ModaLisboa Vision: Miguel Vieira

“Uma Noite de Inverno”: o nome e a inspiração para as propostas de Miguel Vieira para o próximo Outono/Inverno. Este frio que vem com o nome da colecção é também sinónimo de mudança, mas também de adaptação. E como é que Miguel Vieira se prepara para o frio? Com o glamour que lhe é característico: looks clean e puros, peças inspiradas em smokings, ombros descaídos, peças oversized. O frio continua nas cores – preto, cinza e azul – mas ninguém fica a tiritar com a fazenda e a fazenda de lã e o jacquard.

Acompanhem o nosso report desta Modalisboa, aqui.

Qual a Visão que antecedeu a sua colecção?
Eu gosto sempre de pegar num tema para ser mais fluído, para ser mais fácil, para ter uma conduta em termos de toda a minha equipa e podermos pensar e segmentar as coisas todas com outro sentido. O tema da minha colecção tem a ver com a “Noite de Inverno”, e uma noite de inverno basicamente é, um grupo de amigos que vai a uma festa e que precisa de agasalhos, abrigos muito quentes, porque cada vez mais os nossos Invernos estão muito violentos, não só cá em Portugal mas também na Europa toda. E depois, podem chegar à festa, retirar os seus agasalhos e usarem então os vestidos de seda, coisas mais fluídas e mais fininhas. Mas basicamente é isso, um grupo de amigos que vai a uma festa e precisa de grandes agasalhos.

Qual a Visão para o futuro da sua marca?
Nos próximos anos, espero que cada vez mais possamos alargar mercados e atingir mais países. É sempre esse o meu grande objectivo e por isso é que eu trabalho muito nesse sentido. Nesta semana, acabei de vir de Milão, fui a duas feiras onde estive a apresentar a minha colecção, uma de sapatos e uma de óculos, duas feiras em simultâneo, o que é completamente louco, com o objectivo de pouco a pouco aumentar o número de pontos de venda pelo mundo. Portanto, tenho uma visão muito optimista em relação à Miguel Vieira.

Qual a sua Visão da moda em Portugal?
Pode parecer mal o que eu vou dizer, mas terminámos as vendas em Dezembro e aumentámos o volume de vendas e ganhámos mais pontos de distribuição. Em Portugal não nascem lojas todos os dias, nem todos os meses, mas aumentámos em x o número de lojas. A tristeza que eu tenho é verificar a desistência, o abandono de alguns designers de moda, sobretudo porque Portugal não é um país com tradição de moda, por isso nós temos de ser muitos e temos de crescer para nos afirmarmos em termos internacionais, e é com muita tristeza que eu vejo muitas pessoas a desistir, percebo que é muito complicado, o trabalho de um designer não é fácil, as pessoas tem a ideia que é fácil, mas não é nada fácil, mas eu tento sempre dar apoio aos novos designers, para poderem arregaçar as mangas, para perceberem que tem que se trabalhar muito, que tem que se acordar cedo, para podermos levar as coisas para a frente.

Fotografia: Modalisboa/Rui Vasco

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