NOS Alive – Dia 1

Texto: Viviana Martins
Fotografia: Luis Sustelo

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Viemos ao Optimus, agora, NOS Alive com a G-Star RAW e o RAW Coreto foi paragem obrigatória neste primeiro dia.

A G-Star RAW é uma das patrocinadora oficiais do festival há já alguns anos e o seu stand é sempre um dos mais concorridos. Este ano a marca não se ficou por menos, para além do stand, que diga-se, está muito bonito e principalmente fresco (aquelas ventoinhas souberam tão bem nos momentos de maior calor, ou seja, todos), pegou em todo o seu amor e apadrinhou o palco mais fofinho de todos, O Coreto. Logo na primeira noite do Festival esperavam-se nomes grandes nomes. Sequin e Manuel Fúria foram as principais atracções. Num festival com a dimensão do Alive, onde está sempre a acontecer tanta coisa ao mesmo tempo, com nomes gigantes no Palco Nos (o principal) e outros não menos gigantes, no Palco Heineken (secundário), torna-se difícil decidir o processo de escolha (o que ver/para onde ir). Para os artistas que passam no nosso RAW Coreto é ingrata a tarefa de competir com esses tais gigantes, como teve de fazer a Ana Miró, pouco antes de Mrs Turner e os seus amigos subiram ao palco principal. Mas antes da Ana, tivemos o Manel.

Manuel Fúria, antigo vocalista de Os Golpes, agora acompanhado pelos seus Os Náufragos trouxe muita gente ao Coreto. Depois de As Aventuras do Homem Aranha, Manuel Fúria está de volta com os Lírios do Campo. Numa noite de festa, ouviram-se temas como Que Haja Festa Não Sei Onde, Procuro a Claridade e A Tempestade. Manuel, juntamente com os seus colegas d’Os Golpes, tinha todas as condições reunidas para fazer História. Agora, sozinho, Manuel vai passando entre os pingos da chuva sem que muito dêem por ele, mas quando o encontramos é impossível não reconhecermos todo o seu talento.

Como referimos mais em em cima, Sequin estava tramada. Os Arctic Monkeys tocavam à mesma hora que ela e não fossem eles o grande cabeça de cartaz do festival e estaria tudo bem. Na verdade não esteve tudo bem, foram poucos os que se concentraram frente ao coreto mas Ana não perdeu o profissionalismo e claro, a sua doçura habitual. Foi um desfilar de Penelope, álbum de estreia de Sequin, que inclui temas como Flamingo e a tão boa Beijing. Era difícil para Ana, sim; ela merecia mais, sim; mas oportunidades não faltarão para que todos conheçam esta jovem artista que anda a ensinar-nos que a electrónica também pode ter um lado doce e um gingar mais elegante.

Para fechar a noite no RAW Coreto, o Cpt Lovelace foi o escolhido. A primeira parte da sua actuação começou à hora marcada. No Palco Nos, os Artic Monkeys regressavam para o encore e eram poucos os que se encontravam ali na zona do Coreto. O aquecimento demorou, mas com o avançar da noite o pequeno salão RAW começou a ficar mais composto. Lovelace apresentou-nos grandes misturas e surpreendeu-nos com temas como Drunk in Love, da Queen B (Beyoncé), que depois de levarmos um dia todo a ouvir música mais alternativa, nos soube muito bem.

Mais logo há mais NOS Alive e não se esqueçam de passar pelo Coreto mais bonito de Portugal. Vá lá, prometemos que não se vão arrepender. Até já.