Lab Daily</p></div><p>O <strong><a href="http://www.labdailyblog.com/" target="_blank">Rodolfo</a></strong> é como uma enciclopédia visual! Ele lembra-se de tudo: nomes, imagens &#8211; e associa-as sem erros! Formou-se em <em>design</em>, no IADE, e desde 2010 que mantém o <em>blog</em> <strong><a href="http://www.labdailyblog.com/" target="_blank">Lab Daily</a></strong>, escrito em inglês, que nos apresenta &#8220;<em>dailymente</em>&#8221; actualizações sobre novos e conceituados profissionais, marcas e eventos sobre moda, <em>design</em> e arte à escala global - às vezes até o chamamos de &#8220;rato&#8221; (no bom sentido, claro!).</p><div id="attachment_6127" class="wp-caption alignnone" style="width: 689px"><img class="size-full wp-image-6127" title="Susana Rodrigues" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2011/11/SusanaRodrigues.jpg" alt="" width="689" height="1033" /><p class="wp-caption-text">Susana Rodrigues / The Stiletto Effect</p></div><p>Ela pode ser baixinha em estatura, mas é gigante no seu dia-a-dia! A <strong><a href="http://thestilettoeffect.blogspot.com/" target="_blank">Susana</a></strong> é <em>stylist</em>, é consultora de imagem e ainda dá formação na área da moda &#8211; a ajuda perfeita para os mais perdidos no guarda-roupa! Desde 2007 que diariamente nos preenche o olhar com o <strong><a href="http://thestilettoeffect.blogspot.com/" target="_blank">The Stiletto Effect</a></strong>!</p><div id="attachment_6128" class="wp-caption alignnone" style="width: 689px"><img class="size-full wp-image-6128" title="Tiago da Costa Miranda" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2011/11/TiagoMiranda.jpg" alt="" width="689" height="1033" /><p class="wp-caption-text">Tiago da Costa Miranda / &#8230;And This Is Reality</p></div><p>Há poucos tão divertidos como ele! O <strong><a href="http://andthisisreality.blogspot.com/" target="_blank">Tiago da Costa Miranda</a></strong> é um senhor do Marketing! Em 2007 surge o <em>blog</em> <strong><a href="http://andthisisreality.blogspot.com/" target="_blank">&#8230; And this is Reality</a></strong> (sim, com as reticências) que tem como objectivo demonstrar, e citamos, &#8220;o lado positivo da realidade.&#8221; Uma coisa é certa, viver em (e com) estilo é um tema muito bem explorado por ele.</p><div id="attachment_6129" class="wp-caption alignnone" style="width: 689px"><img class="size-full wp-image-6129" title="José Cabral" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2011/11/ZeCabral.jpg" alt="" width="689" height="1053" /><p class="wp-caption-text">José Cabral / O Alfaiate Lisboeta</p></div><p>José, ou <strong><a href="http://oalfaiatelisboeta.blogspot.com/" target="_blank">Zé Cabral</a></strong>, como é conhecido este alfaiate da máquina fotográfica, lançou-se com o desafio de explorar e documentar o estilo que vive ou passa pelas ruas de Lisboa. Entretanto, o sucesso levou-se explorar também o mundo e colaborar com publicações como o Metro e a Vogue. O ex-bancário-actual-street-style-hunter desde 2009 que mantém o blog <strong><a href="http://oalfaiatelisboeta.blogspot.com/" target="_blank">O Alfaiate Lisboeta</a></strong>.</p><p>Ficha técnica: <strong>Fotografia:</strong> Kenton Thatcher; <strong>Assistente de Fotografia:</strong> Hugo Moura; <em><strong>Styling:</strong></em> Nuno Lago; <strong>Assistente de <em>Styling</em>:</strong> Ana Duarte; <em><strong>Make up:</strong></em> Joana Moreira; <strong>Assistente de <em>Make up</em>:</strong> Maria Casanova; <em><strong>Hair Style:</strong></em> Joana Oliveira; <strong>Assistente de <em>Hair Style</em>:</strong> Vanessa Duarte.</p><p>Conclusão&#8230; <strong>o que acham?</strong></p><div class="recommended"><div class="block-title">Recommended for you</div><div class="recommended-item"> <a href="http://janelaurbana.com/2011-11-11-making-of-samsung-e-hm-juntam-se-a-bloggers-nacionais-em-photoshoot-exclusivo.html" class="recommended-photo" rel="bookmark"><img width="135" height="90" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2011/11/photosamsung_brunorosa_makingof.jpg" class="attachment-mini wp-post-image" alt="photosamsung_brunorosa_makingof" title="photosamsung_brunorosa_makingof" /></a><p>11/11/2011</p><h2><a href="http://janelaurbana.com/2011-11-11-making-of-samsung-e-hm-juntam-se-a-bloggers-nacionais-em-photoshoot-exclusivo.html" rel="bookmark">Making of: Samsung e H&#038;M juntam-se a bloggers nacionais em photoshoot exclusivo</a></h2></div><div class="recommended-item"> <a href="http://janelaurbana.com/2009-04-17-beat-da-punk.html" class="recommended-photo" rel="bookmark"><img width="134" height="90" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2010/03/hugocosta1.jpg" class="attachment-mini wp-post-image" alt="Fotografia: Ricardo Mateus" title="Beat Da Punk" /></a><p>17/04/2009</p><h2><a href="http://janelaurbana.com/2009-04-17-beat-da-punk.html" rel="bookmark">BEAT DA PUNK</a></h2></div><div class="recommended-item"> <a href="http://janelaurbana.com/2012-02-11-world-press-photo-2012-os-vencedores.html" class="recommended-photo" rel="bookmark"><img width="140" height="90" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2012/02/PN1_1-140x90.jpg" class="attachment-mini wp-post-image" alt="A foto vencedora, de Samuel Aranda retrata uma mulher tem nos braços um parente ferido, dentro de uma mesquita usada como hospital de campo por manifestantes contra o governo do presidente Ali Abdullah Saleh, durante confrontos em Sanaa, Iémen, a 15 de outubro de 2011." title="PN1_1" /></a><p>11/02/2012</p><h2><a href="http://janelaurbana.com/2012-02-11-world-press-photo-2012-os-vencedores.html" rel="bookmark">World Press Photo 2012: os vencedores</a></h2></div></div> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://janelaurbana.com/2011-11-14-samsung-hm-8-bloggers-da-nisto.html/feed</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>As capas de Coralie</title><link>http://janelaurbana.com/2011-10-19-as-capas-de-coralie.html</link> <comments>http://janelaurbana.com/2011-10-19-as-capas-de-coralie.html#comments</comments> <pubDate>Wed, 19 Oct 2011 18:50:48 +0000</pubDate> <dc:creator>Maria T.</dc:creator> <category><![CDATA[Zoom]]></category> <category><![CDATA[Coralie Bickford-Smith]]></category> <category><![CDATA[Entrevistas]]></category> <category><![CDATA[Luís Royal]]></category> <category><![CDATA[Penguin Books]]></category><guid isPermaLink="false">http://janelaurbana.com/?p=5840</guid> <description><![CDATA[Das páginas de um livro infantil, onde a mãe descobriu o seu nome invulgar, ao design de edições emblemáticas para a Penguin Books, a história da designer Coralie Bickford-Smith confunde-se com a sua paixão pelos livros e pela literatura. Perfeccionista, minuciosa e emocional, as capas de Coralie ascendem a ícones do design e elevam o livro a objecto de desejo, numa época em que a sua utilidade é questionada pelos kindles, e-books e downloads gratuitos. ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div class="wide"><img class="alignnone size-full wp-image-5844" title="coralie1" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2011/10/coralie1.jpg" alt="" width="689" height="500" /></div><p><strong>Das páginas de um livro infantil, onde a mãe descobriu o seu nome invulgar, ao design de edições emblemáticas para a Penguin Books, a história da designer Coralie Bickford-Smith confunde-se com a sua paixão pelos livros e pela literatura. Perfeccionista, minuciosa e emocional, as capas de Coralie ascendem a ícones do design e elevam o livro a objecto de desejo, numa época em que a sua utilidade é questionada pelos <em>kindles</em>, <em>e-books</em> e <em>downloads</em> gratuitos.</strong></p><div id="attachment_5848" class="wp-caption aligncenter" style="width: 400px"><img class="size-full wp-image-5848 " title="1_PenguinBooks_FScottFitzgeraldSeries_designCoralieBickfordSmith_2010-(2)" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2011/10/1_PenguinBooks_FScottFitzgeraldSeries_designCoralieBickfordSmith_2010-2.jpg" alt="" width="400" height="445" /><p class="wp-caption-text">Série F. Scott Fitzgerald</p></div><p><a href="http://www.cb-smith.com" target="_blank">Coralie Bickford-Smith</a> é designer sénior na <a href="http://www.penguin.co.uk" target="_blank">Penguin Books</a>, editora onde cria “embalagens bonitas” para histórias que, tal como o próprio objecto livro, resistiram à passagem do tempo. Os grandes clássicos da literatura são enriquecidos pela linguagem desta designer que reinterpreta e torna contemporâneos o imaginário e a simbologia clássica. A Janela Urbana marcou encontro com Coralie no <a href="http://www.ba-studio.com" target="_blank">BÁ Studio</a>, o espaço que acolhe em Lisboa a sua primeira exposição individual, comissariada por Luís Royal e associada à temática da bienal <a href="http://www.experimentadesign.pt/" target="_blank">EXD’11 – Useless</a>.</p><p><strong>Janela Urbana: Olá Coralie, bem-vinda a Lisboa! Partindo das palavras do Luís Royal que apresenta o livro como objecto central desta exposição, onde explora o tema “Useless” numa época em que aparentemente o livro se torna “inútil” face ao <em>kindle</em> e aos <em>e-books</em>, como defines o teu trabalho: procuras salvar o objecto livro da extinção ou tentas dar-lhe nova vida enquanto objecto de design?<br /> </strong>Coralie Bickford-Smith: É uma questão interessante… Sempre fui obcecada por livrarias vitorianas e sobre como os livros passam de geração em geração &#8211; são realmente amados e preservados… Quando comecei a trabalhar na Penguin (há dez anos atrás) muitos dos livros eram atirados ao lixo, porque eram baratos e apenas uma forma rápida de obter informação. Quis seguir um caminho diferente e criar objectos lindos, livros que fossem desejados pelas pessoas. A minha primeira colecção foram os contos de fadas do <a href="http://www.penguin.co.uk/nf/Book/BookDisplay/0,,9780713996418,00.html?/Fairy_Tales_Hans_Christian_Andersen" target="_blank">Hans Christian Andersen</a>, em 2005, uma edição de capa dura que continua à venda até hoje. Normalmente as edições de capa dura mantêm-se no mercado durante um ano e depois são substituídas pelas edições de capa mole. Foi assim que começaram a perceber que o meu trabalho acrescentava valor ao livro.</p><p>Na era do <em>kindle</em> o mercado livreiro está dividido, temos belíssimas edições premium de capa dura, que de facto salvam o livro da extinção, e as pessoas continuam a ter os seus <em>e-book</em> e<em> kindle’s</em>. Nos clássicos, faço muitas edições de obras clássicas, sempre pensei em como fazer um trabalho que valorizasse o livro e que as pessoas quisessem comprar, em vez de obtê-lo de forma gratuita. É embalar a literatura de uma forma bonita, é encontrar pormenores na história e realça-los para envolver o leitor e proporcionar-lhe uma nova experiência do livro. Valorizá-lo e fazer com que as pessoas voltem a apaixonar-se pela página impressa. Por isso sim, tento salvar os livros… gosto da palavra “extinção” (risos). Quero mesmo fazer livros que sejam desejados, preservados e amados… e assim introduzir o público na literatura.</p><p><strong>Foi uma agradável surpresa descobrir que muitos dos trabalhos da Pinguin que já tinham despertado a minha atenção eram da mesma designer. O Luís Royal comentou que quando estava a preparar esta exposição muitos dos seus amigos <em>designers</em> já conheciam o teu nome e o teu trabalho era para eles uma grande fonte de inspiração. Achas que seria possível teres desenvolvido este trabalho e construído um portefólio tão representativo fora da Penguin Books?<br /> </strong>A Penguin permitiu-me fazer imenso e não acredito que teria sido possível de outra forma. A Penguin é uma editora, sobretudo no nosso departamento, que está sempre a estimular a criatividade. O meu director de arte – Jim Stoddart, vê a paixão das pessoas e está disposto a criar oportunidades para podermos desenvolver novos projectos e colocar os nossos trabalhos cá fora. Por isso penso que o meu trabalho nunca teria tido tanta projecção, nem chegaria a tantos lugares se não fosse através da Penguin. A Penguin é história, as pessoas respeitam e amam o trabalho desta editora. Sim, sem dúvida, a Penguin é uma grande parte do meu trabalho.</p><p><strong>Consegues criar todas estas colecções magníficas e dão-te espaço para tal. Imagino que é muito gratificante trabalhar numa editora que dá tanta liberdade criativa.