Faixa A Faixa: “Cabeça” de Filho da Mãe

Não teria muito mais piada se os músicos nos explicassem os seus álbuns, faixa a faixa? Foi isso que pedimos ao Rui Carvalho a.k.a.Filho da Mãe para fazer com o seu último álbum, Cabeça. 

01 – Terra Feita
Ficou com o nome do sítio onde a gravámos no Gerês. Foi um improviso que gravei com o Makoto Yagyu e tinha como destino uma banda sonora. Achei que queria pôr isto no disco, já que, de certo modo, foi aqui que o segundo disco se começou a desenhar.

02 – Não te mexas
Gosto de dar ordens através de nomes de músicas, ou informações. Hummmm… não, não é isso. É uma música rápida que tem a ver com coisas paradas ou em câmara lenta. É o que sinto, pelo menos…

03 – Cerca de Abelhas
Vem daquela insistência na 1ª corda e, mais à frente, os loops sugerem-me picadas. Tinha pânico de abelhas. Há uns tempos que já não.

04 – Caminho de pregos
Tinha outro nome, mau demais para assumir, a verdade é essa. Ainda assim, continuo a referir-me a ela pelo nome original. Este pareceu-me ter mais a ver com o meu percurso na guitarra do que com a música propriamente, mas acabei por deixar.

05 – Um bipolar / 06 Um bipolar dois
Porque sou um bocadinho.

07 – Mali provisório
Adoro música do Mali e embora a música não tenha muito a ver com o Mali, foi o primeiro nome que usei assim que a fiz na gravação no Alentejo. Ficou provisório por essa razão, porque era mesmo provisório até sentir mais outro nome. A razão pela qual decidi deixar este nome no disco até a mim me ultrapassa.

08 – Cabeça
Estive relutante em usar o nome do álbum numa música, mas não consegui livrar-me do nome que já se tinha pegado aos ossos. É uma das músicas que já tinha feito há mais tempo, bem antes da gravação, já a tinha tocado bastante ao vivo e sempre com o mesmo nome. Creio que posso dizer ser o início da composição do disco.

09 – Improviso de naperon
É um improviso. Há algum tempo que tocava algo à volta disto ao vivo. Agora pensando bem, faz-me lembrar um nome que podia ser de Irmãos Catita…mas enfim, tem alguma coisa de muito português antigo no meio.

10 – Um monge às costas
Gravei o disco no coro alto de uma capela. Disse, a certa altura, que sentia que tinha um monge nas costas enquanto gravava o disco. Assim ficou.

11- Quadro branco.
Dei-lhe o nome da banda sonora à qual destinava algumas daquelas gravações no Gerês. Achei que era bonito acabar o disco com algo que está intrinsecamente ligado à primeira faixa.

12- Sem demónios
Gravei isto com a Cláudia Guerreiro no baixo (fez o artwork) e Guilherme Gonçalves na guitarra (gravou o disco) nuns takes directos em Lisboa…pensei em considera-la como uma espécie de faixa escondida, mas depois de ouvir algumas vezes senti que é a purga do disco, mandam-se os monstros embora.

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