Janela Internacional: Praça Nova, Vida Nova. A Milão Que Se Renova.

Foto: Ludovica Rossi- Corso Como
Este mês a Janela Internacional abre-se para o futuro num texto a quatro mãos. As irmãs Federica e Ludovica Rossi levam-nos num passeio pelo bairro que mais está a mudar a cidade de Milão.
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Foto: Ludovica Rossi- Corso Como
Foto: Ludovica Rossi- Corso Como
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Este mês a Janela Internacional abre-se para o futuro num texto a quatro mãos. As irmãs Federica e Ludovica Rossi levam-nos num passeio pelo bairro que mais está a mudar a cidade de Milão.

Sábado à tarde, céu limpo e sol. Um daqueles dias de Inverno tão raros em Milão que dão logo vontade de sair. Obrigatório aproveitar.

L: Está sol. Prepara-te, que vamos dar um passeio!

F: Onde vamos?

L: Vamos à Corso Como: vemos as montras e depois vamos ver a nova praça de que todos falam!

Corso Como tornou-se uma Meca do shopping (um pouco hipster, para dizer a verdade), graças à presença do famosíssimo 10 Corso Como, que elevou a fasquia da zona, populada agora por boutiques à la page, restaurantes e cafés pretensiosos. Último baluarte dos tempos passados, uma pizzeria que faz uma pizza óptima e gordurosíssima, e um tiramisù de lamber os beiços.

De facto, 10 Corso Como é lindo e o nosso passeio não podia não começar por aí. Exibindo produtos criteriosamente seleccionados por Carla Sozzani, fashion editors e galerista (irmã da Directora de Vogue Italia, Franca Sozzani), este espaço é o paraiso dos milaneses trendy e, sobretudo, dos turistas que enchem  o jardim, a loja, a galeria.

 

Misturamos-nos com a multidão, ficamos com uma ideia das novas tendências e continuamos em direcção à nossa meta, a tal praça, para descobrir uma Milão que ainda está para vir. Ao levantarmos os olhos para o céu, o que vemos é, de facto, surpreendente: com a inauguração da nova praça de um lado, e com a requalificação do arco de Porta Volta e da sua praça doutro lado, Corso Como tornou-se o trait d’union entre a Milão do passado e a Milão do futuro. A modernidade está representada sobretudo pelo arranha-céus que se destaca, imponente, ao centro de um ambicioso projecto de requalificação urbanística, que, nos próximos anos, mudará inteiramente o skyline de Milão.

A área de Porta Nuova propõe-se como a nova “jóia” da cidade, um bairro ideal onde os edifícios estão incrustados no verde, ou melhor, encobertos pelo verde. A mata vertical já está quase pronta. Aqui haverá lugar para museus, escritórios, espaços criativos. Resumindo, tudo deixa entender que será um lugar muito cool.

Entretanto, a praça está pronta. Inaugurada há pouco, em Dezembro, e dedicada a Gae Aulenti, importantíssima arquitecta milanesa, célebre por ter posto ago e filo (agulha e linha) numa outra praça que se desdobra perante o Castello Sforzesco.

A praça é pouco comum e moderna, aos pés de um arranha-céus, que, com o pináculo, é o mais alto de Milão. É recolhida e aconchegante, graças ao seu longo banco sinuoso, que lembra um pouco o do Parc Guel em Barcelona. É alegre, graças às fontes ao nível do solo e à água que salpica. É divertida, graças à presença de objectos estranhos e à instalação de Garutti (são trombetas?), um artista italiano entre os mais importantes da cena artística contemporânea. Percorrendo as passadeiras sobre a água, identificamos logo os espaços onde abrirão brevemente algumas lojas interessantes (Viktor&Rolf, Martin Margiela, Dsquared, entre outros) e imaginamos como será a Milão do futuro. Depois, com o frio e todo o passear, fotografar e admirar desta tarde, chega o apetite. De volta ao Corso Como, no California Bakery, somos salvas por um muffin de chocolate.

 

Texto Original da Federica e da Ludovica:

Piazza nuova, vita nuova. Milano si rinnova.

Sabato pomeriggio, cielo terso e sole, una di quelle giornate d’inverno che a Milano sono così rare, che ti fanno venire voglia di uscire. Bisogna approfittarne!

L: c’è il sole, vestiti che usciamo!

F: dove si va?

L: Andiamo in Corso Como: guardiamo un po’ di vetrine e poi andiamo a vedere questa nuova piazza.

Corso Como è diventata la mecca dello shopping (un po’ hipster per la verità), grazie alla presenza del celeberrimo 10 Corso Como, che ha settato verso l’alto lo standard della zona, popolata oggi da boutiques à la page, ristoranti e bar pretenziosi. Rimane, come ultimo baluardo dei tempi andati, una pizzeria che fa un’ottima e untissima pizza al trancio, e un tiramisù da leccarsi i baffi.

Resta il fatto che 10 Corso Como è un vero gioiello: il nostro giro non può che partire da qui.

Mettendo in mostra prodotti selezionatissimi da Carla Sozzani, fashion editor e gallerista ( sorella di Franca Sozzani, Direttrice di Vogue Italia), è il paradiso dei milanesi super trendy e soprattutto dei turisti che ne affollano il giardino, il negozio, la galleria.

Ci mescoliamo un po’ alla folla, ci facciamo un’idea sui nuovi trend e proseguiamo dritte verso la meta, alla scoperta della Milano che sarà.

Alzando gli occhi, l’effetto è davvero sorprendente: con l’inaugurazione della nuova piazza da un lato, la riqualificazione dell’arco di Porta Volta e della sua piazza dall’altro, Corso Como è diventata il trait d’union tra la Milano del passato e quella del futuro.

La modernità è rappresentata innanzitutto dal grattacielo che si staglia imponente al centro di un ambizioso progetto di riqualificazione urbana, che cambierà nei prossimi anni l’intero skyline di Milano.

L’area di Porta Nuova si propone come il nuovo gioiello della città, un quartiere ideale dove gli edifici saranno incastonati nel verde, o meglio, ricoperti di verde. Il bosco verticale è quasi pronto. Qui ci sarà spazio per musei, uffici, spazi creativi. Insomma, sembra sarà davvero un posto super cool.

Intanto, la piazza è pronta, inaugurata di fresco a Dicembre e dedicata a Gae Aulenti, grandissima architetto Milanese, famosa per aver messo ago e filo in un’altra piazza, affacciata sul Castello Sforzesco.

La piazza è inconsueta e moderna, ai piedi di un grattacielo, che con quel pennone è il più alto di Milano. È raccolta e accogliente, con la sua lunga panchina sinuosa, che ricorda un po’ quella di Parc Guel a Barcellona. È allegra, con le fontane raso terra e l’acqua che zampilla. E’ divertente, per la presenza di strani oggetti e dell’installazione (sono trombe?) di Garutti, uno degli artisti italiani tra i più rilevanti della scena artistica contemporanea.

Percorrendo le passerelle sull’acqua, abbiamo subito identificato dove a breve apriranno alcuni negozi interessanti (Viktor&Rolf, Martin Margiela, Dsquared…) e immaginato come sarà la Milano del futuro.

Il freddo, però, e tutto quel camminare, fotografare, ammirare, ci hanno messo appetito. New entry in Corso Como. Al California Bakery, ci salva un muffin al cioccolato.

 

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