Andy Gilmore

Falámos com Andy Gilmore, músico e designer de Rochester, no estado de Nova Iorque. O seu traço e os seus sons acústicos inspiraram-nos. Este mês, apresentamos Andy, o artista multifacetado que desenha com o som.
© Andy Gilmore

Falámos com Andy Gilmore, músico e designer de Rochester, no estado de Nova Iorque. O seu traço e os seus sons acústicos inspiraram-nos. Este mês, apresentamos Andy, o artista multifacetado que desenha com o som.

Janela Urbana: Para começar, podes falar-nos um pouco sobre ti?
Andy Gilmore: Nasci em 1974, em Rochester, Nova Iorque. Sou ilustrador, designer e músico… Continuo a viver em Rochester :)

Consideras-te um designer ou um visual artist?
Não tenho uma verdadeira designação…

Quando é que te envolveste no design e quais as tuas principais influências?
De longe, o desenho tem sido o meu foco principal, desde sempre. Quando comecei a trabalhar, o meu primeiro emprego foi como criativo, tratamento de imagem, correcção de cor, redimensionamentos, etc. Esta experiência serviu-me como introdução e educação no design, assim como a experiência que adquiri nas ferramenta e na tecnologia associada.

As minhas influências: William Blake, William Morris, the Roycrofters, Virgil Finlay, John Cage, The Smiths, Arnold Dreyblatt, Steve Reich, Kolo Moser, Egon Schiele, Klimt, Akira Kurosawa, long cold winters, The Adirondack Mountains, Archtop Acoustic Guitars, US Maple, Palace, Joseph Campbell, Aldous Huxley, Joseph Muller-Brockman, Katsuhiro Otomo, Jean Henri Gaston Giraud, Mark Gonzales, Ardeshir Mohasses, entre outros.

Quando eras criança, o que queria ser “quando fosses grande”?
Queria ser guarda-florestal…

Quando é que o design se transforma em arte e, a arte, se transforma em design?
Acho que ainda não estou preparado para responder a esta pergunta…

Achas que a Internet contribuiu para a promoção do teu trabalho?
Inquestionavelmente!

Descreve-nos o teu espaço de trabalho…
Uso um iMac de 24″, uma impressora Epson R1800, um scanner e uma mesa de desenho…

© Andy Gilmore

Relativamente à música… fala-nos um pouco sobre a tua faceta de músico…
Eu toco guitarra e vários outros instrumentos, electrónicos ou acústicos. Com o passar do anos, gravei e lancei vários CDS, uma cassete, compilações e um vinil de 10″ com a Carbon Records em Rochester. Faço principalmente música instrumental baseada na guitarra.

A música em geral ou mesmo a tua música são fontes de inspiração para o teu trabalho como designer?
A música sempre teve uma profunda influência no meu trabalho em design. Vim a aprender as proporções do som – harmoniosas, melódicas e rítmicas – através da experiência de tocar principalmente instrumentos acústicos. Com o tempo, os acordes tornaram-se em cores (acordes por ser 3 ou mais tons e cores, da perspectiva do RGB e CMYK) e o sistema de intervalo de escalas começou a transformar-se em gradações de tons e proporções para o meu trabalho de design. Intriga-me o facto das proporções do som e da visão, despertem em cada um de nós humores e significados únicos.

Já foste convidado para exibir o teu trabalho em Portugal ou tens planos para tal?
Não, nunca fui convidado. Porém, sou um afortunado porque já passei pelo menos um dia em Portugal, na Casa da Música, no Porto, em trabalho para os Thievery Corporation como técnico de percussão na tour de 2005.

Quais são os teus planos para o futuro? O que planeias ou sonhas conquistar?
Planeio nos próximos tempos continuar a trabalhar e expandir as minhas capacidades, tanto técnicas como estéticas. Mais que isso não posso dizer. Há dez anos atrás não imaginava que o meu trabalho se desenvolvesse como veio a acontecer. Espero poder dizer o mesmo daqui a dez anos.

Andy Gilmore
www.birdbird.com
www.kunstformen.blogspot.com (design)
www.birdbrid.blogspot.com (desenhos)
www.myspace.com/dustandflies (música)

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