Vodafone Paredes de Coura – Dia 2
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texto de: Viviana Martins

fotos de: Luis Sustelo

Hoje já pudemos entrar pelo o pórtico principal do festival – que bonito que está. O recinto traz, este ano, muitas novidades e a que salta mais à vista, claro está, é a estética. O palco principal, está uma coisa de outro mundo. Mas isto são conversas para amanhã, porque hoje ainda temos o palco Vodafone FM a comandar. E foi para lá que fomos bem cedo.

Tal como tinham prometido Da Chick e Moullinex no dia anterior, às 19h50 da tarde estavam a postos. Acompanhados pelos seus comparsas, Xinobi e Luis Cabeçadas, os The Discotexas Band deram-nos uma lição de electrónica e funk. Já habituados à energia inesgotável de Da Chick, ainda nos conseguimos surpreender com a comunicação geral da banda com o público. Passando por temas da própria Da Chick, como “Cocktail”, e de Moullinex, a grande “Take My Pain Away”, foi com “Maniac” de Michael Sembello, ouvido na noite anterior e sobejamente conhecido na voz de Peaches (com quem a banda já tocara ao vivo), que a banda deu o remate final. The Discotexas Band abriu muitíssimo bem as hostes deste segundo dia do festival Vodafone Paredes de Coura. Foi uma impecável matiné.

São nove da noite e uma grande enchente prepara-se para receber os Unknown Mortal Orchestra pela primeira vez em Portugal. A recepção não poderia ser melhor.  Sem espaço para furar entre o público, ficamos cá bem atrás, a ver e ouvir a banda a fazer um desfile de músicas como “From The Sun”, “How Can U Love Me” e “No Need For a Leader”, que ao vivo funcionam ainda melhor. Os riffs e a voz doce e bem soul de Ruban Nielson levaram o público ao êxtase. É certo que vão voltar em breve, prometem eles.

Seguem-se os Alabama Shakes –  e calma que vem aí algo transcendente. A voz de Brittany Howard é qualquer coisa de inexplicável e quase que podemos garantir que será das melhores vozes que passará por esta edição do festival. Para além da sua magnifica voz, Brittany transparece uma simpatia muito natural, por isso, é fácil prender, de imediato, quem a ouve. Sem tirar mérito aos outros músicos da banda, que de maus não têm nada, é inevitável as atenções não se focarem na vocalista. Êxitos como “Hold On” e “You Ain’t Alone” fizeram-nos pele de galinha e arrancaram infindáveis aplausos de um publico rendido aos pés da banda.

O palco Vodafone FM vê-se agora mais espaçoso. Foram muitos os que aproveitaram o final do concerto para ir jantar, ou buscar ‘mais uma’ para beber enquanto Bombino não aparece em palco. Sim, porque o senhor Omara pede já algumas cervejinhas no corpo para arriscarmos umas danças mais requintadas.

00h30 e o homem que se esperava sobe ao palco. Depois de conquistar muitos fãs em Sines, no Festival de Músicas do Mundo, é recebido em Paredes de Coura como um verdadeiro herói. Percebêssemos nós alguma coisa do que ele canta e poderíamos falar da qualidade lírica da coisa, mas como ainda não aprendemos o idioma tuaregue tamasheq (o quê?) podemos dizer que a música que este senhor faz não é nenhuma brincadeira. Com um sorriso impressionante na cara e acompanhado por uma banda de três músicos, Bombino parece muito feliz por cá estar. E o público feliz está por o conhecer.

Para acabar a noite, que hoje se apresenta bem mais fria, temos o, já nosso amigo, Headbirds. Depois de o vermos passar uns discos no Porto, no Primavera Sound, é a vez de Coura conhecer este espanhol que sabe como por o pessoal a dançar.

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