Queer Lisboa 16: Os Vencedores

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Teve lugar ontem, dia 29 de Setembro, a noite de encerramento da 16ª edição do Festival de Cinema Queer Lisboa onde foram anunciados os prémios da Competição para a Melhor Longa-Metragem, Melhor Documentário, e para a Melhor Curta-Metragem Internacional e Melhor Curta-Metragem Portuguesa, bem como as escolhas do público nas três competições.

O Júri da Competição para a Melhor Longa-Metragem, composto por João Federici e João Rui Guerra da Mata, decidiu os vencedores dos seguintes prémios:

“Keep the Lights On”, de Ira Sachs

O Prémio para a Melhor Longa-Metragem desta edição do Queer Lisboa foi atribuído à longa-metragem norte-americana Keep the Lights On, de Ira Sachs, um prémio no valor de 1.000,00 €, atribuído pela Absolut Vodka e pela Jameson. Segundo o Júri:

Porque é possível olhar para o real sem tropeçar na facilidade do realismo social, Keep the Lights On usa o cuidado de uma direcção de fotografia clássica e uma banda sonora que não é mero papel de parede para nos conduzir ao espaço de uma vida a dois, respirando verdade mas, ao mesmo tempo, uma ideia de construção de som e de imagem. E isso é cinema.

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O Júri decidiu ainda atribuir uma Menção Honrosa ao filme Beauty, realizado por Oliver Hermanus, pelo seu “argumento poderoso, sendo que não é preciso mergulhar na África do Sul profunda para encontrar histórias de desejo e culpa. Temo-las aqui mais perto, certamente.”

Deliberou igualmente uma segunda Menção Honrosa a She Monkeys, realizado por Lisa Aschan, “pela invulgar força de uma primeira obra e um olhar que sugere um ponto de vista de autor.”

Thure Lindhart à esquerda, Deon Lotz à direita

O Prémio de Menção para o Melhor Actor vai ex-aequo para Thure Lindhart, pela sua interpretação em Keep the Lights On, de Ira Sachs e para Deon Lotz, pela sua interpretação da personagem François, em Beauty, de Oliver Hermanus. Segundo o Júri:  “Pelos seus retratos distintos, mas partilhando em comum a capacidade em vestir serenamente a pele de figuras extremas.”

Claudia Ohana à esquerda, Vanessa Giácomo à direita

Em relação ao Prémio de Menção para a Melhor Actriz vai ex-aequo para Claudia Ohana e Vanessa Giácomo, intérpretes, respectivamente, das personagens Dora e Amanda, no filme A Novela das 8, de Odilon Rocha. Segundo o Júri: “Pela forma como juntam num par a força de dois opostos e celebram em cinema a alma de uma expressão da cultura popular do Brasil: a novela.”

“Jaurès”, de Vincent Dieutre

O Júri da Competição para o Melhor Documentário, composto por João Pedro Vale, Travis Jeppesen e Leonor Noivo, decidiu atribuir o Prémio de Melhor Documentário ao filme Jaurès, de Vincent Dieutre, um prémio no valor de 3.000,00 € atribuído pela RTP 2, pela compra dos direitos de exibição do filme neste canal. Segundo o Júri:

Um filme que de forma eficaz demonstra como o plano pessoal também pode ser político, ao mesmo tempo que a sua construção formal exponencia as possibilidades do próprio género documental.

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Foi também atribuída uma menção especial a Olhe Pra Mim de Novo, realizado por Claudia Priscila e Kiko Goifman, que, segundo o Júri “merece um segundo olhar pela sua corajosa, desafiante e complexa exploração do confronto e ultrapassar de diferenças.”

“Along the Road”, realizado por Anette Gunnarsson e Jerry Carlsson

O Júri da Competição para a Melhor Curta-Metragem, composto por Paul Macgregor, Vítor d’Andrade e Isilda Sanches, decidiu atribuir o Prémio de Melhor Curta-Metragem Internacional ao filme Along the Road, realizado por Anette Gunnarsson e Jerry Carlsson, um prémio no valor de 1.000,00 €, atribuído pela Brussels Airlines e pela Lufthansa. Segundo o Júri, uma “perspicaz impressão da solidão num só take”.

O Júri da Competição para a Melhor Curta-Metragem atribuiu o Prémio Pixel Bunker de Melhor Curta-Metragem Nacional ao filme Bankers, realizado por António da Silva, um prémio no valor de 5.000,00 € em serviços de pós-produção vídeo, atribuído pela Pixel Bunker. Segundo o Júri, a curta foi merecedora deste prémio “pela sua afirmação sexual e também política da promiscuidade do sistema financeiro.”

O Prémio Pixel Bunker de Melhor Curta-Metragem Nacional foi entregue ao filme “Bankers”, realizado por António da Silva.

Para o Prémio do Público da Competição para a Melhor Longa-Metragem, o público do Queer Lisboa 16 premiou a ficção brasileira A Novela das 8, de Odilon Rocha, um retrato do Rio de Janeiro de 1978, tendo a telenovela Dancin’ Days como pano de fundo.

Para o Prémio do Público da Competição para o Melhor Documentário, o público premiou Vito, de Jeffrey Schwarz, sobre Vito Russo, o lendário activista e autor do livro “The Celluloid Closet”.

Para o Prémio do Público da Competição para a Melhor Curta-Metragem, o público seleccionou Ce N’Est Pas un Film de Cow-boys de Benjamin Parent.

“Cloudburst”, de Thom Fitzgerald

O Queer Lisboa 16 encerrou esta edição do festival com o filme Cloudburst, de Thom Fitzgerald, uma longa-metragem canadiana que funde a comédia romântica e o road movie. As já premiadas Olympia Dukakis e Brenda Fricker protagonizam Stella e Dot, duas mulheres que fogem de um lar de idosos no Maine rumo à Nova Escócia com o objectivo de se casarem legalmente. Foi assim esta edição do queer que, com nota positiva, exibiu 91 filmes de 25 diferentes países, com um total de cerca de 7.500 espectadores contabilizados nas suas sessões de cinema que decorreram durante nove dias no Cinema São Jorge.

Mais informações em www.queerlisboa.pt

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