</strong><br /> Sim, sem dúvida. O Jim Stoddart, é o melhor director de arte com quem já tive a oportunidade de trabalhar, dirige-nos de uma forma muito calma e carinhosa, é como se fosse a minha própria boca, que luta pelos meus <em>designs</em> junto do director geral. O processo criativo é extraordinário e torna-me muito emocional <em>(risos)</em> em relação aos conceitos que crio e à forma como idealizo a concretização de cada projecto. Para defendê-los é preciso ser-se duro e prático, que é o que o Jim consegue fazer. Ouço muitas vezes as reuniões onde ele está a defender as minhas ideias de forma calma e clara…<em> (risos)</em> É por isso que lhe sou tão grata… É uma dinâmica de trabalho óptima! Em Inglaterra existem a Penguin Press e a Penguin General, a Penguin Press (onde trabalho) é mais pequena e tenho a sorte de estar num departamento onde me dão ouvidos…</p><p><strong>O bom ambiente de trabalho também é importante?</strong><br /> Sim, muito. Antes de trabalhar na Penguin era designer freelance e sentia a falta de ter pessoas com quem falar e trocar ideias. Somos quatro <em>designers</em> e dois editores, o que é óptimo! Posso sempre dizer: <em>“Ahhhh, estou bloqueada!”</em> Sentar-me com os colegas, trocar ideias sobre o meu trabalho e sobre os projectos que têm em mãos, fazer <em>brainstorm</em> e assim ajudamo-nos uns aos outros… Mas sou conhecida como a perfeccionista <em>(risos)</em>.</p><div id="attachment_5846" class="wp-caption alignnone" style="width: 689px"><img class="size-full wp-image-5846" title="2_PenguinBooks_ClothClassicsSeriesOne_designCoralieBickfordSmith_2008" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2011/10/2_PenguinBooks_ClothClassicsSeriesOne_designCoralieBickfordSmith_2008.jpg" alt="" width="689" height="450" /><p class="wp-caption-text">Série dos Clássicos / Penguin Books</p></div><p><strong>De facto o perfeccionismo é uma das características mais marcantes do teu trabalho, nos detalhes, pormenores… Em que é que te inspiras para criar os teus projectos? Achas fundamental conhecer o autor e a sua obra? São estas as tuas principais fontes de inspiração?</strong><br /> Sim, tento ler todos os livros, é claro que não consigo. Da colecção dos <a href="http://www.cb-smith.com/index.php?/clothbound/clothbound-series-1/" target="_blank">clássicos</a> já os li quase todos, sinto que tenho de ter confiança no projecto, perceber quem era o autor, em que período é que escreveu a obra e qual o seu cenário, como exemplo a iconografia própria de cada época… Visito regularmente o <a href="http://www.vam.ac.uk/" target="_blank">Victoria and Albert Museum</a> em Londres para fazer pesquisa, por isso a colecção dos clássicos tem muitos símbolos vitorianos e do século XIX, estou lá sempre a tentar descobrir novas inspirações, têm muitos objectos curiosos, lindos pormenores de decoração… Ganho imenso através da pesquisa.</p><p><strong>É óptimo teres a oportunidade de fazer pesquisa para os teus projectos…</strong><br /> Esse é outro dos aspectos, no meu departamento não tenho de estar sempre amarrada à secretária, posso sair e pesquisar… Quando começo um projecto fico sempre assustada e nervosa, penso se serei capaz de fazer justiça à obra que tenho em mãos. Gosto de sair do escritório e iniciar o meu próprio processo criativo. Existe uma zona de livrarias em Charing Cross, em Londres, onde ando muito e acabo sempre numa cave cheia de mofo a pensar “o que é que vou fazer!?” e de repente há um livro que me desperta a atenção… É como se o livro me encontrasse…</p><div id="attachment_5847" class="wp-caption alignright" style="width: 274px"><img class="size-full wp-image-5847" title="greatfood" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2011/10/greatfood.jpg" alt="" width="274" height="434" /><p class="wp-caption-text">&quot;Everlasting Syllabub and the Art of Craving&quot; de Hannah Glasse, da série Great Food</p></div><p>Com a colecção <em><a href="http://www.cb-smith.com/index.php?/nonfic/great-food/" target="_blank">Great Food</a></em> estava muito assustada, tinha de fazer uma série de vinte livros, estava impaciente e queria encontrar uma forma fresca e nova de apresentar o tema. Andava há vários dias a percorrer as livrarias de Charing Cross até que encontrei uma onde havia um livro sobre história da cerâmica. Na contra capa apresentava formas lindas, que relacionavam cada tipo de cerâmica ao país onde era produzida e em cada asa das chávenas ou dos vasos haviam inscrições semelhantes a uma data… Achei o design fantástico e foi perfeito como inspiração para a colecção Great Food.</p><p><strong>Além da <em>Great Food</em> qual foi até agora o projecto mais desafiante que tiveste em mãos?</strong><br /> O mais difícil foi sem dúvida o <em>Great Food</em>. Neste momento estou a trabalhar num outro que é ainda mais ambicioso e exigente, mas não posso revelar pormenores…<em> (risos)</em>. Cada vez que inicio um projecto espero fazer melhor, por isso penso que cada projecto é sempre mais difícil de concretizar do que o anterior, porque a minha exigência aumenta. Ainda estou a crescer como designer e o meu trabalho torna-se cada vez mais difícil e difícil…</p><p><strong>O <em>Great Food</em> foi o projecto mais desafiante e qual é o teu favorito?</strong><br /> As séries <em><a href="http://www.cb-smith.com/index.php?/clothbound/clothbound-series-1/" target="_blank">“Clothbound”</a></em> (encadernação a tecido), sem dúvida! Trabalhei nestas séries numa época em que as pessoas questionavam a existência dos livros, estavam a substituí-los por <em>kindles</em> e a fazer <em>download</em> de livros gratuitos na internet… Eu estava a criar uma colecção sobre a qual não havia qualquer expectativa de retorno comercial, mas concretizei um projecto que teve uma aceitação surpreendente por parte do público, o que permitiu que o meu trabalho fosse mais respeitado…</p><p><strong>Tem em conta o tempo e a exigência que dedicas aos teus projectos, não te preocupa que o <em>design</em> possa assumir um protagonismo superior à própria obra?</strong><br /> Não acredito que o design possa suplantar a obra literária. O meu prazer reside em criar um objecto que promove o autor e a sua obra, tudo o que posso fazer é expor a minha imaginação na capa para fazer chegar boa literatura a cada vez mais pessoas. Não acredito que o meu trabalho ofusque a obra, sem literatura eu não poderia fazer o que faço. Adoro literatura e o facto de criar colecções que fazem as pessoas desejar ter essas obras.</p><p><strong>O teu trabalho é então uma forma de casamento entre a obra do autor e o <em>design</em>?</strong><br /> Claro que sim, é como o <em>design</em> de informação devia ser. É óptimo poder criar uma embalagem linda para um produto literário que já é por si só incrível e que perdurou no tempo… Li recentemente o <em>Frankenstein</em>, que foi escrito pela Mary Shelley quando tinha apenas 18 anos <em>(risos)</em>, é extraordinário!</p><p><strong>Muitos dos seguidores da Janela Urbana são pessoas ligadas às áreas criativas e ao <em>design</em>, que conselhos dás a um jovem que queira ou esteja a iniciar carreira nestas áreas?</strong><br /> Que siga os seus sonhos! Tive um caminho duro para chegar onde estou, ninguém na minha família acreditava que eu poderia fazer carreira como designer. Tive de autonomizar-me, fazer um percurso sozinha e enfrentar muitos medos: &#8220;não vou conseguir&#8221;, &#8220;não sou boa o suficiente&#8221;, &#8220;isto nunca vai acontecer&#8221;… O que posso dizer aos <em>designers</em> que estão a começar é que sejam fortes e continuem a trabalhar, independentemente das barreiras que surjam, porque não será fácil. Sejam apaixonados pelo que fazem, sejam persistentes, porque só assim é possível!</p><p><strong>Coralie, o que é que as pessoas vão encontrar na tua exposição?</strong><br /> Livros! <em>(risos)</em></p><p>Destaco, as colecções <em><a href="http://www.cb-smith.com/index.php?/reds/gothic-horror/" target="_blank">“Gothic Horror”</a></em>, <em><a href="http://www.cb-smith.com/index.php?/nonfic/great-food/" target="_blank">“Great Food”</a></em>, algumas edições individuais como <a href="http://www.cb-smith.com/index.php?/clothbound/miscellaneous/" target="_blank"><em>“Fairy Tales”</em> e <em>“Penguin Poems for Life”</em></a>… é uma exposição bastante abrangente do meu trabalho.</p><p><strong>Coralie, foi um prazer estar contigo, espero que consigas sempre superar as tuas expectativas, nós agradecemos, e quem sabe esta tua primeira visita a Lisboa possa vir a inspirar projectos futuros…</strong><br /> Obrigada. Estou a adorar Lisboa e achei os azulejos que revestem os edifícios fantásticos!</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://janelaurbana.com/2011-10-19-as-capas-de-coralie.html/feed</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Hello Tarik!</title><link>http://janelaurbana.com/2011-08-31-hello-tarik.html</link> <comments>http://janelaurbana.com/2011-08-31-hello-tarik.html#comments</comments> <pubDate>Wed, 31 Aug 2011 05:36:40 +0000</pubDate> <dc:creator>INELO</dc:creator> <category><![CDATA[Zoom]]></category> <category><![CDATA[Entrevistas]]></category> <category><![CDATA[SWELL]]></category> <category><![CDATA[Tarik Malak]]></category><guid isPermaLink="false">http://janelaurbana.com/?p=4888</guid> <description><![CDATA[Nasceu em Paris, viveu e conheceu meio mundo. Hoje, com um pé na moda e outro nas novas tecnologias é o proprietário e fundador da SWELL, uma agência digital que tem tanto de novo como de interessante. Foi com entusiasmo que fomos ao encontro de Tarik Malak e ficámos a conhecê-lo um pouco melhor.]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-4890" title="Tarik Malak" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2011/08/TarikMalak.jpg" alt="" width="750" height="500" /></p><p><strong>Nasceu em Paris, viveu e conheceu meio mundo. Hoje, com um pé na moda e outro nas novas tecnologias é o proprietário e fundador da SWELL, uma agência digital que tem tanto de novo como de interessante. Foi com entusiasmo que fomos ao encontro de Tarik Malak e ficámos a conhecê-lo um pouco melhor.</strong></p><p><strong>Janela Urbana: Como foi a tua juventude, crescendo em Paris?</strong><br /> Tecnicamente, eu cresci, nos subúrbios do nordeste de Paris. Não muito longe das zonas onde os carros ardem com frequência&#8230; Não era uma zona particularmente elegante, digamos! Podia contar-vos cá com cada história! Mas não iriam acreditar em mim..</p><p>Costumava jogar basquetebol, treinar artes marciais, vaguear pelas ruas de Paris &#8230; Graças à minha família (e eles são mesmo excelentes), a minha juventude foi muito boa. Digamos que comecei muito cedo a dar o devido valor às coisas e a perceber o que é o chamado &#8220;trabalho duro&#8221;.</p><p><strong>Em pequeno, o que querias ser quando fosses grande?</strong><br /> Acho que durante a minha juventude fui um pouco como aquele tipo do <em>&#8220;Catch Me If You Can&#8221;</em>, sempre a mudar de ideias e a tornar-me cada vez mais auto-confiante. Sempre achei que iria conseguir atingir o que quer que fosse. Um dia queria ser artista, no outro dia um chefe da máfia, até que, durante a adolescência a realidade “mordeu-me” !</p><p>Tive muitos empregos enquanto estudava, e grande parte deles eram muito maus. Então, prometi a mim mesmo que iria trabalhar no duro o suficiente até ter empregos que fossem realmente agradáveis. Até agora, tudo bem.</p><p><strong>Quando é que percebeste que eras uma pessoa criativa?<br /> </strong>Suponho que sempre soube. Apesar de me imaginar como um generalista, ao invés de um especialista. Estou igualmente confortável com os números, com a tecnologia e com a estratégia de negócios &#8211; tudo está ligado na minha cabeça. Podes ser criativo e ser um advogado, um comerciante, o proprietário de uma empresa. É uma mentalidade, um <em>mindset</em>. As ideias frescas em todo o lado.</p><p>Agora, do que eu gosto mesmo muito, é de criar algo a partir do zero, seja lá o que isso for. Sempre tive uma opinião muito forte e decisiva sobre o que me parece bem ou não.</p><p><strong>Algumas pessoas chamam-te o <em>“21st century ideas man”</em>! O que achas desse termo? É verdade?</strong><br /> Eu não sei exactamente o que isso significa, na verdade. Apenas não tenho medo da rapidez com que as coisas mudam; pelo contrário, eu aceito-a.</p><p><strong>Consideras-te um especialista em&#8230;?