“Habitar a Escuridão” na Fundação Champalimaud

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A Embaixada do México em Portugal e a Casa da América Latina trazem à Fundação Champalimaud, em Lisboa, a partir do dia 2 de Maio de 2012, a exposição de fotografia do mexicano Marco António Cruz, “Habitar a Escuridão”, um ensaio fotográfico sobre a cegueira no México.

A exposição é composta por 50 fotografias a preto e branco, captadas entre 1977 e 2005, sobre numerosos casos de cegueira, conjugando o testemunho da vida quotidiana dos invisuais no México com a grande sensibilidade social e artística de um dos maiores fotógrafos documentais deste país, e estará patente de 2 a 23 de Maio de 2012, na Fundação Champalimaud, em Lisboa.

Marco António Cruz nasceu a 3 de Novembro de 1953 em Puebla, no México. Estudou pintura na sua cidade natal e, no início da sua carreira, trabalhou como assistente de Héctor García, um dos fotógrafos documentais mais importantes do México.

Claramente sob a influência da lente de Nacho López, mas também pela sua grande sensibilidade social, retratou imagens da Cidade do México no terramoto de 1985, homenageou a torre Latinoamericana e realizou uma reportagem sobre a última pulquería na Colónia Roma (Cidade do México), sobre a Guatemala e os seus apanhadores de café, assim como fotografias da vida na China e Nicarágua.

O trabalho de Marco António Cruz publica-se em jornais e revistas nacionais e estrangeiros. A Jornada, a Revista Processo e a Life foram dos seus principais escaparates para o trabalho que desde 1977 manteve o seu olho ávido e atento a qualquer movimento, do rosto, da luz, mas também da escuridão.

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