Transmission Magazine: o sonho de criar uma visão mais honesta sobre a moda
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O modelo-que-se-tornou-fotógrafo Dylan Forsberg lançou a sua revista Transmission no ano passado com o objectivo de mostrar conteúdos editoriais de uma forma fresca, nova. Quis promover honestidade, intimidade e a beleza natural através de retratos pessoais e memórias. Por isso, começou a fotografar os amigos enquanto eles falavam sobre os problemas que se passavam nas suas vidas e como eles pensam sobre quem realmente são quando se tentam expressar. Como estamos a falar em geral de modelos, eles estão tão habituados a fazer-se passar por outro alguém que às vezes se esquecem de como ser eles próprios. E, com esse mojo, nasceu esta revista. Um olhar mais honesto sobre a moda.  O primeiro número saiu no ano passado, fundado com dinheiro do próprio Dylan e, esta segunda edição passou por um processo de crowdfunding que terminou com sucesso, sendo assim possível imprimir uma nova edição.

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Dylan diz que teve esta ideia de criar uma revista porque estava cansado de esperar por novos trabalhos aparecerem na seu caminho. Ter de fazer um trabalho de fotografia e, às vezes, esperar mesas para que essas fotografias fossem finalmente publicadas estava a deixá-lo louco. Consequências de não ser um fotógrafo agênciado! Para além dessa espera, a forma tão diferente com que cada profissional visiona o resultados dos trabalho, Dylan sentia que muitas vezes a sua história não estava a ser representada da forma que ele as imaginou. E assim surgiu a Transmission com a modelo Kasia Struss (então, a sua namorada) na capa, simbolizando todo o seu conceito: a expressão individual.

A seguna edição da Transmission foi contruida à volta da ideia de “Transparência”, e expressa por dois diferentes artistas: Forsberg e o seu amigo Paul Maffi, a quem pediu para fotografar a outra metade da revista, cerca de setenta páginas. Ambos tem a sua própria capa, de forma a expressão a “Transparência” através da nossa própria visão individual, encontrando-se a meio caminho. Para a sua metade desta segunda edição, Sylan trabalhou também com artistas como Elyse Saunders e Emerald Rose Whipple.

Nas palavras de Dylan, esta segunda edição “vem de um lugar muito íntimo. Decidi partilhar histórias dos tempos mais traumáticos da minha vida. Apaixonei-me, os momentos terríveis de ansiedade, uma overdose de comprimidos para dormir, estar internado num hospital psiquiátrico, ser rejeitado por um segundo hospital, foi rejeitado por um terapeuta a quem tinha aberto o seu coração e a sua vida, envolveu-se em brigas e, finalmente, deixei a minha cidade para pedalar na minha bicicleta até à Carolina do Norte, a milhares de milhas de distancia”.

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