</strong><br /> Especialista é uma palavra muito forte, mas sou conhecedor de algumas coisas, tais como vinhos franceses e gastronomia em geral&#8230; Também de <em>marketing</em> de marcas de luxo, desportos de combate, novas tecnologias e fotografia de moda. Também possuo conhecimentos de coisas estranhas, como geopolítica e história do crime organizado&#8230; Gasto mesmo muito tempo na Internet!</p><p><strong>Qual a tua maior obsessão?<br /> </strong>Prefiro não responder a essa&#8230; Ficariam com medo&#8230;</p><p><strong><em><strong>“</strong>Ter um pé firmemente colocado no mundo da moda e outro no mundo da tecnologia é o meu maior trunfo neste momento<strong>”</strong>. </em>Esta citação é tua; consideras-te um <em>&#8220;beauty and the geek kind of guy&#8221;</em>?</strong><br /> Acho que sim. Pelo menos, profissionalmente falando &#8230;</p><p><strong>Livros em papel ou <em>e-books</em>?</strong><br /> Livros em papel se for literatura. Caso contrário, nada substitui o meu laptop.</p><p><strong>A tradicional publicidade e promoção em papel está a morrer?</strong><br /> A morrer não, mas definitivamente a encolher&#8230;</p><p><strong>Que opinião tens sobre a revolução dos media e o fim da privacidade?</strong><br /> Essa é uma questão muito vasta, precisava de algumas horas para responder a essa. É apenas o fim da privacidade da maneira como a conhecemos. Até certo ponto, parece que toda a gente se comporta como se fossem uma espécie de figuras públicas. O sucesso inicial do Google + prova que as pessoas ainda estão presas a níveis (círculos, vá) compreensíveis de privacidade.</p><p><strong>Qual é o futuro para as marcas e suas estratégias de comunicação?<br /> </strong>Essa resposta vou guardar para os clientes e parceiros da SWELL!! (risos)</p><p><strong>Mac ou PC?</strong><br /> Mac. Até mesmo quando a Apple se torna irritante com a sua estratégia (anti-pros) de consumidor. Basta ver o Final Cut Pro X&#8230; Terrível&#8230; Mas eu sou viciado na Apple. Os outros fazem doer-me os olhos, não consigo explicar porquê.</p><p><strong>Quem é o teu ícone da Moda?</strong><br /> Marcello Mastroianni no início dos anos 60 e Humphrey Bogart. Os meus ícones de estilo são geralmente personagens de filmes da velha guarda. Não é apenas moda, é uma questão de estilo, o que é muito mais vasto.</p><p><strong>O que sabes sobre Portugal? Já lá estiveste?</strong><br /> Já fui a Lisboa, adorei mesmo, grande cidade! Também fui para sul (costa), não me lembro para que cidade; foi em meados de Agosto o que foi uma má ideia, porque estava povoado demais para se poder desfrutar. Nunca vi tantos britânicos bêbados! Também já ouvi boas opiniões sobre o Porto,embora nunca lá tenha ido, e quero muito visitá-lo.</p><p><strong>Top 5 dos melhores filmes de todos os tempos?</strong><br /> Difícil&#8230; Podia passar semanas a tentar responder&#8230;</p><p>OK, deixa-me tentar. Assim de repente, <em>Taxi Driver, Barry Lyndon, 8 ½, Casablanca, The Shining</em>&#8230;<em> Blade Runner, Chinatown, Hana Bi, Goodfellas, Blowup, La Haine, Citizen Kane, Cidade de Deus, Full Metal Jacket, Scarface</em> ou <em>The Big Lebowski</em> também poderiam constar desta lista. E mesmo assim, estou-me a esquecer de tantos outros.</p><p><a href='http://janelaurbana.com/2011-08-31-hello-tarik.html/tarikmalak2' title='Tarik Malak'><img width="140" height="140" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2011/08/TarikMalak2-162x162.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Tarik Malak" title="Tarik Malak" /></a><br /> <a href='http://janelaurbana.com/2011-08-31-hello-tarik.html/tarikmalak3' title='Tarik Malak'><img width="140" height="140" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2011/08/TarikMalak3-162x162.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Tarik Malak" title="Tarik Malak" /></a><br /> <a href='http://janelaurbana.com/2011-08-31-hello-tarik.html/tarikmalak' title='Tarik Malak'><img width="140" height="140" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2011/08/TarikMalak-162x162.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Tarik Malak" title="Tarik Malak" /></a></p><p><strong>És o proprietário e fundador da SWELL. Fala-nos um pouco sobre isto&#8230;</strong><br /> É um novo tipo de agência digital, uma loja criativa. Na SWELL concentramo-nos principalmente em marcas de moda. As nossas competências englobam desde conteúdos em vídeo a aplicações móveis, passando pelas estratégias de <em>social media</em>. Cortamos com os intermediários tanto quanto possível. Muito do que fazemos é feito <em>in-house</em>, incluindo toda a pós-produção de vídeo.</p><p><strong>Qual é o conceito central da agência?<br /> </strong>Ser a agência digital mais relevante no cenário da moda e das marcas de luxo; ser a alavanca das novíssimas tecnologias e da criatividade extrema para ajudar as marcas a comunicar de forma inovadora e visualmente impressionante.</p><p><strong>De que forma é que diferem das outras agências digitais?</strong><br /> Na verdade, a nossa organização é bastante diferente, concentramo-nos a fazer as coisas e não em produzir &#8220;Power Points&#8221;. Não somos muito bons a vender-nos a nós próprios, porque, na maioria das vezes, estamos muito ocupados a criar.</p><p><strong>A SWELL é o futuro das agências?</strong><br /> Não necessariamente. Algumas marcas sentem-se mais confortáveis a trabalhar com agências com uma estrutura mais tradicional. Mas estamos definitivamente no bom caminho&#8230;</p><p><strong>Este projecto é recente&#8230; Há quanto tempo estava na tua cabeça? Foi um &#8220;filho&#8221; planeado?<br /> </strong>Eu diria que comecei a pensar na estrutura base da SWELL há 3 anos. Muita coisa mudou desde então. Tudo está em constante movimento.</p><p>A ideia era aproveitar a mistura das minhas experiências anteriores: <em>Fashion meets Communication meets Technology</em>. Eu apenas tive muita sorte com o facto dessa combinação específica se ter tornado tão relevante.</p><p><strong>Em que tipo de projectos estão a trabalhar neste momento?</strong><br /> Não posso divulgar muito, mas durante os meses Agosto e Setembro irão sair alguns vídeos de moda e aplicações para iPad.</p><p><strong>Tarik, obrigado por esta entrevista!<br /> </strong>Obrigado eu!</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://janelaurbana.com/2011-08-31-hello-tarik.html/feed</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Stephan Doitschinoff</title><link>http://janelaurbana.com/2011-07-07-stephan-doitschinoff.html</link> <comments>http://janelaurbana.com/2011-07-07-stephan-doitschinoff.html#comments</comments> <pubDate>Thu, 07 Jul 2011 15:03:19 +0000</pubDate> <dc:creator>Eduardo Féteira</dc:creator> <category><![CDATA[Zoom]]></category> <category><![CDATA[Arte Urbana]]></category> <category><![CDATA[Entrevistas]]></category> <category><![CDATA[Featured]]></category> <category><![CDATA[Stephan Doitschinoff]]></category><guid isPermaLink="false">http://janelaurbana.com/?p=4688</guid> <description><![CDATA[Reconhecer e analisar por si só o trabalho de um artista já não é suficiente para Stephan Doitschinoff. E nem de outra forma o poderia ser, principalmente pelas temáticas religiosas e subjectivas que cada vez mais aprofunda no seu trabalho.<div class="recommended"><div class="block-title">Recommended for you</div><div class="recommended-item"> <a href="http://janelaurbana.com/2008-07-24-martin-kullik.html" class="recommended-photo" rel="bookmark"><img width="140" height="87" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2008/07/martin1.jpg" class="attachment-mini wp-post-image" alt="Martin Kullik" title="Martin Kullik" /></a> 24/07/2008<h2><a href="http://janelaurbana.com/2008-07-24-martin-kullik.html" rel="bookmark">Martin Kullik</a></h2></div><div class="recommended-item"> <a href="http://janelaurbana.com/2007-08-02-mikel-marton.html" class="recommended-photo" rel="bookmark"><img width="140" height="87" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2010/02/mikel2.jpg" class="attachment-mini wp-post-image" alt="mikel2" title="mikel2" /></a> 02/08/2007<h2><a href="http://janelaurbana.com/2007-08-02-mikel-marton.html" rel="bookmark">Mikel Marton</a></h2></div><div class="recommended-item"> <a href="http://janelaurbana.com/2008-02-19-valentim-quaresma.html" class="recommended-photo" rel="bookmark"><img width="140" height="87" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2010/02/valentim.jpg" class="attachment-mini wp-post-image" alt="valentim" title="valentim" /></a> 19/02/2008<h2><a href="http://janelaurbana.com/2008-02-19-valentim-quaresma.html" rel="bookmark">Valentim Quaresma</a></h2></div></div> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div class="wide"><img class="alignnone size-full wp-image-4689" title="SD_IGP8717" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2011/07/SD_IGP8717.jpg" alt="" /></div><h4 style="text-align: center;">O ritual da Sensação</h4><p style="text-align: center;"><strong>Entrevista: </strong>Eduardo Féteira / <strong>Fotografia: </strong><a href="http://www.nickgurney.com/" target="_blank">Nick Gurney</a></p><p>Reconhecer e analisar por si só o trabalho de um artista já não é suficiente para <a href="http://www.stephandoit.com.br/" target="_blank">Stephan Doitschinoff</a>. E nem de outra forma o poderia ser, principalmente pelas temáticas religiosas e subjectivas que cada vez mais aprofunda no seu trabalho. A apostar numa maior interacção e imersão do público nas obras que cria, o artista, originário de São Paulo, chega agora a Lisboa com um projecto ambicioso: criar o seu primeiro templo ecuménico em espaço aberto. Uma iniciativa a par do <a href="http://www.c-e-m.org/?p=955" target="_blank">festival Pedras d’Água</a> organizado pelo <a href="http://www.c-e-m.org/" target="_blank">Centro Em Movimento</a> (C.E.M.) e que, por certo, despertará o público português para as suas crenças e ideias fixas.</p><p>Num trabalho influenciado por uma infância relacionada directamente com a religião e a sua formação colegial, há uma complementaridade que surge da sua adolescência e da vontade desta romper com os seus valores. <em>“Foi quando me comecei a interessar por política, principalmente pelo anarquismo e anarco-comunismo, que comecei a dar mais atenção à maneira como as religiões dominam e controlam a mente das pessoas”</em>, diz Stephan Doitschinoff. O resultado é uma linha ilustrativa com referências base do estudo de diversas religiões, orientais e ocidentais, aliadas à analise da psicologia colectiva e individual, bem como a mecanismos de controlo mental.  A cobrir paredes, telas, esculturas e, mais recentemente, instalações e performances, é um trabalho que já o levou a receber condecorações, uma das quais a de <a href="http://guia.folha.com.br/exposicoes/ult10048u718218.shtml" target="_blank">Artista Revelação 2009</a> no Brasil.</p><p>Contudo, é na sua noção de limites que Stephan Doitschinoff se distingue de outros tantos artistas. Capaz de levar a cabo projectos de grande dimensão, foi através do seu trabalho nas comunidades rurais de Lençóis que começou a obter maior projecção . Ao revelar uma vila deste município completamente coberta pelos seus murais, incluíu ainda o cemitério e a igreja, sempre respeitando as crenças locais e as suas representações religiosas num trabalho desenvolvido com a comunidade. Agora em Portugal, depois de uma igual pesquisa das tradições e características folcloricas portuguesas, prepara-se para neste templo não só as representar como dar-lhes vida numa performance de encerro da exposição.</p><p>Em conversa com a Janela Urbana, Stephan Doitschinoff revela um pouco da ideia e do seu próprio trabalho.</p><p><strong>Janela Urbana: Como é que surgiu a ideia para um trabalho destes em Portugal?<br /> </strong>Stephan Doitschinoff: Foi um convite. Já estava em contacto com o Carlos Alcobia (curador independente) e aí, quando estávamos em São Paulo, no meu estúdio, começamos a falar na pesquisa das festas populares e nas que eu já tinha feito há algum tempo para o meu projecto na Baía. E falamos muito sobre as festas populares, o folclore local e as influências que vieram de Portugal para o Brasil.E nessa mesma época surgiu o convite do C.E.M. através da Paula Petreca, para eu vir aqui e interagir com a arquitectura da Mouraria.</p><p><strong><img class="alignright size-full wp-image-4694" title="SD_IGP8600" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2011/07/SD_IGP8600.jpg" alt="" width="300" height="453" />E confirmaste essas influências quando aqui chegaste a Portugal?