Pequeno-Almoço JURB #4
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por Petra Vaz

Em Fevereiro de 2012, na Rua Serpa Pinto, mesmo no coração do Chiado e já a chegar ao São Carlos, abre a Tartine. O sonho de uma mãe, Isabel, que conseguiu contagiar a filha, Carminho, e agora também a Janela Urbana.

 

Abre-se a porta directamente para uma montra mágica onde Isabelinha, uma das funcionárias, nos recebe com um sorriso enquanto os nossos olhos se arregalam perante as iguarias: tortas, croissants, mil-folhas, tartes de limão, de chocolate com doce de leite, de framboesas, de morango, de leite condensado e maçã…

 

Felizmente, chega a Carminho para nos trazer de volta à realidade, e foi com ela que a Janela Urbana falou.

 

Rodeada de pastelarias e padarias, a nossa primeira pergunta é, obviamente, o que permite à Tartine distinguir-se? Carminho explica-nos que o foco desde o início foi apresentar produtos de máxima qualidade. Clássicos, no sentido da técnica artesanal e na utilização de produtos autênticos – pão feito com farinha, doce de ovos feito com ovos – mas simultaneamente inovadores, na variedade, nas combinações e na apresentação. Consciente de que a concorrência é, sim, muita, não é nela que pensam mas sim em cada produto confeccionado local e diariamente por uma equipa de chefes pasteleiros e padeiros.

Tal como a variedade dos produtos, também o espaço é uma caixinha de surpresas, boas, das quais nos falou.

Começamos por uma entrada cativante, onde muitos clientes se deixam ficar, quer seja para comprar e levar, quer seja para um rápido, bem ao estilo Português, café e pastel de nata ou, para variar, uma mini bola de Berlim com recheio de doce de leite. Quem tem mais tempo sobe as escadas e depara-se com uma decoração bem convidativa, mesas encostadas de canto para alguma privacidade, e ao centro uma mesa enorme, bem ao estilo familiar, que nos chama a sentar e ficar à conversa tantas horas quantas forem possíveis. Um balcão de bancos altos com vista para a rua, para saber o que se passa lá fora. Ao fundo à direita, há uma outra sala, que a Carminho confirma ser a preferida dos clientes habituais, que já conhecem os cantos à casa e preferem fugir ao reboliço da parte da frente. Nós encantámo-nos com o jardim interior, coberto de telhados de bambu, protegido do ruído da cidade e onde mesas corridas permitem aos clientes desfrutar do sol e da tranquilidade deste espaço. “Queríamos que este fosse um espaço onde as pessoas quisessem ficar.”, diz Carminho.

 

Não são só os diferentes espaços que caracterizam a Tartine, mas também as diferentes ofertas, e foi isso que pedimos à Carminho que no explicasse.

Por um lado é loja, no sentido em que se pode comprar para levar, encomendar e até solicitar catering – a produção da Tartine não pára aos Domingos, pois fornecem para restaurantes e hotéis; é padaria-pastelaria com pequenos-almoços, brunch diário (2ª-6ª até às 12h e Sáb. até às 17h) e lanches, e é também restaurante com refeições de almoço – mais ligeiras no Verão, apostando em saladas, risottos e tartelettes variadas, e massas, lasanhas e sopas nos meses mais frios. A resposta aos almoços tem superado as expectativas, tanto por parte dos clientes portugueses como dos turistas, habituados a jantar à hora do nosso lanche. Porém, confirma Carminho, o público da Tartine é maioritariamente Português.

 

Passamos a duas perguntas clássicas e chave nesta viagem pela essência da Tartine.

Quais os momentos mais marcantes neste ano e meio? E quais os ex-líbris da Tartine?

Vamos uma por uma.

Carminho não hesita a nomear o primeiro Natal da Tartine. Sabendo de antemão que os clientes têm já os sítios habituais para comprar iguarias natalícias, bolo-rei e Rainha, foi uma surpresa ver a Tartine cheia de encomendas para esta época e, acima de tudo, um momento gratificante que validou a qualidade da marca e da imagem que estavam a desenvolver.

Um outro momento foi a nomeação da Time Out para a Novidade do Ano que englobava todas as áreas e ia a votação do público. A Tartine ficou em 2º lugar!

Se o público diz, nós não discordamos!

Momentos como este trazem um sorriso ao rosto de quem fala e de quem ouve, claro! Fazer bem e ser reconhecido por isso reforça a certeza de se estar no caminho certo.

 

Quanto aos ex-líbris, na pastelaria é fácil, e este, até nós adivinhamos: o Chiado que no Inverno passado bateu todos os recordes de vendas: 200 só numa tarde! Um bolo criado “por acaso” por um dos chefes com mestria na massa folhada, leve e recheado de doce de ovos. Ficou Chiado porque também ele faz parte da essência da Tartine. Na padaria, são as bolinhas que nós, Portugueses, adoramos comer ao pequeno-almoço com manteiga, queijo, fiambre ou os três.

 

Para concluir, como tem sido esta aventura e tem valido a pena?

 

“Sem dúvida!”, responde-nos Carminho confiante. A realização de sonhos tem destas coisas. E o melhor é que a têm vivido não só a duas, mas com toda a equipa, dos pasteleiros e padeiros, às simpáticas funcionárias como a Isabelinha e a Susana que de forma sorridente, tranquila e educada nos recebe, nos convida a ficar e prontamente nos conduz a um passeio pelos vários e criativos sabores que a Tartine oferece no seu Menu.

 

Dizemos obrigada à Carminho e até breve, porque é assim que nos despedimos de quem nos recebe na sua casa servindo-nos o que tem de melhor.

 

 

Tartine | Pastelaria & Restaurante

Rua Serpa Pinto 15-A, Lisboa

Tel. 21 342 91 08

 

Horário: 2ª-6ª 8-20h, Sáb. 10-20h

Encerra aos domingos.

 

www.tartine.pt

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