Feiyue “Um patchwork de modelos diferentes”

Fotografia: João Bacelar
Em Lisboa para acompanhar o lançamento da nova colecção de Inverno, Olivier Bocquet, responsável pelo marketing da Feiyue, explicou à Janela Urbana o conceito por detrás da marca e o que está reservado para ao futuro desta em Portugal.
Fotografia: João Bacelar

Pode ser com passo tímido que se vai afirmando no mercado nacional, mas a marca francesa de sapatos Feiyue guarda para o seu futuro em terras lusas ambiciosos projectos. Em Lisboa para acompanhar o lançamento da nova colecção de Inverno, Olivier Bocquet, responsável pelo marketing da Feiyue, explicou à Janela Urbana o conceito por detrás da marca e o que está reservado para ao futuro desta em Portugal.

Para os mais leigos em chinês – não estão sós – , o nome da marca traduz-se no conceito de  “Flying Towards” (Voar em Frente). Contudo, custa imaginar que quando esta surgiu originalmente em Xangai, na segunda década do século XX, viesse a atingir pleno voo mundial.  “Um dos associados da empresa, quando viajou até à China, viu que todos os jovens usavam os ténis Feiyue e resolveu mostra-los a todo o mundo”, conta Olivier, “e assim em 2006 decidiu comprar a marca e redesenhou-a para ficar mais fina e ocidental”.

Com esta simples receita, que se fez acompanhar por modelos de sapatos finos, alongados e ligeiros ao mesmo tempo obedecendo a uma estética agradável ao público europeu, a marca fez história. Um sucesso desde a sua primeira estação, cresceu dos três modelos iniciais para um conjunto de 120 modelos, disponíveis em completo no mercado francês e um pouco por todo o mundo. Mas de outros elementos se construiu ainda o conceito da Feiyue. “Não é só moda. É um produto novo, simples e democrático”, diz o representante da marca, “queremos que o preço não seja elevado para que os mais jovens os possam comprar”.

Para além da óbvia vontade de expansão de mercado de compradores, esta característica “democrática” tem, para Olivier Bocquet, uma outra vertente. Uma ideia de identificação entre o consumidor e o sapato, que permita a quem o compra rever-se e ao seu estilo naquele. Conceito cuja campanha publicitária começou já a explorar a nivel mundial. “Para nós é a ideia de uma marca com modelos capazes de ser tão asiático como ele, tão francesa como ela, tão suecos como eles,” diz o publicitário, “que transmita a ideia que a marca Feiyue é muito jovem, com que todo o mundo se pode reconhecer, e que o possa reconhecer no modelo dos sapatos”.

Seja aliados a artistas, designers ou outras figuras relacionadas com a street art, a proliferação de modelos, que caracteriza a marca em si, é apenas igualavel às suas ambiciosas campanhas publicitárias, que a distingue das restantes. A actual, denominada de “Angles” e desenvolvida em conjunto com o colectivo de design Creative Sweatshop, dispersa-se em vários sentidos. Desde a construção de um cenário único para a sessão fotográfica, até campanhas em redes sociais, videos virais e apresentações oficiais da marca, o objectivo é atrair as várias gerações de compradores enquanto “esperamos que os sapatos se distingam. É uma ideia pura, com um conceito e imagem forte.”

Já em Portugal, após ano e meio e a contar com 20 lojas a vender sapatos desta marca, a Feiyue prepara-se para lançar na próxima colecção um modelo de sapato feminino produzido em Portugal, bem como uma linha de t-shirts também de produção nacional. “Portugal é o nosso segundo país produtor a seguir à China”, afirma Olivier Bocquet. Enquanto isso novos modelos de inverno serão também vendidos, com a introdução de novos materiais,  formas e cores, ao mesmo tempo que testam o mercado nacional e procuram definir o estilo português de calçado. “Quanto mais depressa compreendermos os desejos de cada país, mais depressa poderemos satisfazer os seus desejos”, revela o marketeer.

Numa especie de história de Cinderela internacional, a empresa Feiyue continua na procura do sapato ideal com que capturar o coração dos mercados mundiais, e Portugal é o próximo.

Para mais informações vai a feiyue–shoes.com

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