<br /> </strong>Foi muito interessante. A cultura no Brasil, as festas populares, é uma mistura do católico com a cultura africana. Mas mesmo esta já veio impregnada pela cultura portuguesa porque eles chegaram lá 150 anos antes de chegarem ao Brasil. E então já vem um pouco misturado. Claro que ainda há diferenças, porque nós ainda temos a cultura indígena, da Amazónia, e tem essa diferença. Mas há uma semelhança mesmo assim, porque mesmo essa cultura pagã é pré-cristã e por isso tem semelhanças com as culturas pré-cristãs, africanas ou indígenas.</p><p><strong>Como é que fizeste a tua pesquisa em Portugal pelas raízes dos folclores e tradições?<br /> </strong>Então, a pesquisa foi algo que eu fiz logo assim que cheguei a Portugal e foi muito interessante. Para fazer o que fiz nos museus nos últimos três anos em exposições anteriores, pesquisei no interior do Brasil. E para fazer esta performance achei muito importante fazer o mesmo processo. É essencial ir à raiz, à região, conhecer as pessoas, os artesãos mais ligados às máscaras ibéricas e trajes tradicionais. Estivemos ainda em contacto com pesquisadores das marcaras e das tradições, como o Dr. António Tiza.</p><p><strong>Qual foi a ideia que surgiu para  tua performance? Como é que a vais executar?<br /> </strong>A ideia deste convite era de criar uma intimidade religiosa com um ambiente fechado. Trabalhar com o tecto, as paredes e o chão. Portanto, a minha ideia é criar um espaço ecuménico, um templo que não vai ser dedicado a nenhuma religião ou instituição específica. Irá estar uma escultura de cimento no altar, uma pintura de mural e a instalação de bandeiras estampadas. E este templo, vai ser a inversão de um templo cristão, que normalmente tem um símbolo de uma orbe – um mundo – com uma cruz em cima. A representação do domínio da religião sobre o mundo da natureza, o instinto, as sensações. Aqui é o contrário. Por exemplo tens o altar com a representação de uma planta com corpo humano, uma sexualidade bem representada, e um genuflexório em frente. É um culto ao retorno ao natural, à natureza, ao corpo, à sensação e ao sentimento em vez do pensamento e da racionalidade.</p><p><strong>&#8230;em relação à performance final?<br /> </strong>A performance vai ser o diabo! (risos) A performance é uma segunda parte deste trabalho e será a continuação de uma primeira performance que fiz em São Paulo o ano passado e que vou apresentar na Faculdade de Belas Artes no dia 5 de Julho. E essa performance será a mistura do meu universo com o universo das festas pagãs tradicionais, resultado da pesquisa que realizei aqui em Portugal. Estou a trabalhar com alguns artesãos e artistas de Lisboa, e ainda com uma estilista e costureira para fazer as esculturas, as máscaras e os fatos, que as pessoas vão estar a vestir e a usar .</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-4696" title="SD_IGP8706" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2011/07/SD_IGP8706.jpg" alt="" width="709" height="469" /></p><p><strong>Qual é a principal mensagem que queres transmitir com este trabalho?<br /> </strong>A mensagem principal é a reflexão, a brevidade e a inconstância das coisas e da importância de revermos as nossas crenças periodicamente. Principalmente as que temos mais certezas. É por isso que jogo com temas de Vida, temas universais e que na cabeça de muitos são verdades inflexíveis. Acho importante colocar esse tipo de reflexões e afirmações para estimular o pensamento, a conversa, o debate. Neste trabalho o público vai entrar dentro da obra e pode interagir com ela ao colocar oferendas no altar e ao participar na procissão. E isso também faz parte da minha pesquisa. O processo do que acontece dentro de um templo religioso e de como as pessoas se comportam e interagem dentro dele. As pessoas que acompanham a arte contemporânea hoje em dia nunca acompanharam um ritual, por exemplo, de uma igreja. E ali elas participam como se estivessem seguras e protegidas por uma camada de contemporaneidade. E isso é algo que só se apercebem quando postas em confronto com o que fazem.</p><p><strong>Como é que chegaste a esta relação com as temáticas religiosas e ao explorar destes conceitos?<br /> </strong>Eu tive uma infância muito religiosa e por isso sempre foi algo que esteve por perto. Mas foi quando me interessei por política, na minha adolescência, que comecei a dar mais atenção À maneira como as religiões dominam e controlam as pessoas. Inicialmente foi para entender esse controlo e esse fascínio das pessoas, de como é fácil e eficaz controlar através de um símbolo e código de regras, e a partir daí fui estudando diferentes religiões, orientais e ocidentais, e comecei a achar semelhanças entre elas. Fiquei maravilhado com a complexidade e riqueza dos arquétipos e símbolos e da forma como agem na psique humana.</p><p><strong>Qual é a tua relação com a religiosidade?<br /> </strong>Eu acredito que é tudo natural. As pessoas dão muitos termos de sobrenatural, enquanto para mim é tudo o mesmo, natural. A minha visão é bem simples, bem básica.</p><div class="recommended"><div class="block-title">Recommended for you</div><div class="recommended-item"> <a href="http://janelaurbana.com/2008-07-24-martin-kullik.html" class="recommended-photo" rel="bookmark"><img width="140" height="87" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2008/07/martin1.jpg" class="attachment-mini wp-post-image" alt="Martin Kullik" title="Martin Kullik" /></a><p>24/07/2008</p><h2><a href="http://janelaurbana.com/2008-07-24-martin-kullik.html" rel="bookmark">Martin Kullik</a></h2></div><div class="recommended-item"> <a href="http://janelaurbana.com/2007-08-02-mikel-marton.html" class="recommended-photo" rel="bookmark"><img width="140" height="87" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2010/02/mikel2.jpg" class="attachment-mini wp-post-image" alt="mikel2" title="mikel2" /></a><p>02/08/2007</p><h2><a href="http://janelaurbana.com/2007-08-02-mikel-marton.html" rel="bookmark">Mikel Marton</a></h2></div><div class="recommended-item"> <a href="http://janelaurbana.com/2008-02-19-valentim-quaresma.html" class="recommended-photo" rel="bookmark"><img width="140" height="87" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2010/02/valentim.jpg" class="attachment-mini wp-post-image" alt="valentim" title="valentim" /></a><p>19/02/2008</p><h2><a href="http://janelaurbana.com/2008-02-19-valentim-quaresma.html" rel="bookmark">Valentim Quaresma</a></h2></div></div> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://janelaurbana.com/2011-07-07-stephan-doitschinoff.html/feed</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Cut/Copy</title><link>http://janelaurbana.com/2011-06-16-cutcopy-2.html</link> <comments>http://janelaurbana.com/2011-06-16-cutcopy-2.html#comments</comments> <pubDate>Thu, 16 Jun 2011 13:00:29 +0000</pubDate> <dc:creator>Claudia Borges</dc:creator> <category><![CDATA[Zoom]]></category> <category><![CDATA[Concursos e Passatempos]]></category> <category><![CDATA[Cut Copy]]></category> <category><![CDATA[Featured]]></category><guid isPermaLink="false">http://janelaurbana.com/?p=4493</guid> <description><![CDATA[Os Cut Copy não se definem. Mas inevitavelmente carregam consigo a sonoridade de uma típica banda inglesa. Nem gostam de ser definidos. Para além de serem uma banda, como refere o baterista Mitchell, são observadores e mediadores das influências externas, mesclando essa experiência ao seu conceito.<div class="recommended"><div class="block-title">Recommended for you</div><div class="recommended-item"> <a href="http://janelaurbana.com/2011-03-17-bye-bye-bicycle-lancam-o-album-de-estreia-compass-e-anunciam-tour-para-abril.html" class="recommended-photo" rel="bookmark"><img width="89" height="90" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2011/03/cover_blue_Compass.jpg" class="attachment-mini wp-post-image" alt="cover_blue_Compass" title="cover_blue_Compass" /></a> 17/03/2011<h2><a href="http://janelaurbana.com/2011-03-17-bye-bye-bicycle-lancam-o-album-de-estreia-compass-e-anunciam-tour-para-abril.html" rel="bookmark">Bye Bye Bicycle lançam o álbum de estreia Compass e anunciam tour para Abril</a></h2></div><div class="recommended-item"> <a href="http://janelaurbana.com/2010-03-08-two-door-cinema-club.html" class="recommended-photo" rel="bookmark"><img width="140" height="67" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2010/03/twodoorcinemaclub-e1268035299267.jpg" class="attachment-mini wp-post-image" alt="twodoorcinemaclub" title="twodoorcinemaclub" /></a> 08/03/2010<h2><a href="http://janelaurbana.com/2010-03-08-two-door-cinema-club.html" rel="bookmark">Two Door Cinema Club / “Tourist History”</a></h2></div><div class="recommended-item"> <a href="http://janelaurbana.com/2010-11-09-levis-519-worn-by-doers-apresenta-these-new-puritans.html" class="recommended-photo" rel="bookmark"><img width="132" height="90" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2010/11/TheseNewPuritans-Levis.jpg" class="attachment-mini wp-post-image" alt="TheseNewPuritans-Levis" title="TheseNewPuritans-Levis" /></a> 09/11/2010<h2><a href="http://janelaurbana.com/2010-11-09-levis-519-worn-by-doers-apresenta-these-new-puritans.html" rel="bookmark">Levi’s 519 “Worn does matter” apresenta: These New Puritans</a></h2></div></div> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div class="wide"><img class="alignnone size-full wp-image-4497" title="cutcopy1" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2011/06/cutcopy1.jpg" alt="" width="709" height="851" /></div><p><strong>Quando pouco ou nada se sabe acerca de uma banda e do seu mais recente trabalho, quando tudo o que se ouve e se percepciona não se insere verdadeiramente no contexto musical a que estamos habituados a &#8220;sonoralizar&#8221;, o recomendável será, literalmente, sugar o que de mais variado existir sobre a música e descodificá-la.</strong></p><p style="text-align: center;">Entrevista e Texto: <strong>Claudia Borges</strong></p><p>A Música sofre mutações. Transforma-se e transforma-nos. Acompanhamos o seu ritmo de forma desenfreada e louca, como o próprio Tempo. Seguimo-la. Perseguimos e somos perseguidos. As marcas são naturalmente profundas e temporais. E de outra forma não será possível nem de se esperar.</p><p>Muito do que é produzido hoje culturalmente é regenerado, transformado ou adicionado. A intencionalidade essa é comum e constante. Vamos consumindo e filtrando. Nunca deixando de a assimilar.</p><p>Não se definem. Mas inevitavelmente carregam consigo a sonoridade de uma típica banda inglesa. Nem gostam de ser definidos. Para além de serem uma banda, como refere o baterista Mitchell, são observadores e mediadores das influências externas, mesclando essa experiência ao seu conceito de Música.</p><p><em>CUT COPY </em>conta a história de três jovens australianos que se juntaram em 2001 para criar Música. Uma mistura de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rock" target="_blank">rock</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%BAsica_Electronica" target="_blank">música eletrónica</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rock_alternativo" target="_blank">rock alternativo</a>. O seu segundo álbum, <em>In Ghost Colours</em>, lançando em 2008, foi merecedor de grandes elogios. Impulsionados pelo talento, desdenho e inquietude artística e musical do DJ e designer gráfico Dan Whitford, estes jovens de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Melbourne" target="_blank">Melbourne</a> assinaram contrato com a <a href="http://www.modularpeople.com/" target="_blank">Modular Records</a>, que outrora acolhera nos seus estúdios bandas tão badaladas como os <a href="http://wolfmother.com/" target="_blank">Wolfmother</a> e os <a href="http://newyoungponyclub.com/" target="_blank">New Young Pony Club</a>.</p><p>Para muitos, o estilo de música dos Cut Copy é muito semelhante ao dos <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/New_Order" target="_blank">New Order</a>, sendo apontados como os sucessores de uma das bandas mais importantes do género, porém, a personalidade desta banda é muito superior ao que se espera destes grupos.