Alkantara Festival, a cultura está rica, apesar de tudo.

O encontro anual das artes performativas, já um hábito cultural na capital, promete trazer, mais uma vez, uma lufada de oxigénio para os palcos da cidade.

O Alkantara Festival está de volta. O encontro anual das artes performativas, já um hábito cultural na capital, promete trazer, mais uma vez, uma lufada de oxigénio para os palcos da cidade.

O programa é rico, começando pela pré-abertura que trouxe a Portugal Anne Teresa De Keersmaeker e Boriz Charmatz, acompanhados pela violinista francesa Amandine Beyer, com o espectáculo Partita 2.

Foi uma óptima maneira de nos mantermos prontos para a abertura oficial, agendada para dia 21 de Maio. A partir de então, o Festival continuará até dia 8 de Junho, hospedado pelos mais importantes palcos de Lisboa: Culturgest, Fundação Calouste Gulbenkian, Teatro Maria Matos, Museu da Electricidade, British Council e Espaço Alkantara.

Muitas propostas nos esperam. A Janela Urbana escolheu três, absolutamente a não perder.

  • o aguardadíssimo Super Premium Soft Double Vanilla Rich, do japonês Toshiki Okada, um retrato deslumbrado de uma geração perdida no Japão actual. ( Maria Matos Teatro Municipal)
  • Pindorama, da coreógrafa brasileira Lia Rodrigues, terceira parte de um tríptico de espectáculos que cruzam a questão sobre o indivíduo e a comunidade com a História e a natureza do Brasil. (28 a 30 de Maio na Culturgest)
  • Suite no 1 «ABC», de L’Encyclopédie de la Parole e de Joris Lacoste, um projecto que junta um coro internacional de onze intérpretes e onze convidados locais, conduzidos por um maestro. O coro executará uma selecção de gravações da Encyclopédie de la Parole: um grupo de artistas, académicos e curadores que desde 2007 tem vindo a colecionar todo o tipo de gravações orais em todas as línguas possíveis, estruturando-as de acordo com características, como cadência, melodia, natureza coral ou tónica.

Mas há muito mais para ver, no Alkantara Festival, peças internacionais e também feitas por cá, como”Vontade de ter Vontade”, da coreógrafa e bailarina Claudia Dias(28 e 29 de Maio no Teatro São Luiz), “Bovary” de Tiago Rodrigues, (7 e 8 de Junho no Teatro São Luiz),  e Protocolo, da Mala Voadora (3 e 8 de Junho noTeatro Nacional D. Maria II).

O Alkantara Festival está mesmo de volta, como todos os anos, rico em cultura, apesar da pobreza do financiamento público que drasticamente reduziu em 55%, em comparação a 2012, e em cerca de 70%, em comparação a 2010, como denunciou no discurso de abertura desta edição o director Thomas Walgrave.