NOS Alive – Dia 3

Beautify Junkyards

Texto: Viviana Martins
Fotografia: Luis Sustelo

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E assim, sem darmos conta, chegámos ao último dia do NOS Alive. Mas antes do balanço final ainda temos muita coisa para contar.

Durante os três dias de festival, os A Vitória Régia foram sempre os primeiros a pisar o palco do RAW Coreto. Os djs da casa, fizeram todos dias o que tinham a fazer: dar o aquecimento. Ouviu-se remixes de Mais que Nada, de Sérgio Mendes, Hit The Road Jack (Pé na Estrada), de Mo’Horizons, e Carolina, de Seu Jorge. Ficámos quentes e preparados para aguentar os dias do festival.

É incrível a quantidade de bandas que temos em Portugal, que são mais conhecidas lá fora do que cá dentro. Beautify Junkyards é uma delas. Pesquisando pela banda na internet, facilmente se encontram artigos de sites estrangeiros a rasgar elogios ao projecto. Não conhecíamos a banda, mas ainda bem que o RAW Coreto fez questão de apresenta-la a quem já parava por aquela zona.

A música Folk dos Beautify Junkyards não poderia ter caído melhor no final de tarde de Sábado. Sobre a From The Morning, original de Nick Drake, só se pode dizer: beautiful.

Depois de termos sido embalados pelos Beutify Junkyards, estava na hora de abanar um pouco a cabeça com os putos JUBA. Tratamo-los por putos porque são os mais pequeninos a subirem ao nosso Coreto e porque basicamente têm a nossa idade. Com Mynah, o novo álbum ainda fresquinho, assim como as camisas florais com que se apresentaram em palco, JUBA deram um dos melhores concertos do RAW Coreto nesta edição do festival. A banda não gosta de rotular o seu estilo musical mas é impossível não falarmos de indie experimental quando se fala de JUBA. Os momentos só de instrumental acabam por ser os mais intensos. Bloodvessels e Maria foram as nossas favoritas e as mais festejadas pela multidão. JUBA tiveram de facto muita gente para vê-los e para nós, que aproveitámos os tempos mortos no Coreto para espreitar os outros palcos, foi um dos concertos de que mais gostámos em todo o festival.

Para encerrarmos o festival da melhor forma, não poderia haver melhor grupeta: os D’Alva. Depois de um concerto memorável no Clubbing, Alex e os seus companheiros voltam a encantar desta vez num palco mais pequeno mas que facilita a comunicação com o público o que torna tudo mais intimo. D’Alva foram sem dúvida a revelação desta edição do NOS Alive, destacando o Alex Teixeira, que esteve em todo o lado a fazer a festa (grande momento com os Gin Party Soundsystem). #batequebate, o primeiro disco deste grande projecto, é fresco, é pop, é energético e sabe a gelado de limão. Este pessoal sabe fazer a coisa da melhor maneira e é um delícia vê-los em palco. É impossível ficar sentado com temas como Frescobol, onde Alex ainda tem tempo de ensinar como se mexe o corpo. Homologação em acapella, 3tempos, Aquele Momento, Barulho I e Barulho II também entraram no alinhamento. D’Alva em dose dupla foi do caraças mas não foi o suficiente. Queremos mais festa com esta malta. Porque dá gozo ver bons artistas em palco, mas quando ao talento se alia a boa disposição e a simpatia é mil vezes melhor.

Antes de irmos embora e para os mais resistentes, as GRRRL RIOT ficaram ao comando dos pratos. Entre os concertos de Chet Faker e Nicolas Jaar, o RAW Coreto encheu e, apesar do frio que se sentia ontem à noite, ninguém se impediu de dançar ao som contagiante deste grupo. O colectivo feminino de dj’s, nascido no Porto há cerca de 3 anos, e composto por Jackie, Maria e Min & Supa, aqueceu o público presente no RAW Coreto, que abanou as ancas ao som de um electro a tender para o techno.

Chega assim ao fim mais um NOS Alive. Tivemos todo o prazer em estar em parceria com a marca G-Star RAW, que nos proporcionou concertos surpreendentes. Foi agradável ‘morar’ num jardim tão bonito como o do RAW Coreto, onde D’Alva e Juba foram sem dúvida os reis da festa.

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