</p><p>Em conversa com a banda, que recentemente recusou tocar no concerto de <em>mademoiselle </em><a href="http://www.ladygaga.com/" target="_blank">Lady Gaga</a>, desdenho-me dizer que  estes jovens têm motivos para se  restringir a tocar em concertos e que a presença de bandas de <em>répertoire </em>mais incidente no seu universo musical, como os <a href="http://www.myspace.com/daftpunk" target="_blank">Daft Punk</a>, <a href="http://www.franzferdinand.co.uk/" target="_blank">Franz Ferdinand</a> ou os <a href="http://www.tvontheradio.com/" target="_blank">Tv On the Radio</a>.</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-4506" title="cutcopy2" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2011/06/cutcopy2.jpg" alt="" width="709" height="473" /></p><p><strong>Como tem sido trabalhar enquanto banda nesta última década?<br /> </strong><em>Eu </em>( Tim Haye)<em> e o Mitchell, já nos conhecíamos há alguns anos. Crescemos juntos na mesma cidade e frequentamos a mesma escola. Por acaso foi lá que também conhecemos o Dan. Naturalmente criou-se um elo entre nós. Passado uns anos, eu e o Mitchell  acabamos por viver na mesma casa em Melbourne. Na altura o Dan sabia que eu tocava guitarra e que também compunha, ele deu-me alguns exemplares das suas criações e eu gravei alguns exemplos. Mas todos tínhamos vidas próprias: eu estudava e trabalhava, o Mitchell também estava a terminar os estudos e o Dan já compunha. A partir daí começamos a gravar mais juntos e a viajar. Depois de gravarmos umas músicas em Nova Iorque, começámos a crescer cada vez mais. É estranho pensar que já se passou assim tanto tempo, parece que foi ontem, continua tudo muito fresco e recente. Estamos constantemente a redescobrir o que é ser uma banda.</em></p><p><strong>Que mensagem tentam transmitir quando criam Música?<br /> </strong><em>Nós antes de mais consumimos muita música de que gostamos e depois criamos o nosso próprio género. Mas não é a nossa intenção em apenas criar música “cool” do momento, ou a que vende mais álbuns. A intenção é sermos honestos. Não repetindo nem fazendo o mesmo que tem sido feito e cabe às pessoas decidirem se gostam ou não do que fazemos.</em></p><div id="attachment_4502" class="wp-caption aligncenter" style="width: 300px"><strong><img class="size-full wp-image-4502 " title="cutcopy3" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2011/06/cutcopy3.jpg" alt="" width="300" height="300" /></strong><p class="wp-caption-text">&quot;Zonoscope&quot; é o nome do terceiro álbum da banda australiana. Este álbum foi lançado no início de 2011.</p></div><p><strong>Porque o nome </strong><strong>Zonoscope</strong><strong>?<br /> </strong><em>A nossa ideia, originalmente, era de criar um novo mundo neste álbum. A capa do álbum é isso mesmo. Mostrar a ideia de um mundo diferente da realidade, através desse </em>zonoscópio<em>. Nós quisemos apresentar ao mundo a nossa perspectiva com este álbum. Cada pessoa interpretará cada letra à sua maneira. Quando no futuro se procurar referências ao álbum, ele próprio terá uma história para contar, referente a este tempo em concreto.</em></p><p><strong>Sei que vão em <em>tour </em>para os Estados Unidos. Como se estão a preparar e o que tencionam levar convosco?<br /> </strong><em>Nós usamos as </em>tours <em>como uma forma de absorção e propagação. Felizmente temos a possibilidade de conhecer sítios magníficos e incríveis quando viajamos. Essa experiência, sem dúvida, levamo-la para todo o lado. Juntamos essa informação e carregamos tudo isso connosco e quando é chegada a altura de criarmos um álbum temos muitas ideias, isso é sem dúvida algo muito importante nas nossas </em>tours<em>. Absorvemos as culturas, é uma forma muito única de ver o mundo e algo inevitável.</em></p><p><strong>É isso que vos  inspira?<br /> </strong><em>Criar um álbum é algo de realmente muito íntimo e este é especialmente muito próprio. Não tivemos um produtor, foi feito no nosso próprio estúdio, estivemos trancados nele! A </em>tour <em>é algo muito diferente, saltamos para uma dimensão diferente. Tocamos em sítios diferentes para o mais variado público. Mas um complementa o outro. Vemos tanta coisa pelo caminho que nos sentimos sobrecarregados de informação que temos a necessidade de partilhar através da música.</em></p><p><strong>Porque Cut Copy?</strong><br /> <em>Já nos fizeram essa pergunta algumas vezes e acho hoje nem nós sabemos ao certo o que significa. Com palavras se criam música e um pouco como as teclas de um computador também se mistura e montam letras. Os </em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pixies" target="_blank">Pixies</a> <em>e a música «</em>Monkey Gone to Heaven»<em> tem nomes que também perderam relevância com o passar do tempo. No princípio, a ideia estava apenas relacionada com o acto de cortar e juntar nada muito relevante mas necessário que origina e cria algo.</em></p><p><strong>Não podíamos terminar sem a pergunta da praxe: como foi para vocês actuar em Lisboa?<br /> </strong><em>Este não foi o nosso primeiro concerto em Lisboa e até pode soar a cliché dizer isto, mas o público português surpreende-me todas as vezes que cá estamos. A cidade de Lisboa tem sem dúvida um encanto único e apaixonante.  É impossível não nos deixarmos encantar com a sua magia.</em></p><p>Três anos depois de <em>«In Ghost Colours»</em>, o álbum «<em>Zonoscope»</em> foi apresentado no Coliseu de Lisboa. Um pouco distinto dos últimos, este não é tão dançável mas transcende-nos a uma dimensão interpretada em cada letra. O Coliseu não encheu mas o espetáculo agradou os presentes que se moviam ao som do telescópio Australiano.</p><p>Regresso? Esse ainda sem hora marcada, mas fica o concelho. Conheçam um mundo novo, pela música destes australianos. <em>«Take me over» </em>é sem dúvida uma boa entrada.</p><p>Mais informações em <a href="http://www.cutcopy.net" target="_blank">www.cutcopy.net</a></p><p><img src="http://i.ytimg.com/vi/r2xovJyBo-0/0.jpg" width="450" height="274" alt="media" /></p><h4><span style="color: #00ccff;"><img class="alignright size-full wp-image-4507" title="cutcopypassatempo" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2011/06/cutcopypassatempo.jpg" alt="" width="300" height="249" />Passatempo</span></h4><p>Temos 3 <em>Zonoscopes</em> para oferecer! Para ganhares uma dos álbuns, até <strong><span style="text-decoration: underline;">30 de Junho de 2011</span></strong>, tens de:</p><p>1. <strong>Fazer &#8220;like&#8221; à <a href="http://www.facebook.com/janelaurbanadotcom" target="_blank">nossa página</a> do Facebook!</strong><br /> 2. Deixar um comentário aqui em baixo, com o vosso <span style="text-decoration: underline;">nome</span>, <span style="text-decoration: underline;">endereço de e-mail</span> e dizer o que significa para ti &#8220;cut copy&#8221;!</p><p>O vencedor deste passatempo será escolhido aleatoriamente através do <a href="http://random.org" target="_blank">random.org</a>.</p><p>Boa sorte!!</p><div class="recommended"><div class="block-title">Recommended for you</div><div class="recommended-item"> <a href="http://janelaurbana.com/2011-03-17-bye-bye-bicycle-lancam-o-album-de-estreia-compass-e-anunciam-tour-para-abril.html" class="recommended-photo" rel="bookmark"><img width="89" height="90" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2011/03/cover_blue_Compass.jpg" class="attachment-mini wp-post-image" alt="cover_blue_Compass" title="cover_blue_Compass" /></a><p>17/03/2011</p><h2><a href="http://janelaurbana.com/2011-03-17-bye-bye-bicycle-lancam-o-album-de-estreia-compass-e-anunciam-tour-para-abril.html" rel="bookmark">Bye Bye Bicycle lançam o álbum de estreia Compass e anunciam tour para Abril</a></h2></div><div class="recommended-item"> <a href="http://janelaurbana.com/2010-03-08-two-door-cinema-club.html" class="recommended-photo" rel="bookmark"><img width="140" height="67" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2010/03/twodoorcinemaclub-e1268035299267.jpg" class="attachment-mini wp-post-image" alt="twodoorcinemaclub" title="twodoorcinemaclub" /></a><p>08/03/2010</p><h2><a href="http://janelaurbana.com/2010-03-08-two-door-cinema-club.html" rel="bookmark">Two Door Cinema Club / “Tourist History”</a></h2></div><div class="recommended-item"> <a href="http://janelaurbana.com/2010-11-09-levis-519-worn-by-doers-apresenta-these-new-puritans.html" class="recommended-photo" rel="bookmark"><img width="132" height="90" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2010/11/TheseNewPuritans-Levis.jpg" class="attachment-mini wp-post-image" alt="TheseNewPuritans-Levis" title="TheseNewPuritans-Levis" /></a><p>09/11/2010</p><h2><a href="http://janelaurbana.com/2010-11-09-levis-519-worn-by-doers-apresenta-these-new-puritans.html" rel="bookmark">Levi’s 519 “Worn does matter” apresenta: These New Puritans</a></h2></div></div> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://janelaurbana.com/2011-06-16-cutcopy-2.html/feed</wfw:commentRss> <slash:comments>14</slash:comments> </item> <item><title>Maria João</title><link>http://janelaurbana.com/2011-04-26-maria-joao.html</link> <comments>http://janelaurbana.com/2011-04-26-maria-joao.html#comments</comments> <pubDate>Tue, 26 Apr 2011 14:16:36 +0000</pubDate> <dc:creator>INELO</dc:creator> <category><![CDATA[Zoom]]></category> <category><![CDATA[Entrevistas]]></category> <category><![CDATA[Maria João]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.janelaurbana.com/?p=4173</guid> <description><![CDATA[A Maria João tem o dom de surpreender a cada projecto que lança. Este, “Amoras e Framboesas” não é excepção e nós fomos ao encontro dela para saber um pouco mais deste novo álbum que sai a 26 de Abril e porque não conhecê-la um pouco melhor?<div class="recommended"><div class="block-title">Recommended for you</div><div class="recommended-item"> <a href="http://janelaurbana.com/2011-10-18-moda-lisboa-transfusion-by-joao-guimaraes.html" class="recommended-photo" rel="bookmark"><img width="120" height="90" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2011/10/mlx_37_jg_17.jpg" class="attachment-mini wp-post-image" alt="mlx_37_jg_17" title="mlx_37_jg_17" /></a> 18/10/2011<h2><a href="http://janelaurbana.com/2011-10-18-moda-lisboa-transfusion-by-joao-guimaraes.html" rel="bookmark">Modalisboa Transfusion by João Guimarães</a></h2></div><div class="recommended-item"> <a href="http://janelaurbana.com/2009-03-16-andy-gilmore.html" class="recommended-photo" rel="bookmark"><img width="140" height="87" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2010/03/andy1.jpg" class="attachment-mini wp-post-image" alt="Andy Gilmore" title="Andy Gilmore" /></a> 16/03/2009<h2><a href="http://janelaurbana.com/2009-03-16-andy-gilmore.html" rel="bookmark">Andy Gilmore</a></h2></div><div class="recommended-item"> <a href="http://janelaurbana.com/2011-04-14-a-insight-da-as-boas-vindas-a-joao-cruz.html" class="recommended-photo" rel="bookmark"><img width="125" height="90" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2011/04/joao-cruz-postcard-insight.jpg" class="attachment-mini wp-post-image" alt="joao-cruz-postcard-insight" title="joao-cruz-postcard-insight" /></a> 14/04/2011<h2><a href="http://janelaurbana.com/2011-04-14-a-insight-da-as-boas-vindas-a-joao-cruz.html" rel="bookmark">A Insight dá as boas vindas a João Cruz</a></h2></div></div> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_4177" class="wp-caption alignnone" style="width: 709px"><img class="size-full wp-image-4177 " title="MariaJoao_2" src="http://www.janelaurbana.com/wp-content/uploads/2011/04/MariaJoao_2.jpg" alt="" width="709" height="473" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Simon Frederick</p></div><h4><span style="font-weight: bold;">A Maria João tem o dom de surpreender a cada projecto que lança. Este,<em> “Amoras e Framboesas”</em> não é excepção e nós fomos ao encontro dela para saber um pouco mais do seu novo álbum que sai hoje, dia 26 de Abril, e aproveitámos também para a conhecer um pouco melhor.</span></h4><p><img class="alignnone size-full wp-image-2016" title="Separador-Novo" src="http://www.janelaurbana.com/wp-content/uploads/2010/08/sep2.gif" alt="" width="708" height="23" /></p><p><strong><em>Amoras e Framboesas</em>, porquê a escolha destes frutos vermelhos para o nome do álbum? </strong>Oh sei lá&#8230; é um bom nome. Um nome suculento, está ligado a uma coisa que eu gosto: comer. E comer fruta e guloseimas. Tenho a mesma gula com a música. Achei que casava bem. Estes nomes verdadeiramente nunca são muito rebuscados, nunca têm uma razão lógica. Ocorrem e está bem. Encaixam bem sem nenhuma vergonha na cara.</p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><div id="attachment_4178" class="wp-caption alignleft" style="width: 300px"><img class="size-full wp-image-4178 " title="MariaJoao_ALBUM" src="http://www.janelaurbana.com/wp-content/uploads/2011/04/MariaJoao_ALBUM.jpg" alt="" width="300" height="301" /><p class="wp-caption-text">Maria João &amp; Orquestra Jazz de Matosinhos, &quot;Amoras e Framboesas&quot;.</p></div><p>&nbsp;</p><p><strong>Quais foram os maiores desafios na criação deste álbum? </strong>Principalmente a logística. Poder andar de um lado para o outro com eles. Ter onde ensaiar, onde trabalhar, como caber no estúdio e como pagar este disco e esta gente toda. Porque a música foi verdadeiramente fácil de fazer. Estes músicos são muito competentes, muito talentosos e são todos muito boa gente, o que tornou o acto de fazer música muito fácil.</p><p><strong>E de que forma surgiu esta parceria com a Orquestra de Jazz de Matosinhos? </strong>Eles convidaram-me para um concerto em Dezembro de 2009 na Casa da Música, no Porto e o concerto correu tão bem que pensámos que não faria sentido parar. Continuar a tocar essa música, funcionava bem comigo e com eles também. Importante referir que tivemos mais três convidados: o João Farinha, o André Nascimento e o André Fernandes.</p><p><strong>Visto que o concerto aconteceu em 2009, porque é que o álbum só surge agora? </strong>Gravámos em Junho (2010) e está a sair agora. Estava para sair em Dezembro mas devido a imprevistos técnicos que são normais de acontecer nestas alturas, só agora foi possível editar o álbum.</p><p><strong>De onde vem a motivação, a inspiração para continuar a criar, a evoluir? </strong>Não sei, não faço ideia. É a música mesmo&#8230; A música mexe comigo de uma maneira como mais nada mexe. Comove-me, emociona-me, faz-me aventurar, realiza-me, faz-me ser loira e alta, gorda, magra, morena, preta, amarela &#8211; faz-me ser tudo. E isso é irrecusável, é uma coisa com o qual não posso viver sem!</p><p><strong>A Maria João transforma-se quando está em palco. O que sente lá? Em que medida é importante a improvisação no seu trabalho? </strong>Aquilo que lá está (em palco) é a Maria João. Eu não tenho a pessoa cá fora e a pessoa que está em palco, é tudo uma pessoa e eu sou assim. Digamos que em extremo, ser disposta em palco faz-me ter os contornos mais definidos. E com a música tudo surge naturalmente. É aquilo que eu sou.</p><div id="attachment_4176" class="wp-caption alignnone" style="width: 709px"><img class="size-full wp-image-4176 " title="MariaJoao_1" src="http://www.janelaurbana.com/wp-content/uploads/2011/04/MariaJoao_1.jpg" alt="" width="709" height="586" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Simon Frederick</p></div><p><strong>Agora vamos falar do panorama geral que Portugal está a viver. </strong><strong>É inevitável na fase difícil que estamos a atravessar não falarmos no assunto “crise”&#8230;</strong></p><p><strong><em>“</em><em>A música é o remédio da alma triste”</em> já dizia Walter Haddon. Neste momento de tristeza no panorama social e económico que vivemos, esta frase faz sentido? </strong>Faz todo o sentido. Nós precisamos muito da música e de um belo dia de sol e céu azul! Isto não mata mas mói, vai moendo ao longo do tempo, é muito tempo já com isto. Todas as pessoas a resistirem, a tentarem safar-se e isto desmoraliza imenso e claro que precisamos de coisas felizes para levantar o ânimo para poder achar <em>“nao não! vamos sair desta”</em> e eu acho que a música ocupa esse sítio, é uma das coisas que ocupa esse lugar. A salvadora do ânimo nacional.</p><p><strong>Tendo o português aquele <em>clichê</em> do fado, do saudosismo, da tristeza, acha que por estes lados ainda se consegue ver uma coisa boa como a música, a arte? A tal salvadora do ânimo nacional? </strong>Depende das pessoas e do grau da crise para cada pessoa. Para alguns fecha-se, mas para outros, a música abre horizontes, pre-dispõe bem, deixa-nos felizes e faz-nos ter esperança e ao ter esta atitude mais «upa upa». Acabamos por talvez encontrar soluções para as coisas.</p><p><strong>Com que olhos vê a <em>internet </em>e as redes sociais? Como é que funciona esse mundo com a Maria João? </strong>Eu tenho computador, e-mail e essas coisas todas. Apesar de ter resistido muito para ter tudo isso, foi uma boa surpresa. Gosto muito de telefonar, de falar com as pessoas, de ouvir a voz , o meu reino é mesmo o reino sonoro. Mas estou completamente rendida à <em>internet</em>, são tão mais fáceis as coisas!</p><p><strong>E para a promoção do seu trabalho? </strong>Quem trata de tudo é o meu filho &#8211; ele põe-me a par de tudo e diz-me para ir ver as mensagens que tenho, porque eu não tenho realmente muito tempo, entre as aulas e os concertos é um bocado complicado, não tenho muito tempo para estar mas tenho Facebook e <a href="http://www.myspace.com/mariajoaograncha" target="_blank">Myspace</a>. Apesar de não ter o hábito de colocar tudo o que faço, é claro que são óptimos meios de promoção.</p><p><strong>E a nível visual? Dá muita importância ao grafismo do álbum? Sente que isso pode fazer diferença? Acompanha o processo? </strong>Claro que sim, tenho sempre o cuidado de tornar as capas dos meus discos o mais suculentas possíveis, porque também se compra um disco pelo seu aspecto e nesta altura que se compra menos, isso tem um peso enorme! Tenho sempre muito cuidado em ter um fotógrafo que eu gosto, que eu escolha, o cabelo sou sempre eu que escolho, mas tenho sempre pessoas que ajudam. Tenho muito cuidado, acho muito importante mesmo. Tem que se destacar no meio dos outros todos.</p><p><strong>Como descreve a experiência de dar aulas. Aprende-se a ensinar? </strong>Então não? Sou melhor cantora agora do que era antes. Há quatro anos que dou aulas, essa experiência tem sido fantástica porque eu aprendo com eles, o que fazem mal aprendo como não fazer, como evitar isso e o facto de eu ensinar coisas, como cantar e como improvisar, acabo por ver como eles resolvem aquilo que eles mostram, como fazem e como interpretam isso. Tem sido incrível para mim, estou muito melhor do que estava antes. Sou melhor cantora por causa das aulas, é verdade, inteiramente verdade.</p><p><strong>Então e se fosse uma música, que musica seria? Ou um ritmo? </strong>Era o ritmo dos passos das pessoas no chão&#8230;.</p><p><strong>Além da música que é evidente que é uma grande paixão. Que mais paixões tem? </strong>O meu filhote! <em>Aikidô</em>, fazer desporto&#8230;</p><p><strong>O <em>aikidô </em>por alguma razão em especial? </strong>Comecei a fazer em miúda, mas antes passei pelo <em>karaté </em>e o judo e desaguei no <em>aikidô</em>. A forma que me encaixava bem, que me fazia chegar mais longe em termos de harmonia, de movimento. A música e o <em>aikidô</em> têm a mesma base. Inspirar e expirar, controlar a respiração, boa postura para poder projectar bem a voz e conhecer o teu corpo.<br /> Aparentemente é muito simples, mas é complicado.</p><p><strong>Agora para terminar. Se tivesse uma bola de cristal para ver o futuro, o que pensava ou o que queria que ela lhe dissesse? </strong><em>Joãozinha, a tua saúde é de ferro! As tuas pessoas estão de pedra e cal, a tua música e criatividade está aí em grande! E vem aí o verão!</em></p><div class="recommended"><div class="block-title">Recommended for you</div><div class="recommended-item"> <a href="http://janelaurbana.com/2011-10-18-moda-lisboa-transfusion-by-joao-guimaraes.html" class="recommended-photo" rel="bookmark"><img width="120" height="90" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2011/10/mlx_37_jg_17.jpg" class="attachment-mini wp-post-image" alt="mlx_37_jg_17" title="mlx_37_jg_17" /></a><p>18/10/2011</p><h2><a href="http://janelaurbana.com/2011-10-18-moda-lisboa-transfusion-by-joao-guimaraes.html" rel="bookmark">Modalisboa Transfusion by João Guimarães</a></h2></div><div class="recommended-item"> <a href="http://janelaurbana.com/2009-03-16-andy-gilmore.html" class="recommended-photo" rel="bookmark"><img width="140" height="87" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2010/03/andy1.jpg" class="attachment-mini wp-post-image" alt="Andy Gilmore" title="Andy Gilmore" /></a><p>16/03/2009</p><h2><a href="http://janelaurbana.com/2009-03-16-andy-gilmore.html" rel="bookmark">Andy Gilmore</a></h2></div><div class="recommended-item"> <a href="http://janelaurbana.com/2011-04-14-a-insight-da-as-boas-vindas-a-joao-cruz.html" class="recommended-photo" rel="bookmark"><img width="125" height="90" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2011/04/joao-cruz-postcard-insight.jpg" class="attachment-mini wp-post-image" alt="joao-cruz-postcard-insight" title="joao-cruz-postcard-insight" /></a><p>14/04/2011</p><h2><a href="http://janelaurbana.com/2011-04-14-a-insight-da-as-boas-vindas-a-joao-cruz.html" rel="bookmark">A Insight dá as boas vindas a João Cruz</a></h2></div></div> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://janelaurbana.com/2011-04-26-maria-joao.html/feed</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Luísa Sobral</title><link>http://janelaurbana.com/2011-03-29-luisa-sobral.html</link> <comments>http://janelaurbana.com/2011-03-29-luisa-sobral.html#comments</comments> <pubDate>Tue, 29 Mar 2011 22:03:56 +0000</pubDate> <dc:creator>Eduardo Féteira</dc:creator> <category><![CDATA[Zoom]]></category> <category><![CDATA[Luísa Sobral]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.janelaurbana.com/?p=3864</guid> <description><![CDATA[Já conhecida dos palcos e sem medo de mostrar o seu talento, a única coisa que resta a Luisa Sobral é conquistar o público. Felizmente, com o jazz a correr-lhe no sangue e a hipnotizar quem a ouve, é uma tarefa que não se revela difícil.<div class="recommended"><div class="block-title">Recommended for you</div><div class="recommended-item"> <a href="http://janelaurbana.com/2011-02-11-luisa-sobral-e-a-cereja-no-seu-bolo.html" class="recommended-photo" rel="bookmark"><img width="136" height="90" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2011/02/LuisaSobral.jpg" class="attachment-mini wp-post-image" alt="LuisaSobral" title="LuisaSobral" /></a> 11/02/2011<h2><a href="http://janelaurbana.com/2011-02-11-luisa-sobral-e-a-cereja-no-seu-bolo.html" rel="bookmark">Luísa Sobral e a cereja no seu bolo</a></h2></div></div> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-3865" title="LuisaSobral" src="http://www.janelaurbana.com/wp-content/uploads/2011/03/LuisaSobral.jpg" alt="" width="709" height="856" /></p><h6><span style="color: #990000;">Já conhecida dos palcos e sem medo de mostrar o seu talento, a única coisa que resta a Luisa Sobral é conquistar o público. Felizmente, com o jazz a correr-lhe no sangue e a hipnotizar quem a ouve, é uma tarefa que não se revela difícil.</span></h6><p style="text-align: center;"><span style="color: #511614;"><sup>Entrevista e Texto: <strong>Eduardo Féteira</strong></sup></span></p><p>Para os mais fracos de memória pode parecer estranho, mas a verdade é que o nome Luisa Sobral já passou pelos ouvidos de muita gente. Contudo, por razões não tão musicais e mais pelo mediatismo do programa onde primeiro surgiu, os Ídolos.<em> “As pessoas já nem sabem quem eu sou</em>” afirma a cantora. É verdade que já foi há uns anos, e na altura não foi a vencedora do programa mas, actualmente, volta a dar muito que falar e, desta vez, por motivos mais próximos ao seu coração.</p><p>A cantar e explorar o mundo do jazz, Luísa Sobral estreia-se este ano num projecto a solo onde canta e compõe cada faixa deste. <em>“Percebi que a minha voz se encaixava perfeitamente</em> [no jazz]<em>”</em> explica a artísta. <em>“E finalmente senti que tinha descoberto quem eu era musicalmente”</em>. Influênciada por músicos como Ella Fitzgerald, Billie Holliday ou Chet Baker, que se evidênciam na sua interpretação, Luísa Sobral conduz os seus ouvinte pelas melodias <em>pop-jazz</em> de um trabalho que a identifica.</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-3868" title="LuisaSobral2" src="http://www.janelaurbana.com/wp-content/uploads/2011/03/LuisaSobral2.jpg" alt="" width="700" height="450" /></p><p>Com o nome <strong>“The cherry on my Cake”</strong>, é um álbum recheado de canções que acompanham a jovem cantora há algum tempo. <em>“São músicas que começei a escrever desde que entrei para a universidade, desde que começei a estudar música”</em>, diz a compositora. E o resultado final comprova isso mesmo. Uma panóplia de canções que ilustram a evolução da artísta como cantora e compositora, nos quatro anos em que frequentou a Universidade de Berkley, nos Estados Unidos.</p><p>Mas se espera começar a ouvir um álbum pejado de colaborações ou música com um nível de complexidade mas difícil de digerir engana-se. Ao invés é um álbum pessoal, íntimo do imaginário da cantora que, com uma sonoridade acústica, procura para já um único objectivo: apresentar-se ao ouvinte. <em>“O primeiro disco é sempre uma afirmação do que somos”</em>, explica a jovem cantora. <em>“Agora para o próximo já posso experimentar algo mais”</em>.</p><p>E nessa apresentação de si própria, Luisa Sobral releva-se acima de tudo uma verdadeira contadora de histórias. Cantando músicas que refletem cenas e personagens criadas de raiz ou baseadas em pessoas que conhece, vai embalando os ouvintes pelas angústias, alegrias e tristezas de cada uma. <em>“Gosto muito de inventar personagens e criar um mundo”</em> revela a artísta, <em>“pensar quem é aquele personagem e qual a sua razão de viver”</em>. Uma forma de <em>“ser actriz ao mesmo tempo”</em>, confessa a cantora sobre o seu outro amor pela representação.</p><p>Já a trabalhar em temas para um segundo álbum, uma lição Luísa Sobral retirou deste primeiro projecto: <em>“Tudo tem de estar claro antes de começar a gravar”</em>. A razão prende-se com problemas que surgiram durante o processo de criação do álbum e dos quais a artísta, revela, não tinha ainda conhecimento. <em>“Há coisas que não pensamos que estão envolvidas no cd”</em> continua a compositora, <em>“escolher a capa, as sessões fotográficas, o número de páginas do </em>booklet<em>, coisas que nunca me passaram pela cabeça”</em>.</p><p>Felizmente, ultrapassados os tramites da producção do cd, Luísa Sobral encontra-se agora em trabalho de promoção enquanto pensa já em futuras colaborações que gostaria de criar com nomes como Jorge Palma, Maria João ou Bernardo Sassetti. Enquanto estas não se materializam, a artísta deixa o seu público a deliciar-se com este seu primeiro trabalho, pronto a devorar.</p><p></p><p>&nbsp;</p><div class="recommended"><div class="block-title">Recommended for you</div><div class="recommended-item"> <a href="http://janelaurbana.com/2011-02-11-luisa-sobral-e-a-cereja-no-seu-bolo.html" class="recommended-photo" rel="bookmark"><img width="136" height="90" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2011/02/LuisaSobral.jpg" class="attachment-mini wp-post-image" alt="LuisaSobral" title="LuisaSobral" /></a><p>11/02/2011</p><h2><a href="http://janelaurbana.com/2011-02-11-luisa-sobral-e-a-cereja-no-seu-bolo.html" rel="bookmark">Luísa Sobral e a cereja no seu bolo</a></h2></div></div> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://janelaurbana.com/2011-03-29-luisa-sobral.html/feed</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Insight &#8211; Moda com sabor a sal</title><link>http://janelaurbana.com/2011-01-18-insight-moda-com-sabor-a-sal.html</link> <comments>http://janelaurbana.com/2011-01-18-insight-moda-com-sabor-a-sal.html#comments</comments> <pubDate>Tue, 18 Jan 2011 18:22:43 +0000</pubDate> <dc:creator>Eduardo Féteira</dc:creator> <category><![CDATA[Zoom]]></category> <category><![CDATA[Drew Brown]]></category> <category><![CDATA[Entrevistas]]></category> <category><![CDATA[Insight]]></category> <category><![CDATA[Laura May]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.janelaurbana.com/?p=2954</guid> <description><![CDATA[Poder-se-ia caracterizar a Insight pela sua ligação ao surf e skating, pelo acentuado sotaque australiano ou estilo irreverente. Mas tudo isto só banalizaria uma marca que de comum não tem nada. E engana-se quem pensa que apenas vamos falar de roupa.<div class="recommended"><div class="block-title">Recommended for you</div><div class="recommended-item"> <a href="http://janelaurbana.com/2011-04-14-a-insight-da-as-boas-vindas-a-joao-cruz.html" class="recommended-photo" rel="bookmark"><img width="125" height="90" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2011/04/joao-cruz-postcard-insight.jpg" class="attachment-mini wp-post-image" alt="joao-cruz-postcard-insight" title="joao-cruz-postcard-insight" /></a> 14/04/2011<h2><a href="http://janelaurbana.com/2011-04-14-a-insight-da-as-boas-vindas-a-joao-cruz.html" rel="bookmark">A Insight dá as boas vindas a João Cruz</a></h2></div><div class="recommended-item"> <a href="http://janelaurbana.com/2010-09-30-insight-out-inv-10.html" class="recommended-photo" rel="bookmark"><img width="135" height="90" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2010/09/insight0.jpg" class="attachment-mini wp-post-image" alt="insight0" title="insight0" /></a> 30/09/2010<h2><a href="http://janelaurbana.com/2010-09-30-insight-out-inv-10.html" rel="bookmark">INSIGHT Out./Inv.&#8217;10</a></h2></div><div class="recommended-item"> <a href="http://janelaurbana.com/2010-06-16-alexandra-moura-luis-buchinho-e-dielmar-no-desfile-de-moda-esart-2010.html" class="recommended-photo" rel="bookmark"><img width="63" height="90" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2010/06/esart-desfilemoda2010.jpg" class="attachment-mini wp-post-image" alt="esart-desfilemoda2010" title="esart-desfilemoda2010" /></a> 16/06/2010<h2><a href="http://janelaurbana.com/2010-06-16-alexandra-moura-luis-buchinho-e-dielmar-no-desfile-de-moda-esart-2010.html" rel="bookmark">Alexandra Moura, Luís Buchinho e Dielmar no Desfile de Moda ESART 2010</a></h2></div></div> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-2955" title="Insight / Laura May" src="http://www.janelaurbana.com/wp-content/uploads/2011/01/Insight-LauraMay.jpg" alt="" width="709" height="471" /></p><h6>Poder-se-ia caracterizar a <em>Insight</em> pela sua ligação ao surf e skating, pelo acentuado sotaque australiano ou estilo irreverente. Mas tudo isto só banalizaria uma marca que de comum não tem nada. E engana-se quem pensa que apenas vamos falar de roupa.</h6><p>Nascida nas praias do norte australiano, a marca que inicialmente se dedicava à criação de pranchas rapidamente se começou a preocupar em como o fazer com estilo. Desde <em>prints</em> a t-shirts, passando por calções, <strong>Drew Down</strong>, Director Criativo e um dos fundadores da marca, recorda os primeiros passos para o lançamento do que mais tarde seria um verdadeiro estilo de vida. As razões eram simples: criar um look confortável que os surfistas pudessem usar tanto na cidade como na praia e, consequentemente, que esse look os ajudasse a ter maior sucesso com as raparigas citadinas. <strong>“Nós queríamos roupas que pudéssemos usar na cidade”</strong>, explica o designer, <strong>“com um look mais urbano mas que ainda fosse muito próprio”</strong>.</p><p>Com o cenário australiano bem presente em pano de fundo, a criatividade e a  espontaneidade tomaram a liderança da marca.<strong> “Na <em>Insight</em> é tudo tão rápido e criativo, é um constante <em>[go,go,go]</em>” </strong>conta <strong>Laura May</strong>, Senior Designer de roupa feminina, <strong>“cada um tem a sua energia e está sempre em constante movimento que nem sabes o que pode sair dali!</strong>”. Também ela resultado desta receita de sucesso – não tivesse esta começado como designer apenas um mês depois de ter colaborado numa colecção -, reconhece ainda a importância das viagens que faz para melhor compreender cada mercado.   Já para Drew Down esta influência australiana está noutro pormenor. <strong>“Nós temos várias culturas na Austrália, desde países da Europa ocidental e oriental, da Ásia e muita gente do Médio Oriente”</strong> indica o designer, <strong>“ por isso temos como que uma <em>[snapshot]</em> do mundo”</strong>. Com influências globais, para o fundador da marca, esta é um reflexo não só da sua equipa como do país que a viu nascer. <strong>“Tu és aquilo que vestes”</strong>, termina Drew Down.</p><p><img class="size-full wp-image-2964 alignleft" title="Insight" src="http://www.janelaurbana.com/wp-content/uploads/2011/01/Insight.jpg" alt="" width="346" height="500" /></p><p>Mas não pensem os aficcionados do surf que os criadores da <em>Insight</em> deixaram de apanhar ondas. Ainda a produzir algumas pranchas, a vertente mais empresarial ligada à moda foi uma resposta à vontade de se abranger a outras áreas “irmãs” do surf. <strong>“É mais interessante porque, com roupa, podemos  criar tudo”</strong>, explica Drew Down, <strong>“o número de pessoas que podes alcançar com o negócio de roupa é muito superior que o mundo do surf profissional”</strong>.  E assim foi. Hoje, para além de surfistas, a marca abrange também o mundo dos skaters e da arte de garagem. <strong>“Há muita gente a colaborar”</strong>, esclarece o director criativo,<strong> “e os meus outros parceiros, como o Steve Gorrow, estão muito envolvidos com a cena de arte e música”</strong>. Num movimento “natural” para os criadores da marca, a <em>Insight</em> lançou-se, então, no patrocínios de artistas e desportistas – como o recente contracto com o legendário skater Jamie Thomas -  e ainda no apoio de exposições de arte e outras iniciativas.</p><p>E se o público, bem como os vendedores, ficam preocupados com o facto de estas ligações ao mundo do surf, skate ou arte de garagem poderem limitar o tipo de possíveis compradores, tanto Drew Down e Laura May sabem como responder. <strong>“Essa é a parte mais importante”</strong>, diz o Director Criativo, <strong>“a forma como temos evitado isso é não entrando muito profundamente em qualquer um desses panoramas”</strong>. Mantendo-se “à margem” de cada uma destas áreas, a Insight foca-se nos tecidos, nas lavagem e nas silhuetas, permitindo que a marca se mantenha mais “multi-dimensional”.</p><p>Já para Laura May, encarregue de criar uma identidade feminina na marca, o processo é bastante diferente. Apontando para os mais diversificados públicos femininos, há uma transversalidade que os reúne na própria designer. <strong>“Quando fiquei envolvida no projecto pediram-me que pusesse o meu estilo e a minha personalidade nas roupas”</strong>, explica Laura May, <strong>“e de facto eu sou a rapariga que sai com os surfistas e os skaters, por isso não foi nada complicado para mim”</strong>.</p><blockquote><p>“Nós queríamos roupas que pudéssemos usar na cidade com um look mais urbano mas que ainda fosse muito próprio.”</p></blockquote><p>A chamar pelas namoradas ou amigas dos fãs destes desportos, e também pelas que simplesmente gostam desse estilo, Laura May usa principalmente ícones musicais que, tal como acontece com as roupas, mais gosta e a influenciam. Com uma ideia sólida do tipo de rapariga que usa <em>Insight</em>, a designer tem agora uma missão: <strong>“O meu objectivo é criar um culto!”</strong>.<strong> “Quero fazer colaborações, quero começar um programa de artistas de garagem para a secção feminina”</strong>, continua a explicar a designer, <strong>“e arranjar mais caras e uma imagem mais sólida para que as pessoas tenham mais possibilidades de ficarem interessadas e participativas.”</strong></p><p>Em Portugal a apresentar a nova colecção &#8211; de profundas influências de <em>Sonic</em> <em>Youth</em> e <em>Sex</em> <em>pistols</em> e em tons de um romântico meio obscuro &#8211; a marca revela planos. Com Portugal como o mercado de maior crescimento a nível europeu nos últimos dois anos, Drew Down não esconde a possibilidade de abrir uma Concept Store por cá. <strong>“Será diferente”</strong> diz o designer, <strong>“não será apenas um <em>outlet</em> mas mais um conceito”</strong>. Enquanto a única loja oficial da <em>Insight</em> em Bali não ganha uma gémea portuguesa, só basta aos fãs procurar nas representantes nacionais que se espalham por todo o país.</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.insight51europe.com" target="_blank"><strong>www.insight51europe.com</strong></a></p><div class="recommended"><div class="block-title">Recommended for you</div><div class="recommended-item"> <a href="http://janelaurbana.com/2011-04-14-a-insight-da-as-boas-vindas-a-joao-cruz.html" class="recommended-photo" rel="bookmark"><img width="125" height="90" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2011/04/joao-cruz-postcard-insight.jpg" class="attachment-mini wp-post-image" alt="joao-cruz-postcard-insight" title="joao-cruz-postcard-insight" /></a><p>14/04/2011</p><h2><a href="http://janelaurbana.com/2011-04-14-a-insight-da-as-boas-vindas-a-joao-cruz.html" rel="bookmark">A Insight dá as boas vindas a João Cruz</a></h2></div><div class="recommended-item"> <a href="http://janelaurbana.com/2010-09-30-insight-out-inv-10.html" class="recommended-photo" rel="bookmark"><img width="135" height="90" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2010/09/insight0.jpg" class="attachment-mini wp-post-image" alt="insight0" title="insight0" /></a><p>30/09/2010</p><h2><a href="http://janelaurbana.com/2010-09-30-insight-out-inv-10.html" rel="bookmark">INSIGHT Out./Inv.&#8217;10</a></h2></div><div class="recommended-item"> <a href="http://janelaurbana.com/2010-06-16-alexandra-moura-luis-buchinho-e-dielmar-no-desfile-de-moda-esart-2010.html" class="recommended-photo" rel="bookmark"><img width="63" height="90" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2010/06/esart-desfilemoda2010.jpg" class="attachment-mini wp-post-image" alt="esart-desfilemoda2010" title="esart-desfilemoda2010" /></a><p>16/06/2010</p><h2><a href="http://janelaurbana.com/2010-06-16-alexandra-moura-luis-buchinho-e-dielmar-no-desfile-de-moda-esart-2010.html" rel="bookmark">Alexandra Moura, Luís Buchinho e Dielmar no Desfile de Moda ESART 2010</a></h2></div></div> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://janelaurbana.com/2011-01-18-insight-moda-com-sabor-a-sal.html/feed</wfw:commentRss> <slash:comments>1</slash:comments> </item> <item><title>Tommy Hilfiger</title><link>http://janelaurbana.com/2010-11-19-uma-entrevista-a-tommy-hilfiger.html</link> <comments>http://janelaurbana.com/2010-11-19-uma-entrevista-a-tommy-hilfiger.html#comments</comments> <pubDate>Fri, 19 Nov 2010 21:39:54 +0000</pubDate> <dc:creator>Filipe Álvaro de Lima</dc:creator> <category><![CDATA[Zoom]]></category> <category><![CDATA[Entrevistas]]></category> <category><![CDATA[Tommy Hilfiger]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.janelaurbana.com/?p=2731</guid> <description><![CDATA[Este ano é marcado pelos 25 anos da marca Tommy Hilfiger. A celebração é assinalada com a abertura da sua primeira loja oficial no Centro Comercial Colombo, em Lisboa, onde o designer e empresário esteve presente no âmbito da sua digressão europeia. Com a sua vinda a Portugal pela primeira vez, tive a oportunidade de entrevistar Tommy Hilfiger, conhecer um pouco a sua carreira e o que representam estes 25 anos para si.<div class="recommended"><div class="block-title">Recommended for you</div><div class="recommended-item"> <a href="http://janelaurbana.com/2011-10-03-tommy-hilfiger-lanca-originals-with-a-twist.html" class="recommended-photo" rel="bookmark"><img width="67" height="90" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2011/10/tommy-originalswithatwist2.jpg" class="attachment-mini wp-post-image" alt="tommy-originalswithatwist2" title="tommy-originalswithatwist2" /></a> 03/10/2011<h2><a href="http://janelaurbana.com/2011-10-03-tommy-hilfiger-lanca-originals-with-a-twist.html" rel="bookmark">Tommy Hilfiger lança &#8220;Originals with a Twist&#8221;</a></h2></div><div class="recommended-item"> <a href="http://janelaurbana.com/2010-10-13-tommy-hilfiger-primavera-verao-2011.html" class="recommended-photo" rel="bookmark"><img width="121" height="90" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2010/10/Look-43-Tommy-Hilfiger-SS111.jpg" class="attachment-mini wp-post-image" alt="Look-43-Tommy-Hilfiger-SS111" title="Look-43-Tommy-Hilfiger-SS111" /></a> 13/10/2010<h2><a href="http://janelaurbana.com/2010-10-13-tommy-hilfiger-primavera-verao-2011.html" rel="bookmark">Tommy Hilfiger / Primavera-Verão 2011</a></h2></div><div class="recommended-item"> <a href="http://janelaurbana.com/2010-11-22-estudante-portuguesa-ganha-estagio-com-tommy-hilfiger.html" class="recommended-photo" rel="bookmark"><img width="135" height="90" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2010/11/Carina-Azevedo-e-Tommy-Hilfiger.jpg" class="attachment-mini wp-post-image" alt="Carina-Azevedo-e-Tommy-Hilfiger" title="Carina-Azevedo-e-Tommy-Hilfiger" /></a> 22/11/2010<h2><a href="http://janelaurbana.com/2010-11-22-estudante-portuguesa-ganha-estagio-com-tommy-hilfiger.html" rel="bookmark">Estudante portuguesa ganha estágio com Tommy Hilfiger</a></h2></div></div> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div class="wide"><img class="alignnone size-full wp-image-2732" title="TH-Lisboa-CCC" src="http://www.janelaurbana.com/wp-content/uploads/2010/11/TH-Lisboa-CCC.jpg" alt="" width="708" height="472" /></div><p>Este ano é marcado pelos 25 anos da marca <strong>Tommy Hilfiger</strong>. A celebração é assinalada com a abertura da sua primeira loja oficial no Centro Comercial Colombo, em Lisboa, onde o designer e empresário esteve presente no âmbito da sua digressão europeia. Uma visita ao Museu da Moda e do Design – MUDE – ao qual doou uma peça da sua autoria, bem como uma competição organizada em parceria com a Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa.</p><p>Inspirado no conceito <em>“Classic American Cool”</em>, o criador foi desenvolvendo a marca perpetuando aquilo que acredita ser o património e a cultura do Sonho Americano, baseando a sua colecção em peças que primam pelo estilo betinho, onde podemos sempre contar com o corte simples e limpo das suas criações, utilizando tecidos clássicos como a fazenda, <em>madras</em> e a flanela.</p><p>Assim, Tommy desafiou os alunos finalistas da Licenciatura e de Mestrado do curso de Design de Moda a executarem a sua interpretação do estilo característico da marca, mas conferindo-lhe um toque tradicional Português. Carina Azevedo foi a vencedora da competição, ganhando um estágio de 3 meses no Departamento Criativo da sede da marca Tommy Hilfiger. O criador justificou a sua escolha referindo a capacidade da jovem designer em compreender a imagem e o conceito da marca, antecipando o futuro das suas colecções.</p><p>Com a sua vinda a Portugal pela primeira vez, tive a oportunidade de entrevistar Tommy Hilfiger, conhecer um pouco a sua carreira e o que representam estes 25 anos para si. A primeira sensação que tive ao entrar na sala, onde o criador me esperava, foi que também esta ilustrava todo o conceito da marca: as fotografias da família Hilfiger, as cores reminiscentes da bandeira do seu país e a colecção Primavera-Verão que vestia a sala com um toque clássico e aprumado, bem presente na marca ao longo destes anos.</p><p><strong>Nestes 25 anos, qual foi o ponto determinante para o seu sucesso? Ser considerado um óptimo criador ou um prestigiado empresário?</strong><br /> <em>Ambos. Se uma pessoa é extremamente criativa necessita desenvolver as suas capacidades de gestor ou, então, precisa de alguém a seu lado que esteja dentro do mundo dos negócios.</em></p><p><strong>A moda muda constantemente e a capacidade de apresentar uma colecção exemplar, superando-se, mas ao mesmo tempo manter-se fiel a si próprio é uma tarefa complicada. Como consegue gerir este desafio e como vê a evolução na indústria?</strong><br /> <em>É sempre um desafio. Se a marca não tiver uma história, um conceito, tem-se que começar de um patamar inferior. Contudo, caso tenha, é mais fácil evoluir desde que não se desenvolva [a marca] através de um caminho completamente diferente do conceito inicial.</em></p><p><strong>Como se sente passados 25 anos, quando vê tantas pessoas a “usar” o seu estilo de vida e a sua atitude?</strong><br /> <em>Muito orgulhoso! Considero-me um perfeccionista logo quero dar sempre o melhor aos meus clientes, tentando fazer um trabalho superior cada estação. Visualizo certos detalhes, modificando e melhorando os mesmos.</em></p><p><strong>Que diferenças é que lhe parecem mais evidentes entre a Europa e os Estados Unidos, em termos de moda?</strong><br /> <em>Bem, há alguns anos atrás, a Europa era completamente diferente dos Estados Unidos, notando-se uma diferença dramática. Agora, a moda é global, apesar das pessoas não optarem por usar roupa somente de designers, mas adaptando diferentes estilos à sua personalidade.</em></p><p><strong>Qual foi a sua estratégia para estes mercados?</strong><br /> <em>O meu objectivo quando pretendi expandir a marca para a Europa foi igual ao que adoptei quando comecei nos Estados Unidos. Queria introduzir um estilo Americano clássico e betinho, com um toque pessoal e quis que o conceito fosse global. Por vezes ajusto as minhas colecções consoante o país, isto porque a Alemanha, por exemplo, procura roupas com um visual mais pesado, enquanto em Espanha preferem cores mais fortes e tecidos mais finos.</em></p><p><strong><em>“Moda, arte, música e entretenimento” </em>são os vértices da marca Hilfiger. Hoje em dia estar relacionado com uma dessas áreas é fundamental para entrar neste mercado, tendo em conta o número de figuras públicas que lançam as suas próprias linhas de roupa. Acredita que, devido à crise económica actual, o mediatismo é um elemento fundamental para ser bem sucedido?</strong><br /> <em>Acho que é importante deter uma espécie de marketing ímpar, embora isso no final não seja (muito) importante. É necessário apresentar uma colecção com roupas fantásticas a um óptimo preço. Mais, é preciso que elas sirvam a todas as pessoas, que pareçam extraordinárias, que assentem bem e a um preço acessível.</em></p><p><strong>O que representa para si esta colecção?</strong><br /> <em>As roupas desta colecção representam um leque variado de clientes. Temos uma linha mais jovem, também para crianças, e outra mais adulta.</em></p><p><strong>Citando: <em>“Celebrar estes 25 anos é agridoce. Não quero que acabe, mas por outro lado estou ansioso e expectante pelos próximos 25”</em>. Dito isto, quais são as suas perspectivas quanto ao futuro?</strong><em><br /> Quero divertir-me tanto como me diverti até hoje. Quero fazer peças diferentes, expandindo a Tommy Hilfiger enquanto marca, aperfeiçoando-a. Desenvolver uma linha de mobiliário, fazer campanhas de marketing e publicidades únicas, continuando a evoluir cada vez mais.</em></p><p>No final da nossa conversa, apresentou-me algumas peças da próxima colecção Primavera-Verão 2011, todas com o seu cunho clássico e betinho, mas conceptualmente mais maduras, com um corte exímio e moderno. Ainda perguntou se eu queria tirar uma fotografia com ele, quem sabe também eu aparecerei nos quadros da família Hilfiger.</p><p style="text-align: center;"><a href="http://eu.tommy.com" target="_blank">www.tommy.com</a></p><div class="recommended"><div class="block-title">Recommended for you</div><div class="recommended-item"> <a href="http://janelaurbana.com/2011-10-03-tommy-hilfiger-lanca-originals-with-a-twist.html" class="recommended-photo" rel="bookmark"><img width="67" height="90" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2011/10/tommy-originalswithatwist2.jpg" class="attachment-mini wp-post-image" alt="tommy-originalswithatwist2" title="tommy-originalswithatwist2" /></a><p>03/10/2011</p><h2><a href="http://janelaurbana.com/2011-10-03-tommy-hilfiger-lanca-originals-with-a-twist.html" rel="bookmark">Tommy Hilfiger lança &#8220;Originals with a Twist&#8221;</a></h2></div><div class="recommended-item"> <a href="http://janelaurbana.com/2010-10-13-tommy-hilfiger-primavera-verao-2011.html" class="recommended-photo" rel="bookmark"><img width="121" height="90" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2010/10/Look-43-Tommy-Hilfiger-SS111.jpg" class="attachment-mini wp-post-image" alt="Look-43-Tommy-Hilfiger-SS111" title="Look-43-Tommy-Hilfiger-SS111" /></a><p>13/10/2010</p><h2><a href="http://janelaurbana.com/2010-10-13-tommy-hilfiger-primavera-verao-2011.html" rel="bookmark">Tommy Hilfiger / Primavera-Verão 2011</a></h2></div><div class="recommended-item"> <a href="http://janelaurbana.com/2010-11-22-estudante-portuguesa-ganha-estagio-com-tommy-hilfiger.html" class="recommended-photo" rel="bookmark"><img width="135" height="90" src="http://janelaurbana.com/wp-content/uploads/2010/11/Carina-Azevedo-e-Tommy-Hilfiger.jpg" class="attachment-mini wp-post-image" alt="Carina-Azevedo-e-Tommy-Hilfiger" title="Carina-Azevedo-e-Tommy-Hilfiger" /></a><p>22/11/2010</p><h2><a href="http://janelaurbana.com/2010-11-22-estudante-portuguesa-ganha-estagio-com-tommy-hilfiger.html" rel="bookmark">Estudante portuguesa ganha estágio com Tommy Hilfiger</a></h2></div></div> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://janelaurbana.com/2010-11-19-uma-entrevista-a-tommy-hilfiger.html/feed</wfw:commentRss> <slash:comments>1</slash:comments> </item> </channel> </rss>
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